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Saúde

Câmara hiperbárica acelera cicatrizes e cura doenças

Equipamento revolucionário é usado no tratamento de infecções bacterianas e fungos, além de corrigir deficiências na oxigenação do corpo

A câmara hiperbárica é um equipamento usado no tratamento de infecções bacterianas e fungos, além de corrigir deficiências na oxigenação do corpo e acelerar na cicatrização de feridas. Em Rio Preto, o tratamento revolucionário pode ser encontrado na Medicina Hiperbárica Rio Preto, no bairro Redentora, sob a responsabilidade do cirurgião plástico João Cantarelli. Segundo ele, os seres humanos são seres dependentes de oxigênio. “Se você ficar sem respirar suas células vão morrer após um determinado período de tempo, geralmente acima de 4 minutos. Assim uma grande variedade de doenças está envolvida na perda da oxigenação”, ressalta. A Câmara Hiperbárica utiliza este princípio para, sob altas pressões, melhorar o aporte de oxigênio pelas células humanas e com isso provocar a cura das doenças.

De acordo com o cirurgião plástico, a Medicina Hiperbárica pode ser usada no tratamento de feridas agudas e crônicas, tratamento do paciente com pé diabético feridas e deformidades, surdez súbita, traumatismo em geral com esmagamento de membros, por exemplo, após acidente com moto, carros, bicicletas,osteomielites crônicas, necroses ósseas avasculares, necroses de cirurgias, fístulas enterocutâneas, traumatismos cranianos, gangrenas, síndrome de Fournier, celulites, erisipelas, lesões por irradiações principalmente osteorradionecrose mandibular, abscessos cerebrais, queimaduras, picada de aranha marrom, oclusão da artéria da retina, hanseníase, infecções complexas, anemia aguda, inalação de fumaça. “Cabe ressaltar que como a medicina hiperbárica está ligada ao ambiente hiperbárico do mergulho as doenças relativas aos mergulhadores e trabalhadores de ambiente hiperbárico (tubulões) da construção civil tem como único tratamento a OHB. A Embolia gasosa e o envenenamento por monóxido de carbono, por cianeto, também necessitam da OHB para seu tratamento, sem eles o paciente tem grande chance de morrer”, ressalta. Toda indicação necessita de avaliação do médico responsável pelo atendimento hiperbárico. Existem dois tipos de câmaras hiperbáricas: a multiplace, que é uma câmara que podem colocar vários pacientes de uma vez, todos juntos, respiraram o oxigênio por uma máscara, com paradas, e é pressurizada com ar comprimido. Nestas as sessões duram em média 120 minutos e a pressão da câmara é a mesma para todos os pacientes.

A outra câmara, que tem na Medicina Hiperbárica Rio Preto, é a monoplace, aonde entra um paciente de cada vez. A pressurização é feita com oxigênio medicinal (100%), o paciente não usa nenhuma máscara e respira naturalmente. Esse tratamento é individualizado. Cada paciente recebe uma determinada pressão e dura entre 60 e 90 minutos. 

Cantarelli afirma querealiza-se uma sessão por dia, durante seis dias da semana. “Pode-se utilizar de outras periodicidades, mas no máximo de três vezes no dia em casos específicos por no máximo dois dias. Alguns casos também duas vezes ao dia por três dias, o tratamento será aplicado pelo médico com critérios científicos aplicáveis ao caso”, diz.

O tratamento é determinado por um médico com conhecimento em medicina hiperbárica. Dentro da câmara hiperbárica há o acompanhamento de um profissional de saúde como enfermeiros e técnicos de enfermagem. O cirurgião plástico esclarece que até um recém-nascido, se indicado, pode fazer o tratamento em câmara hiperbárica, sempre acompanhado com um adulto. “Qualquer idade pode fazer o tratamento desde que seja indicado. Casos pontuais como envenenamento por monóxido de carbono, em gestante, após analisado, devido a afinidade da hemoglobina fetal pelo monóxido de carbono, também podem ter a indicação de OHB em câmara hiperbárica”, finalizou.

Por Da Redação em 26/07/2018 às 23:59
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