Saúde

Alimentação inadequada é a 2ª causa de câncer que pode ser prevenida

Dados do Instituto Nacional de Câncer mostram ainda que a nutrição e alimentação errada são responsáveis por até 20% de casos de câncer no Brasil

Desembale menos e descasque mais... Essa frase virou um ‘mantra’ entre os profissionais que estão realmente preocupados com a saúde. O alerta é: “Esqueçam os industrializados e evite os agrotóxicos, sempre e o máximo que puder.” Segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), a alimentação e a nutrição inadequadas são classificadas como a segunda causa de câncer que pode ser prevenida, além de serem responsáveis por até 20% desses casos nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e por aproximadamente 35% das mortes causadas pelo câncer. Ainda de acordo com o Instituto, o câncer de mama é a doença que mais causa morte no Brasil. Os números chegam a assustar: em 2017 a estimativa é que pelo menos 57 mil mulheres desenvolvam a doença e, infelizmente, 14 mil não sobrevivam.

O alerta não é novidade pra ninguém, mas parece não fazer efeito. De acordo com dados publicados no Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, realizado pelo Ministério da Saúde em Parceria com a UFRJ, o refrigerante ocupa o sexto lugar na lista dos 20 alimentos mais consumidos por adolescentes brasileiros, à frente de hortaliças e frutas. Um em cada cinco brasileiros (19%) adultos que vivem nas capitais brasileiras consomem refrigerante ou sucos artificiais todos os dias. Alimentos ricos em sal e gordurosos, farinha branca e dieta pobre em fibras também estão na lista dos que aumentam o risco de câncer.

A alimentação é importante em todos os ciclos da vida, mas, no caso de pacientes que já tiveram qualquer tipo de câncer, ela precisa ser ainda mais valorizada. “O tumor e o tratamento fazem com que o metabolismo do paciente gaste mais energia e, ao mesmo tempo, perca o apetite, o que pode provocar a desnutrição”, explica a médica nutróloga Ana Valéria Ramirez. Seja por causa da quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia, o tratamento do câncer pode provocar efeitos colaterais que interferem na alimentação do paciente, causando também náuseas, diarreia, falta de salivação, alteração no paladar e dificuldade de mastigar e digerir os nutrientes. Por isso, para amenizar esses efeitos, o cuidado na escolha e preparo dos alimentos deve ser redobrado.

Os alimentos orgânicos são sempre os mais indicados, pois são muito mais saudáveis do que os industrializados. “Nos alimentos orgânicos não existe agrotóxico, nem pesticidas, por isso pode-se comer, inclusive, as cascas (na maioria das vezes onde está o maior volume de nutrientes). Isso não seria possível, por exemplo, em um alimento ‘não’ orgânico, por conta dos produtos que são jogados neles durante o processo de crescimento e amadurecimento”, enfatiza a embriologista Ligia Previato, pós-graduada em nutrição funcional e suplementação.

Se a população adotasse uma alimentação saudável e praticasse atividades físicas regularmente, aproximadamente um em cada três casos dos tipos de câncer mais comuns poderiam ser evitados. Ou seja, para cada 100 pessoas com câncer, 33 delas poderiam não ter desenvolvido a doença e, claro, isso inclui o câncer de mama. Informações não faltam...está na hora de praticar!

Notas

Autoestima é fundamental

Dando sequência a última coluna, na qual falei que aproveitaríamos o Outubro Rosa para passar algumas dicas e informações interessantes sobre o câncer, quero citar uma etapa importantíssima: a autoestima. A preocupação com a estética, que pode parecer fútil para alguns, é apontada por médicos e psicólogos como uma necessidade a ser trabalhada durante o tratamento. Um estudo revelou que 13% das mulheres com câncer de mama tinham medo de perder o parceiro caso tivessem alopecia induzida por quimioterapia. O impacto é tão grande que até 8% dos pacientes escolheriam tratamentos com resultados menos favoráveis seisso evitasse a queda dos cabelos. Aliás, o Albert Einstein oferece aos pacientes o OrbisScalp Cooler, um equipamento que promove o resfriamento controlado do couro cabeludo do paciente antes, durante e após a administração dos medicamentos quimioterápicos. O processo reduz o fluxo de sangue para os folículos capilares, minimizando a perda capilar.

Ações em Rio Preto

O cabelo volta a crescer e a angústia (felizmente!) é superável, mas o tempo não cura todas as marcas deixadas pelo câncer de mama. Para as mulheres que passam por mastectomia há a possibilidade de reconstrução do seio e até mesmo do bico do mamilo, mas a pigmentação característica acaba sendo perdida. Em sintonia com a importância da autoestima, a Faceres organizou um ciclo de palestras e inclui temas que realmente importam, entre eles a relevância da micro pigmentação para reconstrução da aréola e mamilo, com a esteticista Isabel Gea. Cirurgiões Plásticos, mulheres que venceram a doença, psicólogos e mastologistas também estarão presentes no evento, que contara ainda com a exposição ‘Beleza Sem Moldura’, da fotógrafa Magda Pinheiro. O evento ocorre entre os dias 23 e 24 e a inscrição é a doação de 1kg de alimento não perecível. As vagas são limitadas.

Fim do medo de agulha

A aicmofobia, medo de agulhas ou injeções, é um tipo de fobia real que afeta de 3,5% a 10% da população mundial. Além das pessoas que comprovadamente enfrentam o problema, muitas crianças também apresentam resistência quando precisam receber alguma medicação ou vacina por meio de injeção. Em busca de uma solução, a Unimed Rio Preto adotou alguns recursos para amenizar o problema, e os resultados são positivos. Entre eles estão os óculos de realidade virtual, que exibe alguns vídeos interativos cujo objetivo é entreter e distrair na hora da vacinação. Enquanto isso, os enfermeiros utilizam um equipamento em formato de abelha que esfria o local onde será feita a aplicação e, ao mesmo tempo, produz uma vibração constante que ajuda a reduzir a dor em até 88%. Este dispositivo também é utilizado em adultos ou crianças que não têm o medo, apenas para reduzir possíveis sensações de dor. Vale a pena tentar!

Por Izabela de Paula em 19/10/2017 às 23:59
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