Saúde

Prefeitura vai abrir licitação para concluir complexo Pró-Saúde

Entregue na última semana de mandato pelo ex-prefeito Valdomiro Lopes, prédio do complexo Pró-Saúde será readequado

Quem passa pela avenida Philadelpho Gouvêa Netto fica impressionado com o prédio que abriga o complexo Pró-Saúde. O imóvel suntuoso com arquitetura contemporânea foi entregue inacabado pelo ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), no último mês de mandato e agora passará por adequações. O próprio Valdomiro admitiu, em entrevista exclusiva à Gazeta de Rio Preto no penúltimo dia de mandato, que apenas o Hospital Dia estava concluído e que deixaria R$ 7 milhões para o sucessor comprar um equipamento de ressonância magnética.

Uma vistoria realizada por técnicos da empresa responsável pelo projeto e pelo secretário municipal de Saúde, Eleuses Paiva, na tarde de quinta-feira, dia 9, concluiu que a instalação do equipamento deverá ser feita em outra sala. Para isso, serão necessárias a construção de piso reforçado de concreto e a mudança de paredes. “É tudo pré-moldado, creio que o gasto não será muito alto, mas fizemos as medições e concluímos que o local certo para a instalação era outro”, explicou Eleuses.

Segundo ele, desde a entrega provisória do prédio foram identificadas 39 inadequações que vão desde o tipo de piso a vazamentos e defeitos no forro. Desse total, restaram ainda cinco observações. “Só vamos receber definitivamente a obra quando tudo estiver corrigido”, disse o secretário. Eleuses afirmou ainda que a adequação do local para receber o equipamento de ressonância magnética será feita por meio de uma nova licitação, uma vez que não estava prevista no contrato original. “Não se sabia qual seria a marca do equipamento que venceria a licitação, por isso, não era possível dimensionar o piso e a gaiola (cômodo) para acomodar a ressonância”, afirma.

Informatização

Acompanhado dos técnicos, o secretário afirmou ainda que falta informatizar o prédio e ligar os computadores à rede municipal de fibra ótica, interligando o centro de diagnóstico às unidades de saúde. Para isso, a Prefeitura terá de comprar ou desenvolver um sistema (software) que atenda às necessidades dos profissionais de Saúde. O objetivo é reduzir o tempo que o resultado do exame leva para chegar até o médico da rede municipal. “As instalações do prédio foram pensadas para permitir a terceirização do laboratório e da transmissão dos resultados de exames, mas eu penso que é fundamental, principalmente nos atendimentos de urgência e emergência, nós [município] termos o controle dos processos nas mãos”, conclui Eleuses.

Hospital Dia

Em funcionamento desde o início do ano, o Hospital Dia já é utilizado pelas equipes de atenção domiciliar e realiza exames de ultrassom, endoscópia e ecocardiograma.

Por Ademir Terradas em 10/03/2017 às 13:00
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