Psicologia

A importância da figura paterna

Artigo escrito pela psicóloga Monica Soares

Muitos de nós já ouvimos histórias de pais que pouco se envolvem na educação dos filhos e que acreditam que essa é uma função materna. Mas qual a importância da função paterna?

A presença de uma figura paterna adequada, na vida das crianças e dos adolescentes, vai muito além do papel do provedor, é uma importante fonte de identificação masculina. Crianças que crescem com uma boa referência de figura masculina se tornam mais seguras e responsáveis na idade adulta. Além disso, a rejeição paterna pode causar traumas e mágoas profundas, doenças crônicas e psicossomáticas. Podendo atrapalhar o desenvolvimento escolar, físico e emocional dessa criança. Causando ainda comportamentos inseguros, agressivos e depressivos quando adulto.

A função paterna pode ser feita pelo avô, tio ou outra pessoa que faça esse papel para criança, mas caso perceba sofrimento a criança procure um profissional para melhores orientações.

Muitos pais têm dificuldades em como agir com seus filhos, pois não tiveram boas figuras paternas e sentem-se inseguros. Apesar de não existir uma receita infalível ou uma fórmula mágica para ser um bom pai, existem algumas questões importantes que podem ajudar muito, como:

Seja presente: Independente da relação com a mãe, casado ou não, seja presente. Participe ativamente da vida da criança, frequente reuniões escolares, atividades extracurriculares, festinhas e tenha atividades pai e filho (sem a presença da mãe) pode ser um passeio ao ar livre ou brincarem juntos. Essa é uma tarefa dos dois, não só da mãe.

Demonstre afeto: Cuidar financeiramente da criança é uma prova de amor, mas todos precisamos de demonstrações de carinho, tanto em palavras como gestos. Elogie, beije e abrace seu filho. Essas atitudes são fundamentais para criança se sentir amada e crescer segura. Muitos pais têm dificuldade em demonstrar o que sentem, nesses casos é importante procurar ajuda, inclusive para romper esse ciclo. E não se esqueça: Afeto não é presente, cuidado com essa armadilha.

Assuma responsabilidade: Não delegue sua responsabilidade, dizer sua mãe resolve não é ser pai. Converse sempre com a mãe para alinhar as condutas em relação a criança. Caso exista discordância em algum aspecto, conversem (nunca em frente da criança) e encontrem um ponto comum.

Autoridade x autoritário: Muitos pais confundem autoridade com autoritarismo. Autoridade está relacionada a respeito, autoritário medo. São coisas bastante diferentes. O autoritário não tem diálogo, ele discursa, impõe e coage, o filho tem medo por isso muitas vezes mente e engana, pois não sente confiança. Filhos precisam de limites, regras, normas, mas também precisam ser respeitados e ouvidos, e esse é o pai que tem autoridade, pois é um exemplo.

Seja um exemplo: Melhor do que palavras sempre são as atitudes. Se deseja um filho respeitoso, respeite seu filho, seus pais e as pessoas que você convive. Se deseja um filho carinhoso, generoso, estudioso, com hábitos saudáveis seja você essa pessoa e isso será muito natural ao seu filho. Não adianta cobrar do seu filho coisas que você mesmo não foi ou não é capaz de fazer.

Mas, principalmente, ame seu filho ele será o seu legado para o mundo. Feliz dia dos Pais!

Monica Soares é professora universitária, psicóloga, psicoterapeuta, especialista em educação e terapia sexual.

 

Por Monica Soares em 03/08/2017 às 22:48
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