Psicologia

Suicídio é assunto sério... Uma epidemia silenciosa

Artigo escrito pela psicóloga Monica Soares

Alguns estudos indicam o Brasil entre os 10 países com maior número de suicídios, contradizendo a ideia que o brasileiro é um povo feliz.

As causas do suicídio podem estar relacionadas às desigualdades: econômica, social, injustiças. Situações de stress, depressão, psicopatologias, uso abusivo de álcool e drogas e outros fatores.

O fato de o assunto ser um tabu não ajuda na prevenção e é importante que as pessoas entendam que suicídio não pode ser visto como falta de fé, de amor a família, solidão ou qualquer outra condição que culpabilize o indivíduo pelo comportamento suicida.

Um grande mito sobre o suicida é que quem fala está apenas querendo chamar atenção e que quem realmente quer fazer não fala.

Muitas pessoas que estão com ideais suicidas falam como uma forma de pedir socorro. Frases do tipo: “Eu queria dormir e nunca mais acordar”, “Gostaria de sumir para sempre”, “Não suporto mais”; “Morrer seria bom”, merecem muita atenção.  Mesmo que uma pessoa diga para chamar atenção, querer chamar atenção dessa maneira indica que algo não está bem.

Outro comportamento importante a ser observado é uso de álcool e drogas, muitos casos de suicídio estão associados ao uso abusivo dessas substâncias, o uso excessivo pode indicar outras patologias (como a depressão) e muitos ao não conseguirem lidar com o vício acabam tirando a própria vida.

Outra questão pouco falada é sobre o suicídio de jovens. Adolescentes também podem cometer suicídio, o comportamento suicida pode ser confundido facilmente com o comportamento típico dessa idade, como o isolamento e mudanças de humor.

Em qualquer uma das situações citadas acima as recomendações são: Buscar urgentemente o acompanhamento profissional tanto para pessoa como para os familiares, deixar a pessoa sempre acompanhada, conversar bastante ouvindo verdadeiramente o outro e tirar de casa armas, remédios e venenos.

Monica Soares, Professora universitária, Psicóloga, psicoterapeuta, Especialista em educação e terapia sexual, aluna especial do Programa de Mestrado em Sexualidade-USP.

Por Monica Soares em 14/09/2016 às 12:00