Psicologia

Sistemático, Chato, Cheio de Manias ou Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)?

Muitas vezes achamos que alguém é sistemático, chato, cheio de manias, mas na verdade essa pessoa possui uma doença chamada transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

A mania, ritual ou superstição deixa de ser um simples habito e passa ser considerada doença, quando essas atitudes começam a trazer prejuízos e sofrimentos a pessoa, quando a pessoa ocupa muito mais tempo, dinheiro ou energia que deveria com suas “manias”.

A pessoa com TOC não consegue evitar o comportamento que geralmente é precedido de pensamentos ruins.

Um exemplo comum é o paciente que é perturbado pelo pensamento: “Minhas mãos podem estar contaminadas – preciso lavá-las”; ou “devo ter deixado o carro aberto – preciso verificar se fechei”; ou “minhas coisas estão desorganizadas – deixarei tudo simétrico”. Esses pensamentos são considerados desagradáveis gerando forte ansiedade, que só é aliviada (temporariamente) repetindo diversas vezes o comportamento.

O TOC atinge homens e mulheres costumam iniciar na adolescência ou no início da idade adulta e duram por toda a vida caso não seja tratado.

As pessoas com TOC geralmente demoram a procurar ajuda, muitas acreditam que possuem apenas uma mania ou tentam esconder seu problema por sentirem vergonha.  A consequência é que essa demora pode atrapalhar o tratamento, pois alguns hábitos podem estar muito fortes e mais difíceis de mudar.

O tratamento na maioria das vezes é feito com um medicamento denominado clomipramina ou com fluvoxamina e fluoxetina. Esses medicamentos aumentam a capacidade de o cérebro utilizar a serotonina, um composto químico que ocorre naturalmente no cérebro aliviando os sintomas de TOC.

A psicoterapia é o principal fator no tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo auxiliando o paciente no entendimento do transtorno, sua origem e controle do comportamento.

Monica Soares
Professora universitária, psicóloga, psicoterapeuta, especialista em educação e terapia sexual, aluna especial do Programa de Mestrado em Sexualidade-USP.

Por Monica Soares em 18/04/2016 às 11:00
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