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Política

Cortella desconversa sobre convite para Ministério da Educação de Haddad

Haddad sugeriu a Mario Sergio Cortella que ocupasse o Ministério da Educação

Mencionado em entrevista e em postagem nas redes sociais por Fernando Haddad (PT) como possível ministro da Educação, o filósofo, escritor e professor Mario Sergio Cortella disse que o presidenciável não o convidou, nem a ninguém, para um eventual ministério.

Cortella, autor de livros como "Qual É a tua Obra?" e "Viver em Paz para Morrer em Paz", disse à reportagem que, em uma conversa por telefone, o presidenciável disse que seria bom que conversassem sobre o assunto após as eleições.

"Em outras conversas entre mim e ele, muito antes até de ser candidato, por várias vezes me honrou com a lembrança de meu nome a ser considerado para o Ministério da Educação", disse.

Para Cortella, porém, "a amizade e o respeito recíproco são bons pontos de partida para refletir sobre qualquer convite, mas não conduzem por si mesmos ao ponto de chegada, que depende de outros fatores também relevantes".

Entre os fatores, ele cita circunstâncias pessoais, conjunto dos projetos, prioridade de gestão para além de programa de campanha, autonomia diretiva e grupo ministerial.

"Ser considerado pelo professor Haddad como uma possibilidade no que chamou de 'equipe dos melhores' é grande homenagem que recebo no Dia dos Professores", completa ele.

Haddad confirmou nesta segunda-feira 15, em entrevista à rádio Bandeirantes, que sugeriu a Mario Sergio Cortella que ocupasse o Ministério da Educação num eventual governo seu. O candidato também confirmou o diálogo com o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa.

Nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Joaquim Barbosa foi o presidente do STF durante o julgamento do mensalão, em que petistas como o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoino foram condenados. Ele chegou a cogitar uma candidatura à Presidência pelo PSB neste ano, mas desistiu. O partido ficou neutro no primeiro turno da eleição presidencial e apoia Haddad no segundo turno.

Em entrevista à Rádio CBN no último dia 11, Haddad disse que o ex-presidente do Supremo tomou a decisão de deixar o serviço público, mas "pode contribuir com a democracia em um momento decisivo da vida nacional".

Por Da Redação em 16/10/2018 às 13:50
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