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Política

‘Acompanho o desenrolar dos fatos’, diz Edinho sobre indiciamento de Temer no caso dos Portos

Prefeito foi ministro dos Portos e chegou a prestar depoimento à Polícia Federal

O prefeito Edinho Araújo (MDB) afirmou que acompanha “o desenrolar dos fatos” envolvendo as investigações da Polícia Federal sobre decretos do Porto de Santos, que teria beneficiado empresas de forma irregular, e que nesta terça-feira, dia 16, indiciou o presidente Michel Temer e mais dez pessoas. Sobre o indiciamento de Temer, do seu partido, o MDB, Edinho afirma que tudo precisa ser apurado. “A Justiça tem seu papel. Apenas acompanho o desenrolar dos fatos”.
Em março deste ano, Edinho foi intimado a prestar depoimento dentro da Operação Skala, da Polícia Federal. O prefeito foi ministro dos Portos no governo do Dilma (PT), em 2015. O coronel Lima, amigo de Temer foi preso na operação assim como o ministro da Agricultura, Wagner Rossi e seu assessor. A operação ocorreu por decisão do supremo. Advogado, amigo de Temer, José Yunes, também foi preso, na ocasião. 
Em 2015, quando Edinho ainda era ministro ele autorizou renovação de contrato com grupo Libra. Donos do grupo também foram alvos de mandados de prisão. Nesta quarta-feira, dia 17, Edinho foi questionado se temia o avanço das investigações. “Nunca, nunca”, respondeu.
Logo após ter prestado depoimento à Polícia Federal, neste ano, o prefeito convocou uma coletiva de imprensa em seu gabinete onde esclareceu sua participação nas investigações. "Não fiz nada ilegal. É dever de todo cidadão prestar informações. O fato de ser prefeito e ter sido ministro provoca toda essa situação. Estou tranquilo. Não tenho nenhuma culpa em cartório. Não tenho nenhum receio, nenhum problema. Compareci como declarante.  O prefeito Edinho Araújo não é investigado de nada", afirmou à época.
Edinho disse ainda que na condição de ministro dos Portos "destravou" processos que estavam paralisados no Tribunal de Contas da União. 

Temer é indiciado

A Policia Federal (PF) indiciou o presidente Michel Temer e mais dez pessoas no inquérito que apura o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A na edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado em maio do ano passado pelo presidente. Eles foram indiciados pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os indiciamentos estão no relatório final da investigação, entregue nesta terça-feira, dia 16, ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso. Após receber o documento, Barroso pediu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá 15 dias para se manifestar sobre eventual denúncia contra os acusados. A filha de Temer, Maristela de Toledo Temer Lulia também está na lista de indiciados. 

No relatório final, o delegado responsável pelo caso também pediu ao Supremo o bloqueio de bens de todos os acusados e prisão preventiva de quatro deles, o coronel João Batista Lima Filho, amigo de Temer, a arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher de Batista, e os investigados Carlos Alberto Costa, sócio do coronel, e Almir Martins Ferreira. Ao enviar o caso à PGR, Barroso também proibiu os acusados que tiveram prisão solicitada de deixarem o país.

O advogado do presidente no processo envolvendo o inquérito dos portos, Brian Prado, informou que ainda não teve acesso ao relatório e não se manifestará a respeito por enquanto. O Palácio Planalto, até o fechamento desta reportagem, não se manifestou a respeito.

Indiciados:

1. Michel Miguel Elias Temer Lulia

2. Rodrigo Santos da Rocha Loures (ex-deputado)

3. Antônio Celso Grecco (sócio da Rodrimar)

4. Ricardo Conrado Mesquita (sócio da Rodrimar)

5. Gonçalo Borges Torrealba (Grupo Libra)

6 - João Baptista Lima Filho

7. Maria Rita Fratezi

8 -  Carlos Alberto Costa Filho

9 – Carlos Alberto Costa

10. Almir Martins Ferreira

11. Maristela de Toledo Temer Lulia (filha de Temer)

Por Raphael Ferrari em 17/10/2018 às 12:54
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