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Política

Depois de demitir anjos da guarda, Edinho vai contratar 260 anjos da escola

Um ano após demissão em massa dos profissionais, sob alegação de contenção de despesas, mais de 50 escolas foram vandalizadas

Exatamente um ano depois da demissão de 498 anjos da guarda, o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), anunciou, no dia 14 deste mês, a criação de 260 postos de trabalho denominados anjos da escola. Na prática, os profissionais desempenharão a mesma função dos demitidos no ano passado, que é oferecer segurança aos alunos e professores em todas as unidades escolares do município. Além do anjo da escola, o Programa Integrado de Segurança, como foi batizado pelo governo, engloba ações fora do horário de funcionamento das escolas, como a implementaçãoe manutenção de sistemas de alarme e de câmeras de monitoramento.

Também já foi feita a contratação de nove vigilantes para atuar no período noturno, em finai de semana e feriados. Cinco inspetores técnicos motorizados farão rondas em grupos em escolas próximas, entrando nas unidades e fazendo a verificação do perímetro. A ação dos vigilantes motorizados irá cobrir 64 escolas. Quatro unidades terão, ainda, a presença de vigilantes locais. O contrato tem duração de 12 meses e o valor é de mais de R$ 1 milhão. Para a contratação dos anjos da escola ainda será publicado o edital de abertura de licitação, no valor aproximado de R$ 8,5 milhões. O valor final só será definido ao final do processo. Serão 132 anjos da escola com jornada de 44 horas semanais e outros 128 com jornada de 20 horas semanais.

Demissão em massa

Desde setembro do ano passado escolas, creches e espaços públicos do município não contam com os serviços dos 498 anjos da guarda. Eles foram demitidos por pela Prefeitura, que alegou contenção de despesas e impossibilidade de manter contrato terceirizado com a empresa que fornecia os trabalhadores. A maior parte dos profissionais cuidava da segurança das crianças na entrada e saída das escolas e creches municipais. Desde então, quem realiza o trabalho são os próprios professores.

Com a ausência dos anjos da guarda, mais de 50 unidades escolares foram vandalizadas, com roubos de equipamentos, arrombamentos e depredações. No mês passado o vereador Renato Pupo (PSD) usou a tribuna da Câmara durante sessão onde lembrou da demissão dos anjos. “Repercutiu muito mal. O argumento é contenção de despesas, mas não compensa essa medida. Por enquanto os ataques são aos prédios, quero ver quando começarem a atacar as pessoas que trabalham nesses locais”. No ano passado, pais de alguns alunos fizeram um abaixo-assinado contra a decisão da prefeitura, mas a ação não obteve sucesso. Segundo declarou à época o secretário de Administração e procurador do município, Luís Roberto Thiese, com a demissão dos funcionários a prefeitura iria economizar R$ 20 milhões por ano.

Por Raphael Ferrari em 20/09/2018 às 23:59
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