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Política

Mídias sociais terão papel de destaque nas eleições deste ano

Custo-benefício, alcance maior de eleitores e plataformas à disposição fazem com que candidatos explorem a imagem pela internet

O uso dasmídias sociais nas eleições deste ano será um fator essencial para as campanhas políticas. Afinal, o brasileiro tem cada vez mais acesso à internet, principalmente, por meio dedispositivos móveis como os celulares. Mesmo que de maneira discreta, a atuação dos candidatos já começou antes mesmo do período de campanha, que se inicia na próxima quinta-feira, dia 16. As redes sociais são centrais, por exemplo, para o deputado Jair Bolsonaro. Filiado a um partido pequeno, o PSL, com poucos recursos e sem apoio de partidos maiores, Bolsonaro investe há tempos na internet. Ele é o presidenciável com mais seguidores no Facebook, com 5,2 milhões de curtidas. Em março deste ano, o pré-candidato alcançou a marca de 1 milhão de seguidores no Twitter. Mas qual será, de fato, o poder das redes sociais na eleição de 2018? Plataformas como Facebook, Twitter e Whatsapp serão mais importantes do que as propagandas de TV e rádio?

Para o professor titular da UFSCar, pesquisador na área de comunicação política e eleições, Fernando Antônio Azevedo, esta será uma eleição com uma campanha curta (antes eram 90 dias de campanha, desde 2015 esse tempo é de 45 dias) e com restrições de financiamento (proibidos pelo Supremo Federal em 2015), por conta das novas regras, e reflexo da Operação Lava Jato, que deverá inibir doações ilegais.

“Neste contexto, as mídias digitais e eletrônicas ganham uma grande importância nas estratégias de campanhas, pois são capazes de atingir grandes parcelas de público de modo instantâneo e simultâneo”, explica.
Segundo Azevedo, o rádio e a TV ainda têm um peso grande para partidos e coligações que dispõem de mais tempo nos dois veículos.

“Aqueles [partidos] que possuem pouco tempo certamente tentarão compensar a pouca visibilidade explorando e maximizando as novas mídias digitais, as redes sociais. Nas campanhas proporcionais [deputados], com a exceção daqueles ‘puxadores de votos’ que os partidos e coalizões privilegiam nas inserções do horário de rádio e TV, os demais  candidatos deverão conjugar uma campanha no estilo tradicional, que envolve o contato presencial e face-a-face, com os recursos da mídia digital, como Facebook, Instagram e os aplicativos de mensagem rápida como o WhatsApp”, afirma o especialista.

Mesmo com tantas vantagens as redes sociais podem esconder alguns perigos para os candidatos. A internet é um canal bilateral, o candidato recebe em tempo real o posicionamento do público, o que pode não ser positivo caso não conte com uma equipe com de especialistas para gerenciar atritos online e responder os eleitores de forma rápida e proativa.

O que é permitido?

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a veiculação de campanhas do primeiro turno está liberada até o dia 30 do de setembro. A campanha eleitoral é permitida nas redes sociais, por meio do artigo 57-B da Lei 12.034/09 do Governo Federal, desde que gerida pelo candidato, partido ou coligação, que ainda regulamenta que é proibida a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga e a veiculação de propaganda eleitoral em sites de pessoas jurídicas, oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública.

Por Raphael Ferrari em 09/08/2018 às 23:59
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