GAZETA DIGITAL ISSUU - Gazeta de Rio PretoISSUU - Gazeta de Rio Preto

Política

Defensor do SUS, Eleuses Paiva quer Hospital Municipal para Rio Preto

Com apoio do prefeito Edinho Araújo, médico quer voltar à Câmara Federal e acredita que estrutura do setor de saúde deva ser ampliada

O médico e vice-prefeito licenciado de Rio Preto, Eleuses Paiva (PSD), entende que a solução dos problemas da Saúde passa por um SUS fortalecido. Médico há 40 anos, o especialista em Medicina Nuclear pela USP afirma que existe um “subfinanciamento da saúde no Brasil”. Candidato a deputado federal nestas eleições, ele admite que faltacapacitação aos gerenciadores do setor. Sobre o subfinanciamento a que se refere, Eleuses se apoia em números. Segundo o médico, até 1988, ano da Constituição Brasileira, só tinha direito a saúde aquele que contribuía com a Previdência Social. Após a data, todos os brasileiros passaram a ter garantido o direito ao acesso dos serviços públicos, ou seja, a população atendida aumentou consideravelmente.

“Na época 35% da Previdência ia para a saúde. Hoje, dos R$ 590 bilhões da Previdência, teríamos cerca de R$ 200 bilhões sendo gastos na saúde nos moldes até o ano de 1988. Abrimos o modelo para todo mundo e se gasta R$ 110 bilhões. Dobramos o número de atendidos e diminuímos quase pela metade o valor investido”, diz.

Sobre a saúde de Rio Preto, Eleuses, que ocupou o cargo de secretário da pasta por um período de quase um ano, afirma que se eleito vai tentar viabilizar a construção de um Hospital Municipal. “A ideia é que o hospital tenha até 200 leitos para melhorar as urgências e emergências. Hoje a cidade absorve a demanda de cidades da região. Levantamento mostra que nos últimos três anos, cerca de 1,8 milhão de pessoas foram atendidas pelas unidades de Rio Preto, desconsiderando o Hospital de Base”.

O candidato não aceita críticas ao governo Edinho, que não teria realizado ações para impedir o fechamento do hospital Ielar. O médico afirma que Lei Federal de janeiro do ano passado impediu novos repasses financeiros a instituições que tinham prestações de contas irregulares junto ao Tribunal de Contas do Estado, como foi o caso do Ielar. “Tentamos o Estado, o governo federal, mas fomos impedidos. Mantivemos o contrato SUS e não conseguimos repassar recursos. O hospital já tinha uma dívida de R$ 70 milhões. Eram 54 leitos que o Ielar disponibilizava ao município e que foram absorvidos”, afirma Eleuses.

Ele se orgulha por ter projetado e inaugurado o “Poupatempo da Saúde”, unidade de atendimento localizado no interior de um shopping. Na ocasião surgiram críticas em relação ao local escolhido porque parte da população da região norte teria de se deslocar de uma ponta a outra da cidade para receber os serviços. “Tinha que ser na região central porque quem se desloca vai até um polo central. Criamos uma estratégia para que a pessoa viesse, descesse no Terminal e chegasse ao shopping com a mesma passagem. Conheci o projeto no Rio de Janeiro. Sou defensor do SUS e acredito que a qualidade oferecida não pode ser diferente para ninguém”, diz.

Ielar

“Tentamos o Estado, o governo federal, mas fomos impedidos. Mantivemos o contrato SUS e não conseguimos repassar recursos. O hospital já tinha uma dívida de R$ 70 milhões. Eram 54 leitos que o Ielar disponibilizava ao município e que foram absorvidos”

Mais leitos

“A ideia é que o hospital municipal tenha até 200 leitos para melhorar as urgências e emergências”

 

Por Raphael Ferrari em 30/08/2018 às 23:59
JK Essencial Residence