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Política

Em Rio Preto, Doria diz que vai desestatizar o Estado, promete cumprir mandato e fala do papel de Garcia como vice

Evento concorrido no Clube de Campo do Monte Líbano, marcou primeiro ato do deputado como vice na chapa com Doria

Recepcionados por uma plateia com cerca de 2 mil pessoas o candidato ao governo do Estado João Doria (PSDB) e seu vice na chapa, o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM) foram os anfitriões de evento ocorrido na manhã deste sábado, 21, no Clube de Campo do Monte Líbano.
O ato político foi pensado estrategicamente pela cúpula do partido Democratas para causar impacto nas lideranças políticas da região, tanto que o salão social estava repleto de banners e faixas de apoio a chapa Doria-Garcia e lembranças de Geraldo Alckmin, candidato à presidência. Deputados e prefeitos da região marcaram presença, até mesmo aqueles cujos partidos não apoiam a coligação dos dois, batizada de “Acelera São Paulo”. Fazem parte dessa coligação os partidos PRB, PP, PSD e PTC.
Doria desconversou sobre uma possível vitória já no 1 turno. “Temos que ter humildade já que essa é uma eleição muito dura. Rodrigo e eu temos as melhores propostas”, disse.
Questionado pela Gazeta qual  papel Garcia irá desempenhar a partir de agora, o tucano confirmou o que ficou acertado ontem, 20, no ato de oficialização do deputado como vice. “Ele será meu coordenador geral de campanha, assumindo esse papel já a partir de segunda-feira”.
Pesou na indicação de Rodrigo na chapa tucana o fato dele ter influência e peso político no interior do Estado, especialmente na região noroeste. “Obviamente vou utilizar a experiência de vida e suas realizações no interior para o bem do Estado”, afirmou Doria.
Entre as primeiras propostas de campanha, João Doria disse que pretende continuar as políticas sociais de Geraldo Alckmin e adiantou que quer iniciar um programa de concessões e desestatização do Estado. Questionado se isso representaria privatizações, ele explicou. “São programas de concessões, também as PPP’s (Parcerias Público-Privada). Estado menor, é Estado mais eficiente”, disse.
Outro tema levantado foi sobre o cumprimento do mandato, caso seja eleito governador. Vale lembrar que após vencer as eleições em 2016 para a prefeitura de São Paulo, Doria quebrou promessa de que permaneceria os quatro anos de mandato.”Vou cumprir o mandato, esse é o nosso objetivo. Antecipo que sou contra a reeleição e desde já adianto que não vou disputar a reeleição”.
O deputado e agora vice na chapa com Doria, Rodrigo Garcia disse que vai utilizar sua experiência de anos como deputado e secretário estadual para ajudar Doria no governo. “Quero levar minha experiência, principalmente com o interior, para avançar nas políticas do Estado. Fico honrado com a indicação”, disse Garcia.

Sem Alckmin

Um evento em São Paulo ontem, 20, Doria anunciou oficialmente Rodrigo como vice. O ato foi marcado pela presença do presidenciável tucano Geraldo Alckmin, que chegou de surpresa.
Aliados de Doria e Rodrigo chegaram a afirmar na tarde de ontem que Alckmin participaria do encontro no Monte Líbano hoje. No entanto, a assessoria do presidenciável informou que Alckmin já tinha agenda marcada em Rondônia e que sua presença no evento em Rio Preto estava descartada.

PSDB fortalecido

Além do tempo considerável de rádio e TV que o DEM levará para a campanha de Doria, um dos fatores que mais foi levado em conta é a influência do deputado no interior. Nascido em Tanabi, mas com base sólida em Rio Preto, Rodrigo tem trânsito em qualquer cidade do interior e influência nas decisões do Estado na região Noroeste. A leitura dos estrategistas de Doria é que ele já tem a simpatia e confiança do eleitorado da capital. Empresário bem sucedido, um cosmopolita que precisava de mais apoio do interior. Com a entrada do deputado, Doria consegue interiorizar sua campanha e aumentar sua rede de contatos políticos fora São Paulo Capital.
Com a confirmação da chapa Doria-Rodrigo, e consequente eleição em outubro, será a segunda vez que um rio-pretense alcança o posto de vice-governador do Estado. A primeira foi com o hoje ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, vice de Fleury entre 1991 e 1994.

 

 

Por Raphael Ferrari em 21/07/2018 às 12:40
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