GAZETA DIGITAL ISSUU - Gazeta de Rio PretoISSUU - Gazeta de Rio Preto

Entretenimento

De que lado você está em La Casa de Papel?

Série policial conquistou o Brasil com o enredo de nove assaltantes arquitetando o maior roubo da história da Espanha

Lançada no Brasil pela Netflix em dezembro, a série espanhola “La Casa de Papel” faz sucesso entre os brasileiros e já se tornou um fenômeno no streaming como uma das séries mais assistidas desde o começo deste ano. Criada pelo roteirista Álex Pina e produzida pelo canal Antena 3, da Espanha, o enredo conta a história de nove assaltantes com habilidades e características diversas que se unem para roubar a Casa da Moeda. O plano é realizar o maior golpe da história do país.

A princípio a trama lembra muito outras já vistas no cinema e em séries, mas logo no primeiro episódio você se surpreende com o enredo. Difícil não se prender a história, seja pela produção envolvente ou pelo roteiro inovador, repleto de reviravoltas com personagens cativantes. E, claro, aquele suspense alucinante ao fim de cada episódio que nos levam ‘seduz’ para uma maratona de episódios. “Qualquer tempo livre no fim de semana é sinônimo de La Casa de Papel. Estou amando a série e torcendo para os personagens ladrões”, confessa a produtora Amanda Brito, de 26 anos.

A euforia de Amanda é compartilhada por muita gente, e não só para os fãs de “La Casa de Papel”, mas para os seguidores de outras séries e sucessos do cinema, como “Breaking Bad”, “Dexter” e “11 Homens e Um Segredo”, de repente o telespectador se encontra tão envolvido que se pega torcendo pelos assaltantes. E aí vem aquela sensação estranha de estar confrontando a própria ética, torcendo para o lado moralmente errado. Mas não se preocupe. Se encontrar nesta situação é normal e faz bem para o senso crítico. Segundo o cientista político Araré Carvalho Junior, 40 anos, produções como a de “La Casa de Papel” apresentam histórias onde o telespectador é convidado a refletir sobre o que realmente está certo ou é errado. “O filósofo Immanuel Kant pautou isso como moral absoluta e moral relativa. Na moral absoluta, por exemplo, é errado roubar. Mas quando você se depara com os motivos que levaram aquela determinada pessoa a fazer aquilo, você relativiza a moral, ou seja, passa a entender as condições que geraram o roubo”, explica Araré.

Se você ainda não viu La Casa de Papel e está se perguntando como é possível torcer pelos assaltantes, vale a pena conferir o astuto plano do personagem El Professor, que não quer roubar a Casa da Moeda, mas produzir o próprio dinheiro, assim como fazem os bancos e instituições financeiras em muitos países.

 

Por Kelê Louis em 08/02/2018 às 23:59
JK Essencial Residence