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Eleições

Adriano Marinho afirma que tem o combate à corrupção como bandeira

Estreante, candidato defende revisão de código e processo penal e fala em limitar saques bancários para rastrear transações financeiras milionárias

Com o combate à corrupção como principal bandeira de campanha, o empresário Adriano Marinho, 42 anos, participa pela primeira vez de uma disputa eleitoral. Ele é candidato a deputado federal pelo PSC e aposta na “tendência da renovação dos quadros da política” como trunfo para chegar a Brasília. O candidato afirma que assinou o documento com 70 medidas de combate à corrupção, e fala em propor a criação de um sistema que estabelece limite para saques de dinheiro em agências bancárias (ele falou em R$ 5 mil, e depois disse que o valor poderia ser discutido). Segundo ele, toda transação bancária deveria ser feita por meio de transferências entre contas, o que criaria mais um mecanismo para rastrear movimentações financeiras ilícitas. “A gente viu casos como o do Geddel (ex-ministro da Secretaria do governo Michel Temer), quando a polícia encontrou mais de R$ 50 milhões em dinheiro no apartamento dele. Já pensou se ele conseguisse usar esse montante agora, nas eleições?”, comentou.

Adriano aponta a corrupção como causa principal dos problemas vividos pelo Brasil é fala em “pelo menos minimizar” a questão para que país retome o caminho do crescimento. “Tem dinheiro para tudo. Educação, Saúde, Segurança, só que a corrupção leva muito. Para o Brasil começar a andar tem que se estancar o problema”, afirma.

O candidato fala também em propor uma ampla reforma no código penal e no processo penal, e cita o caso de Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, mas que se beneficia das “saidinhas” tanto no Dias das Mães quanto no Dia dos Pais.

Adriano disse ainda que defende o fim do foro privilegiado e da prescrição de crimes contra a administração pública. “A gente muitas vezes penaliza o ladrão que rouba à mão armada, mas o político, o ladrão de ‘colarinho branco’ rouba muito mais e mata muito mais pessoas nas escolas, nos hospitais”, afirmou. Ele diz que vai também, se eleito, lutar contra a legalização do aborto e a ideologia de gênero e propor uma nova forma de o deputado atuar. Para ele, a destinação de verba por meio de emendas deve ser discutida com as entidades que vão receber o recurso, que para ele, deve ser encaminhado em dinheiro, e não em bens. “O Hospital de Base, por exemplo, recebe uma ambulância, às vezes, sem estar precisando do veículo. O correto seria enviar dinheiro para a direção da instituição use para atender questões mais pontuais”, comentou.

O candidato acredita que o fato de ser estreante é prejudicial apenas pelo lado de ser menos conhecido, mas que a ausência de passado político o torna “automaticamente ficha limpa” quanto a questões ligadas à vida pública, o que estaria sendo decisivo na escolha dos eleitores. “Muita gente me diz que não vota em quem já está lá, porque quer renovar. Não tenho contra mim nenhum processo, tanto civil quanto criminal, o que vai pesar muito a meu favor”, disse.

RASTREAR MOVIMENTAÇÕES

“A gente viu casos como o do Geddel (ex-ministro da Secretaria do governo Michel Temer), quando a polícia encontrou mais de R$ 50 milhões em dinheiro no apartamento dele. Já pensou se ele conseguisse usar esse montante agora, nas eleições?”

FICHA LIMPA

“Não tenho contra mim nenhum processo, tanto civil quanto criminal, o que vai pesar muito a meu favor”

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Por Getúlio Salvador em 04/10/2018 às 23:59
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