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Eleições

Marco Feitosa diz que o Novo pretende mudar relação com eleitor

Candidato a deputado estadual acredita que a velha política está com dias contados e que o partido dele, liderado por João Amoêdo, não é ‘elitista’

Assim como em um vestibular, Marco Feitosa teve de ser aprovado em um processo seletivo de três etapas para poder ser admitido nos quadros do partido Novo. Advogado de 39 anos, Feitosa é candidato a deputado estadual pelo partido que prega a ruptura total com as práticas do que classificam como “velha política”.

“Política é coisa séria, demanda qualificação. Na vida onde você for trabalhar demanda formação e currículo. Não defendemos formalismos educacionais, pós-graduação, mas precisa ter discernimento”, afirma.

Feitosa diz que o fato de haver provas para que a pessoa esteja apta a participar do partido Novo não significa que a legenda seja “elitista”. “Hoje são eleitas pessoas que não tem conhecimento. Só vamos dar um passo à frente, melhorar a qualidade, com a melhora na qualificação das pessoas”.

Liderado pelo empresário João Amoêdo, que concorre a presidência da República, o Novo surgiu da ideia de que pessoas de fora do círculo da política poderiam participar ativamente das discussões do país. O partido prega a privatização de praticamente todas as estatais, o chamado “Estado Necessário”. “Os Correios dão prejuízo de R$ 500 milhões anuais, a Petrobras chegou a dar R$ 20 bilhões. O que de vantagem temos com isso? Hoje as estatais são ineficientes e objetos de desvios e corrupção. Quando o político defende algo como estratégico tem que abrir o olho. É estratégico para ele”, afirma.

O partido Novo é o único entre os 35 existentes no país que abriu mão do fundo partidário eleitoral. Sem dinheiro público o partido faz campanha com doações recebidas, o que na visão de Feitosa é o grande exemplo nestas eleições. “O dinheiro que paga a campanha do candidato serviria para ser aplicado onde ele promete que vai fazer algo. Uma hipocrisia. Entre ser mais difícil a eleição e escolher o caminho correto da política, a gente escolhe o caminho correto. A força da nossa verdade é mais forte do que o dinheiro e a máquina da velha política”.

As redes sociais são o grande trunfo do partido. A legenda é a mais seguida no Brasil e a sétima no mundo. É por meio delas que as propostas são apresentadas. Sobre a possibilidade do que se apresenta ser apenas produto de marketing, Marco Feitosa prontamente rebate.

“O marketing não é umproblema. Ele é problema quando utilizado como subterfúgio para enganar. É o que os outros 34 partidos fazem. Temos um valor a longo prazo. O que importa é gerar alteração no relacionamento com o eleitor”. Entre as propostas que Feitosa pretende apresentar caso eleito deputado estadual estão a criação de uma Fundação Estadual para atendimento ao Autista, política de atendimento as crianças em idade escolar com transtornos de linguagem, combate ao tráfico de drogas nas escolas e auditoria plena nos convênios do Estado com as prefeituras.

Fundo Partidário Eleitoral

“O dinheiro que paga a campanha do candidato serviria para ser aplicado onde ele promete que vai fazer algo. Uma hipocrisia. Entre ser mais difícil a eleição e escolher o caminho correto da política, a gente escolhe o caminho correto. A força da nossa verdade é mais forte do que o dinheiro e a máquina da velha política”. 

A longo prazo

“O marketing não é umproblema. Ele é problema quando utilizado como subterfúgio para enganar. É o que os outros 34 partidos fazem. Temos um valor a longo prazo”

 

Por Raphael Ferrari em 13/09/2018 às 23:59
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