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Eleições

João Paulo defende bandeiras históricas da esquerda para obter novo mandato

Agora no Psol, o candidato tenta se eleger pela terceira vez para deputado estadual e diz que ‘princípios’ e busca por ‘justiça social’ são imutáveis

“Minha saída do PT não é uma saída de princípios, das bandeiras do Estado de justiça social que sempre defendi. Não fiz uma mudança ideológica. Fiz uma mudança tática”. É com esta afirmação que João Paulo Rillo, filiado ao Psol desde o início do ano, explica o porquê de ter deixado o PT, partido pelo qual construiu toda história política.

Aos 41 anos, depois de ter experimentado a Câmara Municipal, e disputado três eleições para prefeito de Rio Preto, João Paulo tenta agora o terceiro mandato consecutivo como deputado estadual. Sobre a desfiliação do PT o candidato fala que ao partido faltou fazer uma “autocrítica”. “Tinha diferenças. Queria que o PT fizesse autocrítica para dialogar com os eleitores que estavam desiludidos. Um reconhecimento público dos erros não é um autoflagelo, mas uma forma de romper com os erros”. Rillo diz que o trabalho dele na Assembleia Legislativa acabou sendo cerceado.

“Optei pelo Psol que tem um programa social e uma linha de pensamento muito próximos”. No PT, João Paulo Rillo assistiu a votação em Rio Preto oscilar. Em 2008, na disputa pela prefeitura, ele obteve 103.967 votos no segundo turno e, logo depois, em 2010, foi o mais votado na cidade, atingindo cerca de 112.000 votos como deputado estadual. Nas eleições seguintes, de 2014 (para deputado estadual) e 2016 (prefeito) as votações diminuíram. “Em 2014 todos os candidatos do PT tiveram uma baixa de 20% a 40% dos votos. Em 2016 o partido entrou em uma crise de imagem muito grande. Antes tinha 30% de preferência nacional partidária, passou a ter 7% no interior de São Paulo. Disputei a eleição municipal nesta situação”. Mesmo no Psol, João Paulo Rillo não se furta de analisar o momento do antigo partidoe as consequências do que classifica como “golpe”. “O PT voltou a ter força eleitoral porque o golpe que políticos de Rio Preto como Rodrigo Garcia, Edinho Araújo, Valdomiro Lopes, Aloysio Nunes apoiaram mostrou ser um golpe contra o povo. Tirou direitos, entregou o Pré-Sal, congelou investimentos por 20 anos”, diz. João Paulo destaca duas lutas importantes na Assembleia Legislativa. A construção da terceira faixa na rodovia Washington Luis (SP-310) e aRegião Metropolitana, projeto de autoria dele, aprovado e vetado pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB). “Alckmin não conhece o interior de São Paulo. Faz proselitismo. Anuncia obra que nunca sai. Aprovou a Região Metropolitana em São José dos Campos e vetou a minha alegando que não tem conurbação urbana, ou seja, a malha urbana das cidades não está unificada. Em São José dos Campos, que tem Ubatuba e Caraguatatuba, tem uma Serra que divide”. João Paulo não descarta ser candidato a prefeitura de Rio Preto em 2020, mas a decisão passa sobre uma “conversa com as pessoas e o partido”, mas que a perspectiva “nunca some”.

Por Raphael Ferrari em 13/09/2018 às 23:00
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