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Eleições

Eni Fernandes quer política voltada a mulheres, negros e comunidade LGBT

Candidata pelo PT, a ex-vereadora de Rio Preto afirma que governo deve criar ações voltadas à segurança, bem estar e formação das três classes

 

Candidata a deputada estadual pelo PT, a ex-vereadora de Rio Preto Eni Fernandes afirmou, em entrevista exclusiva à Gazeta de Rio Preto, que, caso eleita no dia 7 do mês que vem, terá assuntos relacionados à segurança e bem-estar da mulher, dos negros e da comunidade LGBT como principais pilares do trabalho na Assembleia Legislativa.

Ela falou da necessidade de criar políticas estruturas específicas visando sanar e prevenir problemas que atingem as classes citadas por ela. Eni defendeu a ampliação do atendimento prestado pelas Delegacias da Mulher, que para ela devem funcionar 24 horas, a criação, em Rio Preto, da Vara da Mulher, de um centro referência, para dar orientações em casos de maus tratos e construção de casas-abrigo, para acolher mulheres que estejam sob ameaça de morte. 

Quanto à questão racial, a candidata fala em “criar meios para as mulheres negras se prepararem melhor”, porque, segundo ela, os negros estudam menos e não têm como competir em igualdade de condições no mercado. Ela classifica as cotas raciais como “política de compensação e não de privilégios” para suprir o que deixou de ser feito ao longo da história.

A candidata falou também da “marginalização” da comunidade LGBT por parte da sociedade e das dificuldades encontradas, por exemplo, para colocação no mercado de trabalho. “Temos que criar mecanismos e formas para que sejam aceitas. Eles são seres humanos e fico indignada com o tratamento e com a discriminação que sofrem”, afirmou. 

“A medida que vamos trabalhando, vamos também enxergando as necessidades. O governo do Alckmin nunca fez nada voltado a estes setores e temos de elaborar ações específicas que previnam e resolvam problemas do dia a dia dessas pessoas”, disse Eni, que por duas ocasiões esteve à frente da Secretaria da Mulher da Prefeitura de Rio Preto.

A petista afirma que um dos objetivos da candidatura, propostos pelo comando da legenda, é reconstruir o partido em Rio Preto e em cidades vizinhas, porque, segundo ela, haviam 50 diretórios constituídos e na região e atualmente restaram cinco. “Fui ‘intimada’ pela direção do partido. Vivíamos um momento de crise, com a condenação e a prisão do Lula e havia necessidade de representação”, afirma ela, se referindo ao deputado estadual João Paulo Rillo, que trocou o PT pelo Psol.

Quanto a Lula, Eni defendeu a candidatura do ex-presidente e falou em “contradições no processo” que o levaram à condenação. “É estranho que o processo contra o Lula tenha corrido a toque de caixa enquanto outras ações não foram sequer julgadas. Tudo foi feito para que ele (Lula) não fosse candidato. Agora, quem quer que o Lula seja candidato, mais do que ele próprio, somos nós. Se o PT concordar com o que está acontecendo, estaria pisando na maior liderança da história do partido”, afirmou.

 

COMUNIDADE LGBT

“Temos que criar mecanismos e formas para que sejam aceitas. Eles são seres humanos e fico indignada com o tratamento e com a discriminação que sofrem”

 

PRISÃO DO LULA

“É estranho que o processo contra o Lula tenha corrido a toque de caixa enquanto outras ações não foram sequer julgadas. Tudo foi feito para que ele (Lula) não fosse candidato. Agora, quem quer que o Lula seja candidato, mais do que ele próprio, somos nós. Se o PT concordar com o que está acontecendo, estaria pisando na maior liderança da história do partido”

 

Por Getúlio Salvador em 05/09/2018 às 23:59
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