GAZETA DIGITAL ISSUU - Gazeta de Rio PretoISSUU - Gazeta de Rio Preto

Eleições

Bolçone aposta na influência em 141 cidades para a conseguir a reeleição

Deputado de Rio Preto afirma que equipe técnica faz a diferença no mandato dele na Assembleia Legislativa

Atuando pelo segundo mandato como deputado estadual, Orlando Bolçone (PSB) quer utilizar o repertório de ações junto às prefeituras da região para permanecer em uma das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa.  Secretário de Planejamento de Rio Preto por duas décadas, em três governos municipais distintos, aos 69 anos, Bolçone afirma que por ter uma equipe técnica competente consegue levar a solução de problemas crônicos a vários municípios do Estado. São 141 cidades, segundo ele.

“Sou o deputado que mais liberou emendas no governo Alckmin. Minha equipe vai até o município e desenvolve o projeto. Esse trabalho ficou conhecido e os municípios vêm nos procurar. Fazemos gestões junto ao Estado permanentemente aperfeiçoando todos os setores”, afirma.
Entre os projetos que mais gosta de lembrar estão a formatação da Política de Enfrentamento às Drogas, a criação da Floresta do Noroeste Paulista, a reformulação do Aeroporto Estadual Professor Eribelto Manoel Reino de Rio Preto, além da ajuda no abatimento de uma dívida de R$ 120 milhões da Famerp/Funfarme junto à Santa Casa de Rio Preto.

Mesmo com medidas importantes, pelo menos duas ações bastante cobradas não saíram do papel. A Região Metropolitana e a terceira-faixa na rodovia Washington Luís (SP-310), entre Cedral e Mirassol. Sobre a Região Metropolitana, o candidato afirma que apresentou, paralelamente ao projeto do deputado estadual João Paulo Rillo (Psol), uma proposta para uma “aglomeração urbana”.“Entendi que nossa característica é de aglomeração urbana. Abri mão para acompanhar o projeto do João Paulo. O projeto é iniciativa do governador do Estado. Venho tentando com o secretário estadual e na próxima Legislatura, com o novo governador, que espero que seja o Márcio França (PSB), vamos conseguir”.

Já a terceira-faixa, essencial ao fluxo de veículos, Bolçone diz que questões técnicas e financeiras impediram o avanço. “A rodovia é concessionada. A concessão vai vencer. O Estado não pode fazer, o custo é de R$ 200 milhões. Vai ser colocado na nova concessão, com a vantagem de não alterar o pedágio e até reduzi-lo. Se fosse feito hoje, teria que dar mais prazo a concessionária, renovar o contrato que hoje é caro. O Tribunal de Contas (TCE) não dá o aval para prorrogações. A partir de 2020 deve estar em execução”, afirma.

O candidato diz que “não se permite sentimentos negativos” pelo fato de dois vereadores do partido, José Carlos Marinho e Celso Peixão, ambos do PSB, terem declarado apoio a Vaz de Lima (PSDB). “Não levei para as instâncias do partido. Respeito. São meus amigos. Não faço política assim”.

Sobre a relação política com o prefeito Edinho Araújo (MDB), que o lançou candidato a prefeito pela primeira vez em 2008, então pelo PPS, Bolçone, que hoje dobra ao lado de Valdomiro Lopes (PSB), que tenta a Câmara Federal, diz que tudo anda bem. “Relação tranquila. Amizade. Trabalho e acompanho os projetos e procuro trazer decisões de forma respeitosa”.

Já sobre o fato de talvez não representar o “novo” que tanto se prega nestas eleições, o professor Bolçone, como gosta de ser chamado, enfatiza: “O novo não significa idade física, é ter ideias e estar à frente do tempo”.


 

Por Raphael Ferrari em 05/09/2018 às 23:59
JK Essencial Residence