Editorial

Uma vida por centavos

Rio Preto acordou na quinta-feira, dia 16, com a notícia de um daqueles crimes que a gente imagina que só exista em filmes, em outras partes do mundo, menos “no quintal de nossa casa”. A vida de um ser humano retirada de forma súbita e brutal, por conta de um objeto que tem como valor algumas moedinhas: uma pipa.

O fato, por estarrecedor e absurdo que seja, aconteceu, sim, aqui, em uma das cidades mais desenvolvidas do Brasil. O choque, em si, é imenso, mas em poucos dias a dor da família será, muito provavelmente, substituída pela revolta. As falhas de uma constituição que insiste em fechar os olhos para barbáries como a que estamos vivenciando, a incapacidade da sociedade em buscar alternativas e a falta de vontade dos que têm o poder de mudar, mas não mudam nada, continuam castigando uma sociedade que pede pelo mínimo de justiça. Em poucos dias, triste e certamente, outro absurdo como o de agora vai acontecer. A família que hoje é assunto para a imprensa, para a polícia e para a Justiça vai dar lugar a outra: a da próxima vítima de um sistema que insiste em não rever seus conceitos e suas bases.

Daqui a dois meses estaremos novamente vivendo um ano eleitoral. Voltaremos a ver – querendo ou não – políticos à caça de votos voltando com o discurso básico, vencido e ultrapassado de que termos “saúde, segurança e emprego”. Mais uma vez serão votados, eleitos e a sociedade que vivencia na prática as leis elaboradas por eles vai continuar à margem, sonhando com um milagreiro que apareça e pelo menos tente mudar uma realidade que espanta e preocupa.

O jovem de 22 anos que foi morto em Rio Preto, passado o impacto que a notícia causou na cidade, vai virar apenas estatística. Logo mais o caso vai ser mais um no imenso banco de dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado, sem que nada de efetivo seja feito para evitar que outros Angelos engrossem a lista de crimes bárbaros que amedrontam pessoas e famílias de bem.

Chegou-se a um momento em que soluções drásticas, tomadas a pulsos de ferro, sejam apresentadas e postas em prática. É absolutamente inconcebível que praticamente no ano de 2018 um crime de natureza extremamente selvagem tome conta de noticiários e causem pavor à população de uma cidade, de um país, que clama apenas pelas mínimas garantias para se viver em sociedade.

 

16/11/2017 às 23h18

Dinheiro e fôlego para o governo

Alvo de impasse entre vereadores, a operação de crédito autorizada pela Câmara de Rio Preto, que libera a Prefeitura a contrair um empréstimo de R$ 203,7 milhões junto à Caixa Econômica Federal, já faz membros do Legislativo a “desengavetarem” ideias e crescerem os olhos para um montante de dinheiro que pode turbinar o orçamento do Município.

Celso Peixão puxou a fila. Apesar de a confirmação do empréstimo ainda estar condicionada à liberação da secretaria do Tesouro Nacional, o vereador correu e registou 13 indicações, protocoladas no primeiro e no segundo dia após a matéria ser aprovada em plenário.

A tendência natural é que os demais vereadores, ou pelo menos boa parte deles, peguem o vácuo e tentem levar fatias do bolo para suas áreas de atuação na cidade. A corrida é legítima e deve fazer com que Edinho tenha de por em prática a já conhecida habilidade política para administrar a questão. Disputas de vereadores à parte, o empréstimo – caso venha a ser confirmado – vem como importante fôlego para o governo. A conta, que começaria a ser paga em 2020, com taxas de juros que não chegam a 1% ao mês, embora represente endividamento, também aparece como tábua de salvação em um momento crítico da economia, que tira o sono de gestores públicos e privados.

Bem gerenciados, os mais de R$ 200 milhões que entrariam nos cofres da Prefeitura – com finalidade específica de investimentos em construção, reforma e obras de infraestrutura – ajudarão a equilibrar o orçamento sem que se sacrifiquem projetos de utilidade pública. Recentemente, secretários do governo Edinho, como, por exemplo, Aldenis Borim, da Saúde, afirmaram que a situação é “sofrível”. Cortes promovidos pela Prefeitura, incluindo de prestadores de serviço, comprovaram a necessidade de adequações da administração aos problemas financeiros.

Recentemente foi apresentado o orçamento da Prefeitura para 2018, com ligeiro aumento em relação ao deste ano. Se fazia necessária uma injeção de recursos para dar suporte ao plano de trabalho do governo, caso contrário, o desconforto seria ainda maior e as consequências de um arrocho a essa altura do campeonato, inimagináveis. Que todos os envolvidos na operação de crédito tenham prioridades bem estabelecidas e que o dinheiro, caso realmente venha, seja bem empregado, para que quando a conta chegar, em 2020, os resultados da verba bem empregada justifiquem o pagamento a ser feito.

 

09/11/2017 às 23h03

O aval do Senado

Um longo impasse entre taxistas, empresas de ônibus e motoristas que trabalham com o aplicativo Uber, que se arrasta pelo país e também se instalou em Rio Preto, teve na noite desta terça-feira, dia 31, um importante e decisivo capítulo. O Senado aprovou o projeto que regulamenta o uso dos aplicativos de transporte, que, além do Uber, incluem também o Cabify e o 99. O texto aprovado pelos senadores traz duas alterações em relação ao que havia sido votado e aceito na Câmara dos Deputados: foram retiradas as exigências da chamada placa vermelha e a obrigatoriedade de que os motoristas sejam proprietários dos veículos que utilizarem para o exercício da atividade.

O projeto volta agora para a apreciação dos deputados devido ao fato de o texto ter sido modificado. Com a tendência clara de que a Câmara dê um novo “sim” à matéria, os efeitos já devem começar e a repercutir de forma instantânea por todo país. Em Rio Preto, 42ª cidade brasileira a receber o aplicativo, a queda de braço começou em fevereiro, imediatamente após o início das atividades. A questão envolveu promotoria e Câmara de Vereadores, em uma questão onde se pesava a legalidade do serviço e a brutal diferença entre os preços praticados pelos táxis convencionais.

A cidade tinha em vigor uma lei, de autoria do vereador Paulo Pauléra (PP), que proibia o uso de carros particulares na prestação do serviço. No final de agosto a regulamentação caiu por terra depois que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou inconstitucional a matéria.

O que se viu a partir daí foi um aumento considerável de prestadores do serviço e de usuários do aplicativo na cidade, porém, com a situação cercada de indefinições de parte a parte. Com a votação registrada nesta terça-feira no Senado, e a possibilidade cada vez mais clara de haver um meio termo entre as partes que travam a já cansativa disputa, os usuários se veem cada vez mais confortáveis com o advento da garantia definitiva da sequência do serviço, ao mesmo tempo em que os prestadores, que em grande parte aderiram ao uso do aplicativo como forma de driblar o desemprego e a crise econômica, sentem que a atividade recém-descoberta pode mesmo ter vindo para ficar.

No meio da briga toda, resta às empresas que se sentem lesadas e que atribuem ao aplicativo o fato de sofrerem concorrência desleal, que se enquadrem à provável nova realidade e, principalmente, à situação econômica do Brasil.

09/11/2017 às 23h02

O ‘efeito Natal’ no comércio varejista

As festas de fim de ano se aproximam e com elas o consequente aquecimento da economia. Com a alta repentina do comércio, o setor, apesar da crise econômica acentuada que assola o país, dribla os números negativos e desponta como solução para parte da classe trabalhadora que sofre com o desemprego, mas que vê a oportunidade de recolocação – mesmo que temporária – no mercado de trabalho.

Rio Preto, na condição de polo regional, também integra essa realidade e vai disponibilizar 3 mil vagas de emprego para as compras de Natal e Ano Novo. Se o número e o formato ainda não são os ideais, pelo menos fica aberta uma chance de “refresco” para quem passou o ano batendo, sem sucesso, de porta em porta, buscando entrar ou voltar à classe de empregados.

A cidade conta no momento com cinco shoppings centers e o Calçadão, além de lojas espalhadas pela maioria dos bairros, que já esperam pelo aquecimento das vendas e pelo aumento do faturamento. Além da população local, o alto número de moradores de cidades vizinhas que procuram pelas opções oferecidas no município, gera aumento da demanda, que significa necessidade de mão de obra e natural o surgimento das vagas.

O emprego temporário ou emprego por tempo determinado pode significar, em alguns casos, não apenas um “tapa buraco” de fim de ano. Cabe ao trabalhador que receber a oportunidade de entrar ou retornar ao mercado desenvolver um bom papel na empresa para que o posto possa ser ocupado de forma definitiva ao final do contrato.

A previsão das associações comerciais, não apenas de Rio Preto, mas de todo país, é bastante otimista. O período é propício para se alavancar a economia, principalmente a que se refere às classes mais baixas, de menor poder aquisitivo. Brinquedos e roupas são vendidos a preços acessíveis e devem mais uma vez liderar a lista das preferências como presentes de final de ano.

Nas duas pontas da linha de mercado estão lojistas, que apostam todas as fichas no “efeito final de ano”, e os que veem no período a possibilidade de retomar os ganhos por conta, justamente, dos empregos temporários. A soma dos dois polos resulta em mais emprego e renda e, com isso, mais dinheiro em circulação, o que é o ponto de partida para se superar crises econômicas, sejam lá do tamanho que forem.

26/10/2017 às 23h17

Futuro certo

A inclusão das obras de duplicação da BR-153 no orçamento federal de 2018 é, de fato, uma notícia a ser comemorada por moradores de Rio Preto e da região. A caneta do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, trouxe verdadeiro alívio por ser praticamente a garantia de que as obras vão ser concluídas dentro do tempo estabelecido previamente pelo prefeito Edinho Araújo (PMDB) e pelo consórcio responsável pela execução das obras.

Com o país mergulhado em uma crise financeira que tira o sono de empresários, administradores públicos e da sociedade como um todo, ver um projeto do tamanho do qual Rio Preto está executando incluído no orçamento do governo traz uma boa dose de tranquilidade ao governo municipal.

A se cumprirem os prazos tão amplamente divulgados, Rio Preto será, ao final do ano que vem, cortado por uma rodovia moderna, adequada, em conformidade com a demanda e, principalmente, segura, que é apenas o que o simples usuário espera.

O processo foi longo. Da idealização do projeto à palpável concretização, muitos desdobramentos de toda ordem aconteceram. Trâmites burocráticos, econômicos, políticos e muitos outros têm que ser driblados para que a questão seja equacionada e a obra executada.

Mas, o que de fato interessa no momento são as questões de mobilidade e segurança, que vão ter a qualidade bastante elevada ao final das obras. O trecho da rodovia que ajudou a engrossar as estatísticas negativas do trânsito na região vai passar a comportar de maneira mais adequada o pesado fluxo de veículos que trafegam diariamente no local.

Que a onda das soluções dos problemas das rodovias possa se estender e que em breve Rio Preto veja resolvido outro problema do gênero que já deu o que falar: outra duplicação, desta vez, da Washington Luís, que se transformou em uma verdadeira queda de braço entre Estado, Município e a empresa concessionária que administra a rodovia.

Com o grande problema da BR, ao que tudo indica, resolvido, o momento é de o Poder Público partir para resolver a outra grande pendência, grave tanto quanto a primeira. Que o rio-pretense se acostume às boas notícias relacionadas à obra de melhoria de rodovias e, com todo esforço e seriedade que o assunto requer, que a arrastada e mal contada novela da Washington também possa chegar a um final feliz, e, de preferência, sem mais demora.

26/10/2017 às 23h16

LIXO A ‘CÉU ABERTO’

Depois de cinco meses investigações, 24 oitivas, documentos indo e vindo, especulações e contas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Rio Preto apresenta os resultados. Mesmo não sendo lido na sessão desta terça-feira, conforme programado, o conteúdo se tornou público esta semana e, de acordo com as contas dos membros da comissão, Rio Preto perdeu R$ 13,5 milhões por conta de ingerência administrativa.

Não cabe a ninguém mais, senão o Ministério Público, fazer juízo de valor da questão. Os vereadores Marco Rillo (PT), Pedro Roberto (PRB), Renato Pupo (PSD) e Jorge Menezes (PTB) cumpriram o papel que lhes cabia. Investigaram, ouviram, deram amplo direito de defesa aos acusados e concluíram um trabalho minucioso, cujo resultado deve chacoalhar o cenário político de Rio Preto.

Já se apresentando como pré-candidato a deputado federal, o ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), para pagar barato pela questão em pauta, vai ter de tecer uma teia gigante de justificativas quanto aos fatos apurados pela comissão. O presidente da CPI, Marco Rillo não fez a menor cerimônia quando o ex-prefeito esteve na Câmara, depondo à comissão. Repreendeu duramente Valdomiro, que tentou classificar como “política” a atuação dos vereadores envolvidos nas investigações.

Ao tentar transferir a culpa aos ex-secretários de Meio Ambiente, Valdomiro foi qualificado como “omisso” por Rillo. Também não é aqui que se julgará o padrão de comportamento do ex-prefeito na condução do trabalho terceirizado à empresa Constroeste, mas o que pelo menos parte dos dados do relatório indica, é que o petista, que tem Valdomiro como desafeto declarado, tem certa razão.

E as “razões” de Rillo se justificam ao se apresentar o montante de dinheiro envolvido no referido contrato: R$ 314 milhões foram pagos no período que foi investigado. De fato, é muito dinheiro para que cuidados básicos não fossem tomados pelo gestor.

O documento que segue ao Ministério Público não diz quem deve pagar a conta – se é que ela vai ser paga. Mas aponta claramente o descaso tão falado quando o assunto é administração pública. Caminhões entrando e saindo, sendo pesados para que se chegasse ao valor que a Prefeitura pagaria, sem a presença de um único fiscal. Itens simples e displicentemente classificados como “outros” engrossando a conta do município.

A bola está com o Ministério Público, que tem um dossiê rico em detalhes e que serve de norte para uma aprofundada investigação. Que se abram as “caixas pretas” e que os fatos venham à tona, independentemente do odor que virá junto a eles.

10/10/2017 às 22h04

Utilidade pública e social

Em meio a tantas discussões grupais, motivadas por interesses políticos, partidários ou por diferenças pessoais no palco do Legislativo de Rio Preto, brota o projeto da vereadora Claudia De Giuli, em defesa da segurança e do bem-estar da mulher. Absolutamente livre de qualquer segmentação que não seja a do interesse de toda uma classe, a questão, dividida em dois projetos, sai à caça de um problema que está invadindo os noticiários jornalísticos: o abuso sexual de mulheres, em meios de transportes coletivos.

Muito feliz a colocação da vereadora ao afirmar que essa realidade existe também no dia a dia de Rio Preto, apesar de não ter informações estatísticas sobre a questão. Mais feliz ainda quando cita o medo e a vergonha como fatores que fazem com que tais abusos sejam deixados de lado por parte das vítimas, e que para que essa realidade tenha as mínimas condições de ser transformada, era urgente que o poder público se mexesse e fizesse algo concreto na tentativa de equacionar ao problema.

As propostas da vereadora não vão necessariamente ser a solução para aquilo que é o resultado de uma série de fatores sociais, psicológicos e de educação. O problema é complexo e está presente na maioria das grandes cidades do país e aceitar que no quintal de casa ele também está presente e que pelo menos trazer a questão à pauta, era mais do que necessário.

Portanto, o que vale ressaltar é o trabalho feito quase que em silêncio, especialmente em um momento no qual a Câmara se transformou em um “pastelão”, segundo palavras do vereador petista Marco Rillo. A chuva de congratulações, ofertas de títulos de cidadão rio-pretense sem critério algum e o eterno jogo político, finalmente, sendo superadas por um projeto que tem, na essência, a preocupação que se espera que os representantes do povo tenham.

Que a proposta de Claudia De Giuli, ao lado de outras de raro interesse público, seja aprovada, sem estardalhaços e sem discursos enfadados, e que a Câmara passe a conviver mais com proposituras saudáveis, temas de alto nível e úteis. Sempre há tempo para que cada um dos 17 vereadores da casa façam melhor uso do tempo e da estrutura de que dispõem para que o poder Legislativo seja também uma ferramenta de melhoria social.

05/10/2017 às 22h01

Confusão à vista

A Câmara de Rio Preto está se preparando para colocar em pauta aquele que passará a ser um dos projetos mais polêmicos que já tramitaram na Casa. A ideia do vereador Jean Dornelas de “regulamentar” as relações entre alunos e professores, em sala de aula, ainda não passou nem pelas comissões do Legislativo, mas já rende muita discussão.

Partindo do princípio que o professor não pode “pensar pelo aluno”, colocando opiniões e convicções pessoais como verdades absolutas, o vereador pretende colocar limites na relação mantida em ambiente escolar. Adversários da ideia cravam que a proposta é “mordaça”, fere a democracia e que, em tempos de amplo acesso à informação, o tema deve ser discutido livremente.

O autor do projeto – que na prática é uma adaptação do que tramita simultaneamente em outras casas de lei do país – entende que a figura do professor é uma das principais referências que alunos, especialmente os mais jovens, têm, e que será prejudicial à formação dos estudantes a influência direta dos educadores em questões que se referem à convicção política, religião e gênero.

Adversários defendem que o tema política, principalmente, não tem como ser ignorado na formação intelectual do cidadão e que por isso deve ser abrir nas salas de aula o mesmo precedente já escancarado em outros meios da sociedade, inclusive em instituições religiosas.

O que parece longe do consenso e que certamente vai gerar muita discussão é a forma exata de como fazer as coisas de uma forma equilibrada e salutar. É evidente que em meio ao mar de informações que são divulgadas diariamente nos meios de comunicação fica impossível afastar o tema política de qualquer conversa, seja ela em debates de alto nível ou em meras conversas de botequim. Porém, o que parece mais importante ainda não foi citado: a metodologia para a formação de pessoas politizadas. Há muitos anos ouve-se a afirmação de que “brasileiro não sabe votar”, e quando um tema como o Programa Escola Sem Partido entra em pauta, ele chega repleto de polêmicas, mas, como sempre, sem uma diretriz que aponte para a solução de um problema que massacra o país desde sempre e que parece que vai continuar a massacrar.

O momento é de se tentar discutir o que realmente vem ao caso, que é a formação dos alunos. O que está circulado até agora, ao que parece, é mais um jogo de interesses pessoais e partidários, que vai causar uma pesada discussão que deve terminar com um grande desgaste e com um pequenino resultado prático.

28/09/2017 às 22:01

Novela ‘italiana’

Mais um capítulo da arrastada novela que envolve moradores da favela da Vila Itália, Prefeitura de Rio Preto e Justiça foi escrito – ou pelo menos houve uma tentativa de ser escrever – nesta semana. Sem ações efetiva e explicações dadas por livre e espontânea vontade, por parte do Município, o juiz Marcelo Sabbag voltou a questionar o cenário que está montado no momento. E justamente aí começa mais um desdobramento do tema que tem pesado nos ombros do poder público. O compromisso de tomar medidas de encaminhamento das famílias, aceito pela Prefeitura para que a ação de reintegração de posse da área continuasse a correr nos tribunais, parece não estar sendo cumprido – pelo menos não como a Justiça esperava – o que fez com que o juiz se mexesse.

E enquanto cobranças vão e vêm e Prefeitura age e justifica, quase 300 famílias, que juntas formam uma comunidade de 500 pessoas, seguem à espera de uma definição quanto ao futuro. Vivendo em condições precárias, sem estrutura básica e segurança, os moradores clamam pelo bom senso daqueles que têm o poder de resolver a situação. Esses, por sua vez, tropeçam em trâmites judiciais, burocracia e uma série de entraves que os mantêm em uma situação de extrema necessidade, vivendo uma realidade absolutamente incompatível com a realidade de Rio Preto.

Que o pedido de explicações feito pela Justiça, do qual a Prefeitura afirma ainda não ter sido notificada, seja o começo de uma nova etapa de uma disputa onde até agora só se tem perdedores. O momento se apresenta como propício para que soluções definitivas sejam apresentadas, preferencialmente em parceria entre as partes envolvidas, para que não haja margem para ainda mais discussão.

O problema pede solução imediata. Não há mais o que se esperar ou adiar. Que a Prefeitura faça um esforço honesto e intenso para que 500 seres humanos possam ter, pelo menos, o mínimo de dignidade. Ao cumprir parte dele no acordo, o município resolve três problemas em uma única ação. O seu, que ficaria livre para tocar o processo de reintegração de posse e permitir que os donos legítimos da área possam fazer uso dela, o da Justiça, que teria menos um problema para lidar e, especialmente, o dos mais interessados e que sentem o problema na pele: as 300 famílias que já se cansaram de cobrar, pacificamente, providências do poder público.

14/09/2017 às 23h36

Presente e futuro

Resolver questões pontuais e se antecipar aos problemas do futuro. Foi com um discurso nesta linha que o prefeito Edinho Araújo assinou a ordem de serviço para execução das obras de ampliação da estação de tratamento de esgoto de Rio Preto. Juntando questões de sustentabilidade, desenvolvimento, infraestrutura e saúde em um único pacote, o prefeito deve, no máximo em dois meses, dar início a um projeto que já se apresentava como urgente.

Como investimentos na casa dos R$ 28 milhões, o prefeito dá um refresco de até 18 anos na questão de tratamento. Hoje, a estação opera no limite extremo, com capacidade para processar o esgoto produzido por 450 mil pessoas, exatamente a população de Rio Preto. As obras vão fazer a estação suportar uma população de 600 mil, o que garante que o esgoto da cidade vai estar dentro das normas até 2035.

O fato é que, com ou sem atraso, Edinho tira da gaveta um daqueles projetos que marcam uma administração de forma positiva. Se nada fosse feito de efetivo quanto ao que estava para se tornar um problema, seria na mão do atual prefeito que estouraria uma bomba de certamente promoveria um estrago considerável.

Edinho consegue, então, resolver a tal questão pontual e oferecer, para o futuro, aquilo que é ponto de partida para uma cidade que se propõe a crescer tanto no aspecto econômico quanto no populacional. Em abril de 2019, a correr tudo bem com o cronograma, o sistema de tratamento de esgoto da cidade vai ter capacidade para atender a uma demanda bem maior do que a existente, consequentemente preparada, pelo menos nesse aspecto, para arcar com o pretendido crescimento.

Rio Preto dá, dessa forma, um importante passo. Não é novidade dizer que o montante que se investe em obras de saneamento se torna moeda de troco quando comparado a gastos com saúde, em regiões onde tais melhorias não foram feitas. A cidade ganha uma obra de extrema importância, que vai garantir benefícios em série e representar salto de qualidade.

Que todo o otimismo do prefeito seja confirmado em ações e que a cidade veja, dentro do prazo estabelecido, a tão sonhada e necessária obra sendo executada e entregue. A comprovação da importância o tempo vai mostrar brevemente. 

05/09/2017 às 23h03

 

Exposição e risco assumido

Daqui a um ano o cenário político do Brasil vai estar aquecido com a aproximação do primeiro turno das eleições que apontarão o novo presidente do país, governadores, dois terços dos senadores, deputados federais e estaduais. Natural que no meio político, onde acordos, alianças e articulações não tiram folga, o momento é de que os pretendentes a cargos, especialmente majoritários, já comecem a cavar, ou pelo menos tentar, seu espaço em uma eleição onde o maior adversário dos candidatos será a descrença por parte da população.

E, apesar da rejeição que assola a classe política, sempre terá aquele – hoje, no caso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que assumem um tremendo risco, se colocando em evidência ainda maior do que aquela proporcionada pelo próprio cargo, “se anunciando” como candidato.

Não que a declaração do governador que afirmou categoricamente que “quer ser o presidente do povo brasileiro” seja lá uma grande surpresa. Em 2014, quando Aécio Neves perdeu para Dilma Rousseff em Minas Gerais, estado que governou por duas vezes, Alckmin surgiu ainda mais forte, devido à força do PSDB em São Paulo. Os sucessivos escândalos que atingiram fortemente Aécio praticamente selaram o próximo passo da carreira política de Alckmin, que seria a candidatura à presidência. O questionamento que o próprio governador talvez não tenha feito a ele mesmo é se valeria ou não a pena “queimar a largada”.

Se por um lado a atitude possa parecer render alguns metros de vantagem sobre João Dória (Alckmin não quer perder espaço para o prefeito de São Paulo, o que caracterizaria criatura vencendo o criador), o preço a ser pago por “sair na chuva” com tanta antecedência pode ser muito alto. A declaração joga o governador, oficialmente, aos leões. A partir do momento em que se abre mão do direito de se resguardar, Alckmin, e qualquer outro “apressadinho”, chama para si uma carga bastante pesada. Opositores, imprensa e opinião pública em geral passam a olhar cada passo de pré-candidato com a atenção redobrada e um passo em falso, por menor que seja, pode mandar um projeto político alimentado há anos, por água abaixo. Com as cartas na mesa, caberá ao tempo dizer se a atitude foi correta ou precipitada. Se confirmar a candidatura e vencer as eleições, palmas ao grande articulador, que soube dar o bote na hora certa. Qualquer outro resultado significará mais nome na extensa lista dos que perderam o ponto e, é claro, a disputa.

05/09/2017 às 21h12

Mais um na briga

A queda de braço entre o governo de São Paulo e a Justiça, para ver quem leva a melhor na verdadeira novela que se tornou a construção da terceira faixa da Washington Luís, no trecho urbano de Rio Preto, ganha mais um capítulo, ou um integrante: o deputado estadual João Paulo Rillo. O petista pretende colocar no “banco de sabatina” da Assembleia Legislativa de São Paulo um secretário de Estado e um representante da concessionária que administra a rodovia.

O deputado, definitivamente, se cansou do discurso desencontrado e conveniente do governador Geraldo Alckmin, que discursa a favor da faixa adicional da rodovia, mas age para que as coisas aconteçam inversamente. A falta de sintonia entre discurso e ação chegou a ser citada pelo vereador Marco Rillo, pai do deputado, que na última sessão da Câmara de Rio Preto usou a tribuna para esbravejar contra o govenador, que teria chamado João Paulo Rillo de “mentiroso”.

Não cabe a nesse momento julgar os méritos de mais um round da luta entre um petista e um tucano. O que vale, de fato, é a ação do deputado, que livre de qualquer tipo de compromisso com o governador, resolveu colocar o problema em pratos limpos e ver quem tem razão ou não.

O clamor popular pela terceira faixa da rodovia é antigo. Evidentemente sem qualquer conhecimento técnico sobre questões de engenharia de tráfego, os motoristas que utilizam a pista são os que sentem a real necessidade das obras de melhoria. Eles podem não ter noção de estatísticas ou saberem se dentro dos critérios estabelecidos pela secretaria de estado de Transportes a rodovia precisa ou não da terceira faixa, mas sentem na pele o problema e ouvem, sistematicamente, as renovações de uma promessa que não está com jeito de sair do papel.

Então, que a Assembleia realmente chame ao debate aqueles que podem destravar o processo e que a solução apareça, de preferência, em curto prazo, porque não é mais aceitável a guerra de liminares, a discussão no campo jurídico e o repetitivo discurso político de que as obras são necessárias. Que na próxima visita a Rio Preto o governador venha com uma posição conclusiva sobre a questão, nem que seja, para tristeza dos rio-pretenses, com o silêncio definitivo, que sepultaria as esperanças da execução das obras, mas que pelo menos encerrasse a novela que já passou de todos os limites.

 

05/09/2017 às 21h11

Agora, ao que tudo indica, vai

A liberação de mais uma parcela de dinheiro para as obras de duplicação da rodovia BR-153 e a expectativa real de que até o final deste ano metade do projeto já esteja executado traz um alívio esperado há muitos anos. Promessas de campanha – feitas até mesmo pela ex-presidente do Brasil – transformaram o movimentado trecho da BR em bandeira política que causou descrédito e preocupação aos usuários que agora veem como bastante palpável o que há tão pouco tempo parecia um sonho.

A demanda é grande. Fora o fato de a rodovia ser uma válvula que desafoga o pesado trânsito de Rio Preto, existe o fluxo de veículos que apenas passam pela região e causam lentidão, engarrafamentos e acidentes, que tornam a pista bastante perigosa.

Em meio a tantos e conhecidos problemas, o poder público arregaçou as mangas e partiu, efetivamente, para sair do campo do discurso e entrar no das realizações. Edinho Araújo, ainda como deputado e talvez já pensando em voltar à Prefeitura, liberou verbas, por meio de emendas, e que, por obra do acaso vão acabar sendo usadas no governo dele para começar a resolver a questão. Com as mãos definitivamente colocadas na massa, o tamanho do problema pareceu ainda maior. Trâmites burocráticos, prazos e dificuldades de toda ordem apareceram – como sempre aparecem quando qualquer plano sai do teórico e vai para o prático -, mas, a essa altura, parecem todos devidamente equacionados, o que deixa o cronograma das obras alinhado e visível.

Coisa que não é tão comum de se ver está acontecendo por aqui. Todos os envolvidos na engrenagem que é uma obra pública, especialmente da proporção desta que estamos acompanhando, parecem falar a mesma língua. Representantes de empresas e dos poderes públicos, em todas as esferas envolvidas, se mostram conscientes da necessidade, da urgência e do anseio que existe em relação ao projeto.

Para o prefeito Edinho, que ostenta no currículo a construção da ponte rodoferroviária que liga Santa Fé do Sul a Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul, feita quando ainda era prefeito de Santa Fé, mais um troféu pode, e deve, estar a caminho: a tão sonhada duplicação da BR-153. Feitos políticos à parte, os rio-pretenses agradecem.

17/08/2017 às 22h58

Abra-se o debate!

Um projeto de emenda à Lei Orgânica pode fazer muito integrante da classe política de Rio Preto ficar de cabelo em pé. É assim que o projeto proposto pelo vereador Renato Pupo pode cair e deve cair na Casa de Leis que acumula desmandos e controvérsias nos últimos meses.

O pedido do vereador vai ao encontro do maior clamor popular de um país inteiro, que sonha com políticos sendo desmascarados e pagando por crimes cometidos. Impedir um desses de compor a Mesa Diretora da Câmara de Rio Preto seria uma vitória da moralidade, um alento ao cidadão que trabalha – quando tem emprego – e paga uma pesadíssima carga de impostos para os governos de todas as esferas. É a chance do cidadão simples, honesto e trabalhado se sentir representado.

O próprio autor do projeto não se mostra lá tão animando com a possibilidade de a proposta virar lei. Precisando de 12 votos para vigorar, parece mesmo que a matéria vai tramitar basicamente na esfera da utopia. Mas, é inegável, que servirá como uma espécie de termômetro que vai medir, na linha do “quem não deve, não teme”, quem lá, dentre os 17 representantes do povo, estaria disposto a pagar para ver uma regra como esta passar a fazer parte de seu cotidiano de homem ou mulher pública.

O que o vereador propõe instalar na Câmara de Rio Preto é uma peneira fina, que deveria entrar em ação no período eleitoral. Mas, como as brechas na lei existem aos montes, entre dribles e contornos muitos políticos se salvam às custas de liminares e coisas do gênero para garantir o direito de pleitear uma vaga que dificilmente perde no tapetão quando o crivo popular aprova esse ou aquele nome.

A torcida que se faz no momento é para que a Comissão de Justiça da Câmara não procure pelo em ovo e impeça que pelo menos o debate aconteça. Sim, porque em caso de alguma ilegalidade, o projeto morre na sala de arquivo da Câmara e a população não terá, sequer, a oportunidade de ver quem é quem na queda de braço que se trava no plenário.

Esperemos pelas cenas dos próximos capítulos na esperança de que a manifestação aconteça de todas as partes. Que o procedimento do prefeito Edinho Araújo, que “não comenta ações do Legislativo”, nesse caso, por motivos bastante evidentes, não se torne padrão e que a maioria prefira se posicionar adequadamente.

17/08/2017 às 22h56

Um anjo caiu do céu

Nesta semana um ilustre desconhecido no meio político rio-pretense roubou a cena ao tentar “embargar” a instalação de uma comissão processante contra Edinho Araújo (PMDB). O advogado Luiz Henrique Gutierrez apresentou um recurso na Câmara pedindo que fosse revogado o ato se abrir uma investigação formal para apurar irregularidades de uma propaganda da Prefeitura – falha inclusive já reconhecida pelo próprio prefeito. É bem verdade que se trata de um detalhe, um capricho da lei, o deslize cometido, que não houve dolo por parte do prefeito e muito menos prejuízo aos cofres da Prefeitura.

A abertura da comissão processante, aprovada por nove votos favoráveis contra seis, aprovada na primeira sessão ordinária após o recesso de meio de ano poderia, e pode, ser um exagero, mas a interferência de um advogado que, em tese, nada tem a ver com a história, não caiu bem. Justamente no momento em que a classe política mais sofre com o descrédito e a revolta popular, acontece aqui, em Rio Preto, uma manobra que visa blindar o prefeito, aliado político e correligionário de Michel Temer, que hoje encabeça a lista de rejeição a ocupante de cargos eletivos.

A questão está agora no campo jurídico. Seria ou não necessário quórum mínimo para abrir uma comissão contra o prefeito? Teria a oposição derrubado a barreira na ânsia de pegar o prefeito no contrapé?

O fato é que o desgaste parece grande e desnecessário, tendo ou não brechas na lei que sustentem a tentativa de engavetar uma investigação que provavelmente não daria em nada. Uma semana depois de a investigação sobre o Auxilio Atleta ter sido engavetado e sem que nenhum popular – pelo menos até agora – tenha saído em defesa dos interesses da cidade, a Câmara se vê diante da possibilidade de uma investigação ser barrada por um “protetor de última hora” que caiu do céu em defesa de Edinho Araújo.

O resultado final ainda não tem data para ser divulgado. A presidência espera pelo parecer da Comissão de Justiça enquanto os simples mortais ficam esperando para, talvez, ver em Rio Preto uma jogada de protecionismo como tantas outras que enchem os noticiários da política nacional se pintar, em menores proporções, mas em todas as cores, também em solo rio-pretense.

03/08/2017 às 23h21

Mais do mesmo

A Câmara de Rio Preto mostrou nesta semana que coerência e bom senso realmente passam longe das instituições políticas do Brasil. Em mais uma manifestação clara de corporativismo, protecionismo e todos os “ismos” que podem ser usados quando o assunto é salvar interesses individuais – em detrimento dos coletivos – a Câmara rasgou e jogou o lixo a possibilidade de, pelo menos, tentar dar bom exemplo.

Um relatório que apontava uma série de irregularidades na concessão do Auxílio Atleta, que como consequência de uma investigação aprofundada poderia colocar na bandeja as cabeças de dois vereadores da casa – que foram secretários de Esporte – foi votado sem a devida leitura em plenário, o que foi um prato cheio para quem queria, ou precisava, barrar as investigações.

No popular, poderia se dizer que a leitura informal do texto foi como “queimar a largada” de uma corrida de automóvel. Uma brecha que permitiu que os adversários da instalação de uma comissão abraçassem o voto contrário e fizesse com que aquele que poderia se tornar um dos maiores escândalos da política de Rio Preto terminasse em pizza.

Ficou, então, o dito pelo não dito, o feito pelo não feito, e não fosse a indignação popular, que ainda palpita por redes sociais e rodas de conversa, a empreitada da Câmara cairia em esquecimento em poucos dias.

Mas, para mostrar que nem tudo está perdido, a Câmara resolveu pegar no pé do prefeito Edinho Araújo por conta da falta de uma informação que deveria constar no rodapé de uma publicação. Nesse caso, por nove votos a seis, a casa de lei aprovou a instalação de uma comissão que vai, no entender até de adversários ferrenhos do prefeito, como o petista Marco Rillo, ser mera perda de tempo, uma vez que Edinho admitiu a falha, determinou a correção e que já se provou por A mais B que não lesou o erário público em um mísero centavo.

Ora, o que fica mais que evidente ao ouvir a opinião do mais politizado ao mais simples dos homens, é que alguns nobres vereadores que ocupam um gabinete da Câmara ainda não entenderam que o que entra em jogo por meio de suas decisões não é, ou pelo menos não deveria ser, a figura do fulano ou do sicrano, o partido X ou Y, mas sim os interesses de uma cidade que se propõe a expandir, não apenas em termos de população, mas de estrutura, oportunidades e que precisa da atuação séria destas figuras que batem no peito e dizem que são os legítimos representantes do povo. 

27/07/2017 às 21h38

Obviedades

A sugestão de uma dobradinha entre o deputado estadual Orlando Bolçone e o ex-prefeito Valdomiro Lopes, citada pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França, todos do PSB, durante encontro em Rio Preto, embora não seja necessariamente uma “reinvenção da roda”, uma vez que a possibilidade já circulava pelos bastidores da politica da cidade. Nada mais óbvio é ver um político que se afasta do exercício de cargos eletivos, no caso de Valdomiro Lopes por não poder concorrer a mais uma eleição, por já ser reeleito, tentar voltar ao cenário antes de sua folha de serviços prestados caia no esquecimento e ele passe a apenas fazer parte da história. E com a necessidade de Rio Preto voltar a ter um deputado federal, o maior favorito seria ele.

Parece bastante natural que o ex-prefeito faça a via inversa de agora chefe do Executivo, Edinho Araújo. Ainda no fluxo natural da política, nada mais elementar do que Orlando Bolçone buscar se manter na Assembleia Legislativa de São Paulo. A mal sucedida empreitada na busca de ser prefeito da cidade o devolveu às funções de parlamentar, na qual ganhou bastante projeção regional e tem de tudo para se garantir por mais quatro anos.

E dentro de tanta obviedade as cartas parecem, de fato, na mesa. Uma parceira formada por afinidades políticas, mas também por forças de circunstâncias, que, se confirmada vai chegar com muita bagagem e atributos e que vai render uma série interminável de desdobramentos. Afinal não estamos falando de uma cidade onde a política se desenvolve por música, o que vai trazer, sem sombra de dúvida, uma enxurrada de interrogações seguidas de reações de grupos não simpáticos à dupla que perece ser consolidar sob as bênçãos de um dos nomes mais pesados do PSB.

O fato é que a parceria pode devolver uma representatividade que, se ainda não é a ideal por conta do tamanho da cidade, vai pelo menos levar a pontos mais distantes a força pela busca de recursos e perspectivas para Rio Preto. Ainda mais em uma eleição onde, até o momento, fica bastante difícil fazer uma projeção devido à série de intervenções que a Justiça deve impor à disputa. O tempo, que normalmente não se engana, é quem irá apontar todos os resultados da jornada que ainda está nos primeiros passos.

21/07/2017 às 11h34

 A condenação histórica de um ex-presidente      

A inédita condenação na esfera penal de um ex-presidente da República por crimes de corrução passiva e lavagem de dinheiro precisa ser vista de forma mais racional e menos emocional. É importante que a decisão história do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que ganhou popularidade e é tido por muitos brasileiros como “Salvador da Pátria”, seja encarada mais como consequência natural de um processo de amadurecimento contínuo de combate à corrupção no Brasil.
Não é de hoje que o brasileiro vê praticamente todo dia escândalos enlameando a política. Dinheiro na cueca. Dinheiro na mala. Superfaturamento de obras intermináveis. Dinheiro de um povo sofrido que se escorre pelos ralos da corrupção. Mas vale ressalta que essa é apenas a primeira etapa de um processo que tende a se estender por muito tempo. Ainda mais se tratando do Brasil. A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), responsável pelos processos da Operação Lava Jato, julgará em segunda instância o processo que levou à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os desembargadores, sediados em Porto Alegre, têm levado em média um ano para julgar os casos da operação.
Se for condenado em segunda instância até o dia 15 de agosto do ano que vem, quando se encerra o prazo para registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula não poderá concorrer a cargo eletivo. Isso porque a sentença de Moro prevê que Lula fique interditado para o exercício de cargo ou função pública por 19 anos, caso a decisão seja confirmada pelos desembargadores. Aliás, é nesse ponto que a guerra ideológica promovida pelos que veem a política apenas com os olhos da paixão, tende a aumentar e poluir ainda mais os noticiários. Na próxima fase do processo a pena imposta por Sérgio Moro pode simplesmente ser mantida, aumentada, diminuída ou até extinta. E é nessa batalha de interpretações dos códigos da Justiça brasileira é que a coerência e a sensatez, de lado a lado, devem dar espaço ao fanatismo deliberado e a achismos que, em muitos casos, insultarão a inteligência do brasileiro, agora mais preocupado com o destino do país do que com a cor do partido que vai governá-lo.  
Aliados do ex-presidente têm afirmado que a decisão tem como objetivo inviabilizar sua candidatura à presidência da República em 2018, o que para muitos petistas já era dada como certa.
O juiz Sérgio Moro estipulou pena de nove anos e meio de prisão e determinou que Lula poderá responder em liberdade a fase recursal.
A decisão de Moro precisa servir de reflexão, entre aliados e opositores do ex-presidente, sobre até onde podem ir as consequências quando políticos insistem em confundir os limites entre o que é público e o que é privado. Que a justiça seja feita, indiferente de quem se trata – mesmo que seja um ex-presidente da República –, em nome da democracia.

13/07/2017 às 23h14

CIDADE INTELIGENTE

“Das sementes da luta e trabalho, brotam flores de puro ideal. E a cidade, ao compasso do malho, vai seguindo sua marcha triunfal”. Composta há mais de 160 anos, a primeira estrofe do hino de São José do Rio Preto pode ser considerada uma verdadeira profecia revelada por Deus ao autor da letra, Ferdinando Giovinazzo. Isso porque são frequentes as pesquisas e levantamentos de dados que dão à cidade o status de um ótimo lugar para se viver com a família e, também, evoluir do ponto de vista socioeconômico. É o que revela o levantamento das cidades mais inteligentes do país, que coloca as terras de São José no 32º lugar entre os 700 municípios brasileiros pesquisados.

O primeiro responsável por tudo isso pode ser um personagem que não é exatamente um homem, mas é para muitos o pré-fundador da cidade. Segundo a lenda, um pássaro azul, cuja espécie é desconhecida até hoje, guiou os desbravadores até o ponto onde a cidade nasceu às margens de águas límpidas sobre um fundo escurecido pelo barro – o rio Preto.

Em uma República recém-nascida, formada por uma sociedade ainda escravagista, Rio Preto – como é carinhosamente chamada pelos seus cidadãos e simpatizantes – iniciou sua jornada. Cresceu primeiro com a chegada dos trilhos do trem ainda no século 19 e, no século seguinte, com a consolidação das rodovias BR-153 e Washington Luís como importantes canais de escoamento da produção até o porto de Santos.

Cada rosto suado sob o sol que sempre brilhou no noroeste paulista ajudou a edificar tudo aquilo de bom que desfrutamos agora. Cada empreendedor que ousou investir na cidade é um pouco responsável pelos resultados de atuais. A fé e a força do povo rio-pretense construiu, ano após ano, a identidade que tanto encanta os visitantes e novos moradores vindos de diferentes rincões do Brasil e do mundo.

Até mesmo o erre retroflexo – menos que o piracicabano, mas ainda retroflexo – é alvo de admiração a despeito de suportáveis gracejos e piadas. Na verdade, adoramos o que somos, quem somos e como somos.

Graças ao empenho de cada cidadão de todas as gerações desde 1952, somada a postura corajosa de homens públicos que no passado administraram essa cidade, Rio Preto é hoje uma grife. No comércio, na indústria, na prestação de serviços, na medicina, na educação e – o que mais orgulha –, na qualidade de vida, somos mais que uma cidade, somos uma terra fértil, pronta para germinar novas ideias, novos desafios e sonhos. Ao poder público, cabe olhar para frente e não ter medo de incentivar aqueles que querem empreender, para fortalecer os que aqui estão e atrair os que vêm para cá dispostos a crescer conosco.

22/06/2017 às 23h43

Repaginado

Conforme prometido incansavelmente em seus discursos durante as eleições de outubro do ano passado, o agora então prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB), não mediu esforços para ‘turbinar’ o FIT (Festival Internacional de Teatro). Enfim, o Sesc, após anos, fez do ponto final colocado na parceria com a prefeitura, uma reticências na edição 2017. Voltou a dar o ar da ‘graça’ na organização. E que ‘graça’ de peso? Ou melhor, credibilidade ímpar ao festival.

Pela empolgação dos organizadores no café da manhã para apresentar a programação para imprensa, artistas e autoridades, o FIT tem tudo para ter uma boa edição neste ano. Nada de edição histórica. Claro, que o festival ressurge das cinzas com novos ares, mas ainda com as suas raízes frágeis por conta de inúmeros tropeços e brigas nas edições anteriores. A classe artística vibra e o público, sem dúvida, será o maior beneficiado. Serão 50 apresentações pelos quatro cantos de Rio Preto e nos dois distritos para saciar um bocado da sede do povo por cultura.

Têm peças para todas as idades e o investimento é risório comparado a ‘viagem’ cultural que um espetáculo nos remete. Reflexões e mais reflexões. Um mix cultural de questionamentos, propostas, linguagens e, claro, shows e mais shows de interpretações. Risos, lágrimas e muita emoção. Inúmeras companhias e profissionais do setor abrigados aqui na terrinha de São José. Talentos brasileiros e estrangeiros vão sustentar com garra os pilares do festival. Expectativas à parte, o que ninguém pode negar é que o FIT é um festival de artes cênicas que tem potencial e precisa voltar aos seus anos gloriosos, quando arrastava uma multidão pra cá. Então, cabe aos rio-pretenses e principalmente aos amantes de arte ligada ao movimento abraçar calorosamente o FIT.

Deixar de lado as polêmicas e ‘devorar’ os espetáculos. Assistir o máximo de apresentações e participar das oficinas, debates, confraternizações e mesas redondas. Ou seja, prestigiar uma das formas mais autênticas de fomentação da cultura. 

13/06/2017 às 23h22

Um brinde a perseverança e ao pioneirismo

Dizem os mais experientes que é no momento da crise que a criatividade aflora, sobretudo nos empreendedores mais fortes. Por isso, apesar de todo o clima de desânimo que se multiplica, sobretudo no noticiário econômico e político, belas iniciativas pipocam por todo o país. Um excelente exemplo é o aplicativo Beblue, detalhado em reportagem da página 3 desta edição da Gazeta de Rio Preto. Criado por uma startup de Ribeirão Preto, o aplicativo possibilita devolução de parte do dinheiro gasto em diferentes estabelecimentos comerciais em forma de créditos para compras futuras. Além disso, o detentor dos créditos pode, se assim desejar, doar a quantia para um amigo, que eventualmente necessite mais do valor. O imprevisível e imponderável já é real, ainda que virtual.

Quando todos apostavam que o dinheiro de plástico iria decretar a morte das cédulas e o cheque, já se apresenta o substituto dos cartões com tarja magnética e chip, que é praticamente “o nada”. Muito em breve, o dinheiro não será mais do que números na tela do computador ou do celular, sendo transferidos de um CPF a outro por meios virtuais.

Dignos de aplausos são aqueles que, enxergando a frente do nosso tempo, já percebem as oportunidades nessa transformação. É hora de novos serviços surgirem, a exemplo do Uber, da compra coletiva e a moeda virtual Bitcoin, cuja cotação atual supera US$ 2,8 mil. É tempo de mudança e é preciso estar atendo, sabendo reconhecer o pioneirismo daqueles que colocam a tecnologia a nosso dispor, na contramão dos que se deixam tornar escravos dela. Melhor ainda é saber que esses mestres da inovação estão ao nosso lado. São brasileiros e, porque não, nossos vizinhos.

09/06/2017 às 00h18

E agora?

Em Rio Preto, o prefeito Edinho Araújo (PMDB) pode até espernear, mas, querendo ou não, o desfecho da novela chamada “Favela da Vila Itália” estão praticamente em suas mãos. Embora o problema tenha sido herdado da gestão do ex-prefeito Valdomiro Lopes, desde o início do mandato a situação das famílias que vivem no local só se arrasta e piora dia após dia. Agora, os moradores têm até 30 dias para saírem do local. E mesmo com o parecer do Ministério Público (MP), Edinho ainda não terminou o tal mirabolante plano de ação para resolver o problema.

O promotor Sérgio Clementino foi bem claro afirmando que espera “uma prévia e exaustiva tentativa de saída pacífica dos ocupantes” antes do apoio policial. Segundo o promotor, há necessidade de a cidade disponibilizar albergues provisórios com capacidade e qualidade mínimas suficientes para atender os futuros desabrigados.

A pergunta que também não quer calar é: será que Rio Preto tem esses tais albergues? Vale ressaltar ainda que o parecer do MP foi emitido por solicitação judicial dentro da ação da Prefeitura que pede a reintegração de posse da favela da Vila Itália. Entretanto, o promotor determina que “o uso da força física seja realizado somente em caso de extremado e último caso, depois de esgotadas todas as tentativas de saída pacífica”.

A questão é que embora muitos acreditem ou não, a maioria das famílias não tem para onde ir. Tendo em vista que muitos por lá vivem em moradias construídas de pedaços de madeiras e tijolos com telhas de amianto. O banheiro, como na maioria das favelas brasileiras, é uma fossa construída manualmente. O que é um absurdo se tratando de Rio Preto, uma cidade tão evoluída é que é centro de referência na saúde e qualidade de vida. Um município que é considerado um dos melhores do Brasil para nascer, viver e envelhecer não consegue resolver um problema que se arrasta há anos.

O que os políticos precisam entender é que são cerca de 500 pessoas que amargam esse drama. Muitos pais que sonham com um futuro melhor para seus filhos e muitas crianças que nem sequer entendem a razão por estarem ali. Que no final dessa novela, a única força utilizada não seja a da PM, mas sim a da compreensão. Fácil criticar. Difícil solucionar.

 

09/06/2017 às 00h17

Buracolândia

A situação do asfalto em Rio Preto, sobretudo nas vias dos bairros periféricos, é mais um prova de quanto à politicagem – e não a política – reflete negativamente na vida dos cidadãos contribuintes. Reportagem publicada pela Gazeta na semana passada, e que “bombou” nas redes sociais, mostrou o serviço de recapeamento sendo realizado nas vias da área central em ótimo estado enquanto os bairros sofrem com a proliferação dos buracos. A justificativa da Prefeitura é de que as vias recapeadas no Centro vão receber os corredores de ônibus por meio de um contrato assinado pela gestão anterior, pelo valor de R$ 53 milhões. Enquanto isso, outro contrato de recuperação de ruas e avenidas está sendo executado, esse bem mais modesto, de R$ 10 milhões está resultando na lenta recuperação das demais vias.

O fato é que esse contrato dos corredores é mais um na série de “abacaxis” herdados por Edinho Araújo (PMDB) e, bem ou mal, o pseudofruto tem de ser descascado por alguém, no caso, o novo governo. Causa espanto e indignação imaginar que o Programa de Mobilidade Urbana previu como indispensável recapeamento de ruas como Pedro Amaral, Bernardino de Campos e General Glicério, assim como avenidas como a Philadelpho Gouvêa Netto. São todas vias onde a circulação de ônibus é diária e antiga sem que houvesse danos relevantes à pavimentação. Algo supérfluo, de repente, virou prioridade. Faltou ao antigo governo e, aparentemente, ainda falta a esse olhar com misericórdia para bairros que são verdadeiras cidades como Solo Sagrado, Santo Antônio, São Deocleciano e Vila Toninho que estão sendo tomados pelos buracos sem que seus moradores visualizem sequer um fio de esperança.

O prejuízo para o contribuinte é incalculável. São rodas, amortecedores e pneus inutilizados pelos violentos solavancos provocados pelas imperfeições da malha asfáltica. Gastos relevantes, mas que nada significam diante do risco de correm os motociclistas, sujeitos a toda sorte de acidentes graves. Rio Preto precisa parar de olhar para a cidade como se ela se resumisse ao Quadrilátero Central e as artérias que nele nascem.

Os recursos precisam ser direcionados a recuperação de ruas, avenidas e marginais que estão se deteriorando. Isso sim é um verdadeiro plano de mobilidade. Evitar acidentes causados por buracos também é uma forma de salvar vidas.  

25/05/2017 às 23h29

Rio Preto não merece

Vergonha alheia. Não há outra expressão para definir o sentimento dos rio-pretenses diante da lamentável atitude do grupo de vereadores que abandonou o Plenário da Câmara de Rio Preto durante a sessão ordinária da última terça-feira, dia 16. O que os aliados de Valdomiro Lopes classificaram como “manobra política” é, na verdade, um ato de total desrespeito aos eleitores e à cidade que representam no Legislativo local.

Na pauta de votações, deixada para trás pelos revoltosos, constavam cinco projetos de iniciativa da Câmara e quatro do prefeito, dos quais, três seriam votados em regime de urgência especial.    A maioria dos assuntos em pauta era de relevância para o município, incluindo dotações para a RiopretoPrev e alienação de área necessária para a construção do novo posto de Polícia Rodoviária na perigosa rodovia BR-153. Trata-se de medida necessária para duplicação da rodovia que já causou dezenas de mortes na última década.

Cheios demais de si mesmos, esses senhores se esqueceram de que não são donos dos cargos que ocupam. Estão apenas investidos em mandatos com dia e hora para acabar e devem, no mínimo, respeitar a instituição Câmara. Nunca é demais lembrar que os vereadores rio-pretenses ganham mensalmente salário líquido de R$ 4.692,54 com uma única obrigação: participar das sessões ordinárias, que ocorrem uma vez por semana e raramente duram mais do que três horas. Essa remuneração é paga com dinheiro dos contribuintes que, em sua maioria, é formada por trabalhadores decentes e preocupados exclusivamente com o desenvolvimento socioeconômico da cidade.

Esvaziar o plenário era a estratégia usada por Adolf Hitler na Alemanha pré-nazista e foi uma “manobra” que ajudou o sanguinário ditador a instalar o regime político que tristemente culminou no holocausto, a maior tragédia humana da história mundial.

A chantagem, ainda que usual no corrompido sistema político de agora, sempre foi a face mais asquerosa da política, porém, quando ela se dá em nível tão descarado e descabido é de arrepiar até o menos engajado rio-pretense. Deprimente é saber que a atitude foi motivada por desejos mesquinhos de mais acesso ao poder, para objetivos puramente clientelistas e pelo desejo de blindar a gestão passada de uma investigação que poderia culminar, inclusive, na absolvição do ex-prefeito. Diante de tudo isso, resta apenas uma conclusão: Rio Preto não os merece.

18/05/2017 às 23h50

A novela da favela – Parte 2

Querendo ou não, o desfecho para a situação da Favela da Vila Itália, em Rio Preto, está nas mãos do prefeito Edinho Araújo (PMDB). Embora o problema tenha surgido na gestão do ex-prefeito Valdomiro Lopes, desde o início da atual gestão a novela da favela só se arrasta e piora a cada capítulo. Enquanto as mais de 300 famílias instaladas no local aguardam uma ação do Poder Público, ocorrências policiais seguem sendo registradas no local. Foram duas ocorrências de tráfico de drogas só nos últimos 30 dias. Quilos de maconha. Três pessoas presas e um adolescente detido. O local fica bem próximo à linha férrea, o que já significa um risco a parte para esses moradores. De barraco em barraco, a favela rio-pretense foi crescendo dia após dia. A situação é ainda mais grave porque, segundo levantamento da Defensoria Pública em fevereiro, entre essa população que vive lá há cerca de 170 crianças e adolescentes, que estão expostas a situações degradantes. Ou seja, na mira também de traficantes.

A maioria dos moradores afirma que perdeu o emprego durante a crise econômica que assolou o Brasil e ainda se perpetua em alguns setores e não têm condições de pagar um aluguel. O para a Secretaria de Habitação entregar um levantamento dessas famílias e propor ações de atendimento aos moradores vence na quarta-feira, dia 17. A assessoria de imprensa de Edinho já informou, por meio de nota, que “a manifestação é para o Juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública desta Comarca, e está relacionada a uma ação de reintegração de posse promovida pelo município contra os invasores de área pública”, consta no documento. Enquanto de fato não há uma solução para a favela rio-pretense, esses moradores vivem em condições desumanas, sem as mínimas condições de saneamento básico. E pelo visto o problema não está perto de um ponto final. É preciso que o problema, que já se arrasta há anos, seja resolvido. Indiferente de quem era prefeito quando surgiu. De uma maneira clara e objetiva. Como já dizemos na primeira parte desta novela e ressaltamos novamente: É preciso sair da zona de conforto entre o certo e o errado. Justo e injusto. Crucificar ou justificar! Faz-se necessário resolver essa situação o mais rápido possível.

 

 

11/05/2017 às 22h39

Em defesa dos direitos individuais

Em que pese a necessidade urgente de um debate mais aprofundado sobre as reformas trabalhistas e da Previdência, não se pode concordar com a maneira que os sindicatos escolheram para protestar contra a pressa do então presidente Michel Temer (PMDB) em aprovar ambas as alterações na Legislação.

Não é causando transtorno ao cidadão comum, aquele que está pouco se lixando para os interesses político-partidários que hoje inundam as diretorias dos sindicatos, que assuntos tão sérios serão repensados pelos governantes. Manifestação não precisa nem deve ser em dia útil, principalmente porque a pauta de reivindicações está longe de ser uma unanimidade no Brasil. Soa ainda mais estranho quando a tal “greve geral” é convenientemente marcada em uma sexta-feira que antecede o feriado da segunda-feira, Dia do Trabalhador, data, aliás, muito mais adequada para tais manifestações.

Fica no cidadão comum a impressão de que o verdadeiro objetivo das diferentes forças sindicais laborais é esticar o feriado prolongado, o que, se verdadeiro for, seria algo além de temerário. Há de se registrar que a maneira apressada com que o governo pretende aprovar mudanças tão importantes, e que impactaram na vida de todos na atual e nas futuras gerações, não é o melhor caminho para encontrar alternativa satisfatória a todos – leia-se, patrões e empregados –, mas também não é atrapalhando a rotina do trabalhador comum que se  chegará a um resultado vantajoso para o lado do trabalhador.

A instrumentalização dos sindicatos pelos partidos políticos também joga contra essas bandeiras. Quando a instituição que deveria defender uma categoria começa a ser usada como massa de manobra por um partido, um governo ou ainda um ex-governo, há de se acender o sinal de alerta.

A verdade é que a horrenda polarização política que dividiu o país começa agora a prejudicar o trabalhador que vê dois lados brigando enquanto seus direitos – atuais e futuros – vão escorrendo pelo ralo do partidarismo.

Espera-se que, pelo menos, não haja baderna, violência e nem vandalismo nessa sexta-feira, dia 28. Afinal, o direito individual termina onde começa os direitos dos outros – sobretudo o de ir e vir. Que os manifestantes não se esqueçam disso e que o governo entenda que o diálogo é o único caminho. O que passar disso é atalho torto, sinuoso e desprezível.

27/04/2017 às 22:18

A novela da favela

A situação de pelo menos 230 famílias que vivem na favela que surgiu próximo ao bairro Vila Itália, em Rio Preto, segue indefinida. O local fica bem próximo à linha férrea, o que já significa um risco a parte. De barraco em barraco, a favela rio-pretense foi crescendo dia após dia. Novos moradores, novas histórias e velhos problemas. Na quinta-feira venceu o prazo da Prefeitura de Rio Preto para solucionar a vida desses moradores – maioria afirma que perdeu o emprego durante a crise econômica que assolou o País e ainda se perpetua em alguns setores –, mas a Secretaria de Habitação pediu para o prazo ser prorrogado por mais 15 dias. Ou seja, pelo menos mais duas semanas sem nenhuma definição. Enquanto isso, essas pessoas vivem em condições desumanas, sem as mínimas condições de saneamento básico. A situação é ainda mais grave porque, segundo levantamento da Defensoria Pública em fevereiro, entre essa população que vive lá há cerca de 170 crianças e adolescentes, que estão expostas a situações degradantes.

A Prefeitura comemora e faz questão de ressaltar que desde que Edinho Araújo assumiu a Prefeitura de Rio Preto não aumentou o número de famílias no local, tudo graças a um monitoramento. Mas a questão vai muito além de mais ou menos famílias. É preciso que o problema, que já se arrasta há anos, seja resolvido. De uma maneira clara e objetiva. É preciso sair da zona de conforto entre o certo e o errado. Justo e injusto. Crucificar ou justificar! Faz-se necessário e urgente resolver essa situação!

Os proprietários do terreno onde os barracos estão erguidos exigem a reintegração de posse e pedem o despejo das famílias que ali vivem. Ou seja, o local é alvo de disputa judicial. Mas não é mediante a uma decisão e tampouco com o reforço policial que esse impasse será resolvido. Que esses mais 15 dias sirvam para que a prefeitura encontre a melhor saída para essa população! É inadmissível que uma cidade tão desenvolvida como Rio Preto, considerada umas das melhores no país para nascer, viver e envelhecer não encontre uma solução para esse problema.

 

06/04/2017 às 23h23

Troca de farpas

Em Rio Preto, a chegada do aplicativo Uber, que conecta passageiros a motoristas particulares, completa dois meses neste sábado, dia 1º de abril. Coincidentemente, no mesmo dia, que haverá audiência pública na Câmara para tentar apaziguar os ânimos entre taxistas e uberistas. Afinal, nos meses de fevereiro e março não faltaram troca de farpas entre eles, além de mototaxistas e responsáveis por vans, que também são contras o aplicativo. Discussões pra lá de acaloradas tiveram finais violentos com direito a vidro quebrado, passageiro ferido, carros danificados e, claro, boletins de ocorrência. Todas as vítimas são motoristas de Uber e logo a suspeita avassaladora de que seriam taxistas os autores dos tais crimes.

Houve manifestações de ambas as partes. A situação tomou tal proporção que o promotor de Justiça Sérgio Clementino abriu inquérito para investigar essas ocorrências.  Os bate-bocas continuam até hoje inflamados nas redes sociais. De um lado, os que confiam cegamente nos serviços prestados há anos pelo seu taxista de confiança. Nada mais justo. Por outro lado, motoristas que enxergaram oportunidade de ganho com algumas horas de trabalho diárias – em regime totalmente flexível – e, passageiros, que querem economizar, afinal querendo ou não, as viagens com Uber ficam mais baratas, competindo até com corridas feitas por mototaxistas. Nada mais justo também. Vale ressaltar que em Rio Preto há uma lei municipal 11.802, de autoria do vereador Paulo Pauléra (PP), que proíbe o uso desse tipo de aplicativo. A norma foi aprovada pela Câmara e sancionada pelo ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) em setembro de 2015 e prevê multa R$ 2,7 mil ao motorista que for flagrado transportando usuário do aplicativo.

O que ninguém pode negar é que os taxistas, que veem seu ganha-pão ameaçado e pagam seus impostos corretamente, têm todo o direito de pressionar os vereadores e até o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo, para que a lei seja cumprida à risca, tendo em vista que o secretário de Trânsito, Marcos Apóstolo, já afirmou que é complicado flagrar uma corrida feita por Uber, porque os carros não são identificados e terá de ser feito flagrante durante a corrida para lavrar a multa. O que também não dá o direito de alguém – seja quem for – jogar uma pedra ou agredir alguém que está trabalhando, respaldado pelo setor jurídico da Uber. Trânsito caótico, xingamentos, dores nos pés e cansaço metal – problemas colecionados e conhecidos há anos por taxistas –, agora são sentidos na pele pelos uberistas, além ainda de pouco dinheiro em relação à quantidade de quilômetros percorridos. O importante é direcionar o debate, respeitando todas as partes envolvidas, para se chegar a um final construtivo.

30/03/2017 às 23h40

Investigar é obrigação

Muitos se esquecem, mas uma das prerrogativas dos parlamentares (vereadores, senadores e deputados) é a de fiscalizar o Poder Executivo. Em regimes democráticos e politicamente bem resolvidos, os representantes do Poder Legislativo são escolhidos para defender os interesses da coletividade em detrimento das tentativas de usar a máquina pública em benefício próprio ou de terceiros. Durante os dois mandatos do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) sua base na Câmara evitou que as investigações fossem levadas a efeito e a única CPI criada para investigar o governo – a CPI da RiopretoPrev – pouco pode fazer, haja vista que a maior parte dos seus membros tinha estreitos laços com o ex-prefeito. Haverá sempre aqueles que defenderão que a blindagem ao chefe do Executivo é legalmente válida e usual na democracia, porém, ainda que a manobra caiba no bojo das leis e normas internas do Legislativo, está muito longe se ser algo moral e aceitável. Afinal, a sabedoria popular herdada de pais e avós nos ensina que quem não deve não teme. É louvável a atitude do presidente da Câmara de Rio Preto, Jean Charles (PMDB), de assumir para si a responsabilidade de compor as CPIs que vão investigar o ex-prefeito, evitando uma nova manobra que, mais uma vez, impediria o Legislativo de por em prática sua mais relevante missão, como já dito, de investigar.

Acalenta e preocupa, ao mesmo tempo, saber que a maioria dos vereadores que vão compor as comissões é formada por parlamentares que fizeram oposição ao ex-prefeito durante a gestão passada. É fato que esses vereadores não terão a menor disposição de absolver previamente o ex-prefeito e tampouco proteger a empresa contratada, caso haja indícios de irregularidade, mas é preciso que a atenção seja redobrada para que não haja condenação prévia, nem espetacularização dos trabalhos.

Preocupa, e muito, quando vereador usa falsas denúncias como escada para ganhar espaço na mídia e pavimentar sua ascensão na política. Cabe a imprensa também estar vigilante e evitar a execração pública adiantada. O que a cidade espera é que o trabalho seja sério, honesto e efetivo ao ponto de que, ao final, em havendo qualquer tipo de crime, as provas recolhidas sejam encaminhadas à Justiça e por ela utilizadas para um futuro julgamento ou corre-se o risco de um arquivamento pela fragilidade do trabalho. Rio Preto exige respostas claras sobre todas as suspeitas levantadas e, consequentemente, a condenação dos culpados, caso existam.

23/03/2017 às 22h39

Capital dos Negócios

Não tem como negar que há muito tempo Rio Preto já se redesenha como uma metrópole. Cresce tanto vertical, como horizontalmente – sem falar no crescimento populacional e econômico. Não é à toa que o projeto para transformar a cidade em centro de região metropolitana tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo.

A cidade completa 165 anos neste domingo, dia 19. O município é o principal do Noroeste paulista, sendo centro econômico, cultural e social de uma farta região que contempla cerca de 100 municípios. Além disso, a cidade se destaca como referência regional, estadual e nacional em setores como medicina, comércio, educação, serviços e franquias.

De acordo com reportagem especial assinada pelo jornalista Raul Marques, não é só isso. Os indicadores sociais mostram que Rio Preto é um lugar bom para nascer (tem nível de mortalidade infantil igual ao de países europeus), viver (bons índices de qualidade de vida) e envelhecer (é o quinto melhor município para pessoas acima de 60 anos).

Embora a cidade tenha colecionado ao longo dos últimos anos esses títulos, que confirmam categoricamente o seu grande potencial em vários setores, muito ainda precisa de ser feito. Principalmente se tratando de mobilidade urbana e as intermináveis obras antienchentes. É chover forte para vários pontos de Rio Preto alagarem, entre eles, claro, as avenidas Alberto Andaló e Bady Bassitt, as mais movimentadas da cidade.

Os comerciantes instalados na Bady e redondeza estão calejados de prejuízos e dissabores por conta não só das enchentes, mas das interdições causadas por essas obras. Necessárias? Sim, sem dúvida. Mas que acarreta também um prejuízo incalculável. O trânsito de Rio Preto hoje é um verdadeiro caos. Não tem como chegar de um ponto a outro da cidade sem perder longos minutos.

Se faz urgente um projeto de mobilidade urbana realmente eficiente para resolver de vez esses gargalos no trânsito, as enchentes e outros problemas que assolam a vida do rio-pretense!

17/03/2017 às 01h25

As benditas franquias

Alternativa para empreendedores em meio à crise econômica e incertezas políticas, as franquias têm se multiplicado ano após anos, seguindo imune a todos esses percalços. Surgem como luz no final do túnel para muitos que sonham ser o próprio chefe e, consequentemente, ter o próprio empreendimento.

A vantagem é bem clara e simples: investir em um modelo de negócio com mercado já testado e com todas as orientações necessárias, o que facilita bastante a operação e empurrãozinho para quem é novato no universo business. Vale ressaltar que é papel da franqueadora oferecer todo o suporte necessário aos franqueados – seja um apenas ou mil –, o que praticamente zera os riscos de o investimento dar errado. Entretanto, especialistas alertam para seguir à risca todas as orientações e normas da franqueadora, além de se dedicar ao negócio, investir em comunicação e, claro, levar bem a sério o ditado popular de que “os olhos do dono que engordam o gado”.

O franchising é um modelo de negócio que em todo Brasil e, claro, em Rio Preto – cidade batizada como celeiro dessa modalidade – tem sido assertivo e indiscutivelmente um dos mais inteligentes para se investir. É não é só as grandes marcas que têm ganhado espaço no competitivo mercado. Têm empresas apostando todas as fichas no movimento de interiorização para seguir com o crescimento. Para isso, inclusive, boa parte das marcas também está trabalhando com franquias compactas ou microfranquias, cujos investimentos são mais baixos e mais atrativos àqueles que pensam em investir em um negócio neste momento. Até menos as nanofranquias está seduzindo os empreendedores, por conta do formato home office, barateando custos, proporcionando mais liberdade aos empreendedores nas ações e decisões do dia a dia e até mesmo diminuindo o stress. A nanofranquias foi criada para atender pessoas que não dispõem de um alto capital para investir em grandes redes. Neste caso, o investimento total é de no máximo R$ 20 mil e o faturamento bruto, fica entre R$ 8 mil a R$ 12 mil. Apesar de ser relativamente nova no mercado, o respaldo já vem espelhado no que é traçado pelo segmento. Ou seja, o franqueado pode contar com toda a estrutura e suporte da franqueadora para auxiliá-lo no dia a dia. Marketing, assessoria jurídica, suporte, entre outras vertentes, faz parte desse apoio. Mas é preciso analisar, conhecer o negócio, fazer uma pesquisa de mercado e, na maioria das vezes, ter coragem para ousar, desde que os pés estejam no chão! 

17/03/2017 às 01h24

Não é pelos R$ 0,40

Os rio-pretenses foram surpreendidos com o anúncio do reajuste das passagens de ônibus, feito na tarde de quinta-feira, dia 2, pelo prefeito Edinho Araújo (PMDB), em coletiva à imprensa marcada às pressas. Surpreendeu menos pela época do ano, pois a definição do preço sempre ocorre no começo de janeiro, e mais pelo novo valor, de R$ 3 (aumento de R$ 0,40), o que representa 15,3% maior que a tarifa anterior, isso em um período no qual a inflação registrou 6,2% – variação registrada em 2016. O novo valor da tarifa passa a valer a partir de domingo, dia 5.

Em Rio Preto, mais de 2 milhões de passageiros usam o transporte público todos os meses, segundo dados da própria Prefeitura. Esse número poderia ser até maior se não fosse a qualidade do serviço que tem deixado a desejar. Sem encontrar nos ônibus o conforto e a pontualidade desejados, o cidadão naturalmente migra para outras opções de transporte – com a nova tarifa, até corridas pelo aplicativo Uber – que apesar de toda a polêmica em Rio Preto segue firme e forte na queda de braço com os taxistas convencionais – passarão a ser mais vantajosas, dependendo do trajeto e do número de pessoas no grupo, uma vez que o valor cobrado é o mesmo independentemente do total de passageiros (que pode ser de até quatro pessoas).

O contrato assinado em 2011 prevê uma fórmula padrão para o reajuste, levando em conta a inflação sobre insumos como combustíveis e pneus. A partir desse cálculo, as empresas apresentam a chamada tarifa-técnica. Então, a Prefeitura apresenta o valor do subsídio que vai bancar pelo prazo de um ano e o restante fica por conta do usuário. O que fica difícil entender é que o reajuste normalmente se dá em percentagem acima da inflação. Vale lembrar que a maioria absoluta das categorias profissionais não tem nem aumento real no salário anualmente, contentando-se, quando muito, com a reposição da inflação.

É regra de mercado cobrar o valor até quando o consumidor conseguir pagar, mas, a continuar como está, em breve teremos muita gente optando por transportes alternativos. As empresas concessionárias precisam se atentar para o fato de que a concorrência existe e é cada vez maior - e melhor. Se não oferecer conforto para o usuário - que ainda anda espremido em horários de pico - perderá público. Em países desenvolvidos, como na Europa Ocidental, nos Estados Unidos e no Canadá, sistemas modernos, confortáveis, confiáveis e integrados de transporte coletivo atraem muitos passageiros fazendo as empresas lucrarem ainda mais oferecendo serviços com excelência. Fica a dica!

17/03/2017 às 01h23

Folia e responsabilidade

Mais um Carnaval chegou! Os blocos vão para a rua e clubes, salões e festas estarão cheias de foliões em busca de diversão e a alegria correrá solta até apoteose. Mesmo não sendo tipicamente brasileiro, o Carnaval é a cara do Brasil. A mistura de cores, fantasias e alegorias deixam evidente a felicidade tipicamente tupiniquim e não há nada de errado nisso. Aliás, o país há de se orgulhar da cultura amistosa e receptiva às diferentes tribos que desembarcam nas folias vindos de outras regiões do país e do exterior.

Há de se ter atenção, porém, com os perigos característicos dessa época, a totalidade deles provocado pela irresponsabilidade de uma minoria que coloca a vida de outros em risco. Nunca é demais lembrar que bebida alcoólica e direção são uma mistura fatal que não deve nem sequer ser cogitada pelos foliões. Não custa nada eleger o motorista da rodada, chamar um táxi ou ainda experimentar a novidade do Uber.

Outra coisa que não combina com direção são os aplicativos de conversas instantâneas, que não devem ser usados pelo motorista. Uma desatenção momentânea é o suficiente para causar graves acidentes ceifando vidas inocentes. Também vale ressaltar a necessidade do respeito. Ainda que o clima esquente e a paquera evolua, assédio é crime e pode estragar a festa. Não custa nada evitar. Com a devida responsabilidade, o Carnaval 2017 pode ser inesquecível sem dores de cabeça desnecessárias na tradicional Quarta-feira de Cinzas.

17/03/2017 às 01:22

Direito à cultura

O Festival Internacional de Teatro, o FIT, não é mais o mesmo, e já faz algum tempo. Basta conversar por alguns minutos com atores ou rio-pretenses amantes de artes cênicas para ouvir lamentos e narrações nostálgicas de festivais que ficaram no passado. Em que pese aquela velha história de o novo prefeito desdenhar daquilo que foi deixado pelo antecessor – aliás, essa é a principal acusação contra o ex-prefeito Valdomiro Lopes quando o assunto é o FIT – a população de Rio Preto merece um megafestival, independentemente da coloração partidária de quem comanda a Prefeitura. O cidadão brasileiro e, claro, por extensão o rio-pretense é exímio pagador de impostos. Sabe que o faz a contragosto e que pouco recebe em troca do que oferta. Justamente por isso, há de se pensar no direito constitucional à cultura e que essa seja, sobretudo, diversificada.

Rio Preto merece receber companhias teatrais dos diferentes continentes, cada uma com sua proposta, visão artística e releitura do cotidiano. Baseada no real ou puramente ficcional, cada história contada no teatro agrega valor ao público que a assiste. Algumas dessas impressões podem durar para o resto da vida. Cultura de qualidade e acessível é um ingrediente fundamental para que uma sociedade evolua de maneira igualitária. É preciso questionar, provocar e exibir, atividades que o teatro faz como nenhuma outra expressão artística.

Sobram saudades daqueles anos em que a proximidade do FIT gerava expectativa em toda a população. Do casal esperando a primeira oportunidade de estar junto diante de um espetáculo aos alunos que, em excursão, visitavam as peças alternativas montadas em espaços públicos, muitas vezes nada convencionais. Espetáculo de qualidade e gratuito é o mínimo que a cidade tem que oferecer aos seus moradores para que tenha início à verdadeira construção de uma sociedade mais crítica e participativa. Governo que investe em cultura não tem medo de ser avaliado pelo cidadão, tampouco do amadurecimento da democracia. Sabe que investir em eventos como o FIT é investir no futuro da cidade. Se o dinheiro minguou, faz bem o prefeito em buscar alternativas em Brasília. Mas ainda que a verba federal não venha é fundamental investir até o limite da responsabilidade entendendo que cultura não é nem jamais será um gasto, antes disso, é um dos melhores investimentos.

16/02/2017 às 22h24

Câmara dividida

A velha e execrável prática de criar a dificuldade para “vender” a facilidade é aplicável a praticamente 100% dos parlamentos espalhados pelo Brasil, sejam eles municipais, estaduais e, principalmente, o nosso Congresso. A prática é odiosa, mas virou trivial na relação entre os poderes, sobretudo no que se refere a Legislativo e Executivo. Mesmo que não mais se iluda com a visão utópica de que Rio Preto pode ser uma ilha de ética e boas políticas diante desse cenário, o rio-pretense espera pelo menos que tanto os vereadores quanto o novo prefeito adotem uma postura verdadeiramente republicana, na qual os interesses e necessidades da cidade sejam colocados acima das vaidades e interesses pessoais.

A clara divisão atual da Câmara de Rio Preto em dois grupos preocupa os mais atentos à vida política da cidade, pois a ninguém – a não ser à eventual arrogância dos envolvidos – interessa que haja oposição cega ao governo. Tampouco espera-se que o prefeito adote postura autoritária e centralizadora diante do Legislativo. A rigor, o modelo democrático concede aos vereadores um mandato que os autoriza a representar a população diante do administrador da cidade, mas também nunca é demais relembrar que ao assumir o cargo, eles se comprometem ao mesmo tempo a fiscalizar o Executivo e legislar tão somente a favor do bem comum.

Vale ressaltar que essa fiscalização deve existir exclusivamente para garantir a legalidade do trato com a coisa pública, evitando o desperdício ou desvio do dinheiro público. Todo mal feito deve ser levado ao conhecimento da Justiça com máxima rapidez e eficiência, mas tal atribuição jamais deve servir de desculpa para perseguições políticas ou ideológicas afim de prejudicar inocentes. O destino dessa grande comunidade, composta por mais de 400 mil pessoas, está nas mãos dos 17 vereadores e do prefeito, mandatários que não podem se esquecer que cada voto em Plenário ou assinatura em projetos ou decreto gera uma reação em cadeia que impacta na vida de todos os rio-pretenses. As demandas são muitas e o momento é de crise. Não há tempo nem espaço para picuinhas políticas. Rio Preto é grande demais para pensamentos tão pequenos e mesquinhos. Que o espírito público se destaque diante dos interesses pessoais, inevitavelmente avessos ao desejo daqueles que os colocaram os homens públicos onde estão.

09/02/2017 às 23h20

Ânimos acirrados entre taxistas e motoristas da Uber

Bastou a assessoria de comunicação do aplicativo Uber, que conecta passageiros a motoristas particulares, anunciar a chegada oficial do serviço em Rio Preto, com pontapé inicial na tarde de quarta-feira, dia 1º, para simultaneamente dar início a uma nova chuva de discussões – principalmente pelas redes sociais – por conta do app ser considerado fora da lei por aqui.

Isso porque existe na cidade a lei municipal 11.802, de autoria do vereador Paulo Pauléra (PP), que proíbe o uso desse tipo de aplicativo. A norma foi aprovada pela Câmara e sancionada pelo ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) em 2 de setembro de 2015.  Segundo o primeiro artigo da lei, “fica proibido no âmbito da cidade o transporte remunerado de pessoas em veículos particulares cadastrados através de aplicativos para locais pré-estabelecidos.”

A lei que proíbe o atendimento a passageiros por meio do Uber foi sancionada em 2015, na Era Valdomiro, e prevê multa R$ 2,7 mil ao motorista que for flagrado transportando usuário do aplicativo. Por outro lado, os taxistas, que veem seu ganha-pão ameaçado, têm todo o direito de pressionar os vereadores e até o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo, para que a lei seja cumprida à risca, tendo em vista que o secretário de Trânsito, Marcos Apóstolo, já afirmou que é complicado flagrar uma corrida feita por Uber, porque os carros não são identificados e não se pode pedir uma corrida pelo aplicado para obter provas.

Há que se considerar, entretanto, que a Uber cresce justamente em cima dos pontos fracos de alguns taxistas: comparam-se valores das corridas – Gazeta fez um teste em um mesmo percurso onde o valor do Uber saiu praticamente pela metade do preço do táxi convencional –, carros mais novos – exigência primordial do app –, comportamentos e atitudes, e a má fama de poucos ganha proporção e alimenta o tenso debate. Evidentemente que o mau serviço não é observado na maioria da praça. A solução, portanto, é direcionar o debate e com muito respeito de todas as partes chegar a um fim construtivo.

02/02/2017 às 23h07

O caos na Andaló

Não é de hoje que os motoristas e pedestres amargam o caos na avenida Alberto Andaló, uma das mais movimentadas de Rio Preto. Palco para inúmeros eventos e passeatas, desde os de cunho político até de questões ligadas a movimentos sociais, passar pela tal avenida em horário de pico é teste de paciência para a maioria por conta dos longos congestionamentos. Isso sem contar as inúmeras enchentes e interdições causadas pelas obras que prometem combater esse mal. Desvia daqui. Desvia acolá.

Entretanto, a história da Andaló ganhou um capítulo à parte no final do ano passado. A implantação dos corredores de ônibus, aos moldes de grandes centros, bem no finalzinho do segundo tempo, no caso segundo mandato, do ex- prefeito Valdomiro Lopes (PSB), gerou muito transtorno e, claro, mais congestionamentos.

Vale ressaltar que foi uma corrida contra o tempo para que os corredores ficassem prontos antes da posse do prefeito Edinho Araújo (PMDB). O assunto repercutiu pela cidade. Há quem defenda que tudo não passou de uma disputa de egos entre prefeitos. Há quem bata o pé afirmando que a implantação dos corredores de ônibus já estava no cronograma da então administração, no caso a de Valdomiro, que seguiu normalmente.

Mas duvida-se muito – principalmente nas redes sociais – sobre a eficiência deste projeto de mobilidade urbana e questiona-se, sobretudo, o quanto foi torrado para colocá-lo em prática. Eis aí, outro problema crônico também amargado pelos moradores de Rio Preto. Obras bilionárias e aditivos bem altos. E essa polêmica não termina nem um pouco por aí... Pelo contrário. Bastou as fortes pancadas de chuva no início do ano para escancarar um novo problema na Andaló: o asfalto está simplesmente “esfarelando”. Cautelosa, a equipe de Edinho rebate dizendo que será necessário terminar toda a obra para os possíveis reparos. Enquanto isso, a Andaló segue bem movimentada e com o recapamento recém-entregue esfarelando. Dia após dia. 

 

19/01/2017 às 22h51

Febre preocupante

Não é de hoje que os rio-pretenses sofrem com epidemias causadas por um conhecido vilão: o Aedes aegypti. No ano passado, até o momento foram contabilizados 16,2 mil casos de dengue e duas mortes causadas pela doença, em Rio Preto. Uma registrada em março e a outra em abril. Há ainda notificações que podem ser confirmadas e aumentar essa alarmante estatística. Não é à toa que o Ministério da Saúde anunciou que o combate ao Aedes é o maior desafio de 2017 na área de saúde pública e fez um alerta sobre o aumento de casos de Chikungunya neste ano. O combate ao mosquito tem sido tema de debates com autoridades e pesquisadores e de propostas aprovadas no Senado. Entre elas, a lei que assegura aos agentes de vigilância sanitária a permissão para entrar à força em imóveis abandonados com suspeita de foco do Aedes.

Em Rio Preto, o ano de 2016 é o quarto com maior epidemia da história do município. Afinal, a cidade em 2010 registrou 24.286 casos, em 2015 foram 21.839 e em 2013 as confirmações chegaram a 18.702. Agora, além da dengue, outra doença que vem tirando o sono dos moradores é a febre amarela. Com a morte de macacos em Rio Preto, com suspeita da doença, e em cidades da região, a procura por vacinação aumentou. Afinal, a melhor forma de evitar a febre amarela é a vacinação, disponível gratuitamente nos postos de saúde da rede pública. São aplicadas uma dose e um reforço a partir dos nove meses de idade em residentes e viajantes a áreas com recomendação de vacina. De 2000 a 2015, foram aplicadas 125 milhões de doses no Brasil. Em Rio Preto, em 2015 mais de 24 mil pessoas foram vacinadas. Já no ano passado, o número saltou para 52 mil imunizações. Só nas primeiras semanas deste ano, cerca de 2.700 pessoas se vacinaram contra a doença.

Vale ressaltar que o Aedes, por sinal, em mais de uma oportunidade, foi considerado por órgãos ligados à saúde como “erradicado”. Talvez a melhor saída para o combate definitivo à febre amarela e à dengue seja a intensificação das ações de vigilância epidemiológica, acompanhada de uma vacinação em massa e de uma boa dose de campanhas preventivas. E, claro, consciência da população que, na maioria das vezes, demora para despertar!  

19/01/2017 às 22h50

Boa sorte, prefeito!

Teve início, no domingo, dia 1º, o terceiro mandato de Edinho Araújo (PMDB) como prefeito de Rio Preto. É cedo para fazer qualquer avaliação, mas já é chegada a hora certa planejar o futuro da cidade. Demandas não faltam e o próprio Edinho as conhece bem. Foi cobrado a respeito delas pelos eleitores durante a campanha e contemplou esses anseios em seu programa de governo.

Vale destacar que a Rio Preto de hoje é maior e ainda mais complexa do que aquela deixada em 2008 pelo novo prefeito nas mãos de seu antecessor. O orçamento municipal saltou de quase R$ 700 milhões anuais para R$ 1,8 bilhão por ano.

Junte-se a isso o fato de o Brasil viver uma crise econômica que afeta todos os setores, muito diferente do período de bonança vivido durante as duas primeiras gestões de Edinho no comando da cidade. Há, neste momento, uma verdadeira epidemia de buracos pelas ruas e avenidas que recebem um trânsito cada vez mais metropolitano, somada a quantidade crescente de famílias aguardando vagas em creches e o número cada dia maior de pacientes esperando meses por atendimento gratuito com especialista.

A composição do novo secretariado é digna de aplausos. O perfil predominantemente técnico, em detrimento aos interesses políticos, deixa claro a intenção de governar com assertividade e pragmatismo, características esperadas daqueles que administram a máquina pública. Os nomes dos velhos conhecidos da cidade apontam para um perfil administrativo parecido com o empregado no passado.

Espera-se também que o estreito relacionamento do prefeito com o presidente da República, Michel Temer, sirva para diminuir as dificuldades de um orçamento sem nenhuma expectativa de grandes aumentos de receitas e que questões como a duplicação da rodovia BR-153 deixem de ser eternas promessas para se tornarem realidade.

A imprensa, uma das grandes responsáveis pela permanente cosmopolização da cidade, continuará fazendo seu trabalho de informar, colocando o interesse do público sempre em primeiro lugar. Acima disso tudo, o momento é de desejar força, fé e muita boa sorte ao novo governo.

05/01/2017 às 21h09

O legado de Valdomiro

O prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes, destacou muito bem em entrevista exclusiva concedida à Gazeta e impressa nas páginas 4 e 5 desta edição, que só o tempo vai dizer com clareza qual foi o legado para o rio-pretense dos oito anos de seu governo. Entretanto, entre altos e baixos, o governo se sustentou, deixando marcas evidentes que, mesmo agora, já podem ser destacadas. O apoio incondicional da maioria absoluta na Câmara deu ao prefeito, que deixa o cargo no sábado (dia 31), total liberdade para fazer e desfazer. Muitas dessas ações, só apresentarão seus efeitos em longo prazo. As filas nas creches e na Saúde diminuíram, mas não foram totalmente extintas. O grave déficit habitacional foi combatido como nunca. Foram quase 10 mil novas moradias, mas duas favelas surgiram, algo que a cidade não via há quase duas décadas. Loteamentos irregulares tornaram-se bairros, aliviando o peso sobre os ombros de centenas de famílias.

Uma usina de asfalto foi inaugurada pelo município e o recapeamento tomou conta da maioria absoluta dos bairros. Porém, buracos e crateras continuam existindo e se acentuou nos últimos dois anos. Foi e será daqui para a posteridade mérito exclusivo deste governo a coragem de planejar, criar e dar início às intervenções para equacionar definitivamente a mobilidade urbana. Porém, esse mesmo governo vai entregar ao sucessor a maior parte das obras em fase inicial ou ainda por serem executadas.

Três epidemias de dengue e a suspeita de subnotificação de casos da doença pesaram negativamente contra a gestão que agora se encerra, mas as novas unidades de Saúde, as reformas e ampliações, assim como os novos centros de diagnósticos são bens duráveis que serão usados pela população, sobretudo se devidamente mantidos pelos próximos governos.

Entre boas e más notícias, vale destacar que Rio Preto alcançou, segundo a Firjan, o segundo lugar entre as melhores cidades para se viver no Brasil e figura, desde o ano passado, como a mais bem colocada do estado de São Paulo. É, sim, um resultado inconteste. Muito foi feito, mas há ainda muito mais por fazer. O que a população de Rio Preto espera da próxima gestão agora é que tenha maturidade e deixe de lado a vaidade para investir no bem comum, sem se preocupar com rótulos e paternidade de obras e demais realizações. O que vale, no fim das contas, é o bem-estar coletivo. Espera-se que Edinho não trate as obras e projetos em andamento com o mesmo desdém dedicado por Valdomiro ao trem caipira desde 2008 – símbolo rio-pretense máximo da falta de carinho com o dinheiro público.  

29/12/2016 às 19h02

A quem interessa a saidinha?

Rio Preto parou. Como bem resume a manchete desta edição da Gazeta de Rio Preto, uma tentativa de assalto a um carro-forte de um hipermercado da cidade com clientes feitos reféns e uma onda de informações, falsas e verdadeiras, geradas pelo acontecimento e transmitidas sem nenhum filtro fizeram a cidade parar naquela que pode ser chamada de “a tarde perdida”. Comerciantes baixaram as portas de seus estabelecimentos na área central e no shopping vizinho ao hipermercado, prejudicando o faturamento de Natal e desafiando ainda mais a esperança dos lojistas de recuperar um ano que foi muito aquém do ideal. O trânsito na região do Walmart travou. Muita gente da região que viria ontem para Rio Preto desistiu.

Os oito assaltantes que invadiram o hipermercado instalando o caos e o medo em mais de 200 pessoas que trabalhavam ou compravam na loja mobilizaram uma cidade que atônita assistiu a algo que não lhe é rotineiro. Praticamente todo o efetivo da polícia foi deslocado para o local, com direito a helicóptero. Até uma equipe de elite da Polícia chegou a decolar da Capital com destino a Rio Preto, mas desistiu após ser informada do desfecho da ocorrência. Bombeiros empunharam armas em manobra de defesa. A tranquilidade do interior está ficando em um passado cada vez mais distante.

Impossível calcular o prejuízo da ação para o estado e para a comunidade rio-pretense, sem falar no principal dano, que foi a vida de centenas de inocentes colocadas em risco gratuitamente. Policiais foram heróis, colocando a própria vida em risco diante de bandidos armados com fuzis. Dois PMs foram feridos, mas passam bem.

Como muito bem colocou o comandante da ação, enquanto esses policiais – pais de família em sua maioria absoluta – são obrigados a trabalhar durante as datas festivas e lutar pela segurança da coletividade, presos são soltos para curtir o feriado com a família. Foram 1,5 mil liberados na última quarta-feira. Algo está errado nessa lógica e já passou da hora da Justiça rever isso. A população pede isso, e já faz tempo.

22/12/2016 às 23h11

Assim seja

Com a nomeação de mais três secretários e quatro diretores na tarde de quinta-feira, dia 15, está praticamente concluído o chamado primeiro escalão do futuro governo Edinho Araújo. Com apenas três cargos vagos (a saber, Emurb, Administração e RiopretoPrev) já é possível vislumbrar claramente qual o perfil do novo secretariado.

Edinho conseguiu, pelo menos até aqui, montar uma equipe majoritariamente técnica, com pessoas que possuem experiência e formação na área em que vão atuar. Atende com isso o pedido límpido que vem das ruas, na voz dos eleitores que o colocaram lá.

O prefeito eleito fez algumas concessões, é bem verdade, a partidos que o apoiaram durante a campanha, mas conseguiu fazê-lo sem criar aberrações políticas que certamente causariam estranheza ao eleitorado e que não são novidade na história política da cidade. Ajudou o fato de ter sido eleito por uma coligação menor. Houve espaço até para o embarque de partido que navegou em barco adversário.

A louvável coerência nas escolhas provocou até elogios do vereador Marco Rillo, do mesmo PT que combateu Edinho durante o último mandato frente à Prefeitura. Os primeiros passos têm sido cuidadosos e assertivos. É isso que a sociedade rio-pretense espera. A imprensa continuará fazendo seu trabalho de informar a população para que o verdadeiro detentor do poder democrático, o povo, possa avaliar o desempenho da administração. Não seria legal que, ao passar dos meses, esse quadro técnico fosse lentamente desconfigurado por uma Câmara sanguessuga. Como muito bem colocou o vice-prefeito Eleuses Paiva durante a cerimônia desta quinta. “É um ótimo momento para Rio Preto se tornar vanguarda de moralidade e decência, sobretudo diante desta crise política na qual o eleitor olha para o Poder Público com grande desconfiança”.

Também agrada o fato de não ter sido, até agora, nomeado nenhum vereador para ocupar cargo de primeiro escalão. Afinal, o eleitor vota para que o seu candidato a parlamentar legisle e fiscaliza com atenção e isso só é possível com poderes verdadeiramente independentes.  Até aqui, bons ventos trazem o novo governo. Que assim permaneça!

 

15/12/2016 às 22h07

Decisão difícil de engolir

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), por 6 votos a 3, em manter o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), no comando do Senado, representou claramente uma afronta a democracia brasileira. E, claro, que bastou o anúncio da decisão para ‘pipocar’ comentários e os tradicionais memes - montagem de vídeo ou foto na internet que faz sucesso e se multiplica pelas redes sociais. Vale ressaltar que a Terra Sem Leis, a internet, seguia em uma linha mais branda e solidária por conta da tragédia com o time Chapecoense e profissionais da área de comunicação.

A maioria dos internautas fazia post criticando a decisão do STF. Uns apelaram para a bom humor e inúmeras piadinhas, que sem dúvida é marca registrada do povo brasileiro. Outros preferiram os palavrões e fortes argumentos para desaprovar a tal decisão, bem difícil de engolir. Afinal, Calheiros foi pra lá de topetudo. Deu passos pensados e ousado. Chegou ao cúmulo de recusar o recebimento de notificação sobre liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, para se afastar do cargo de presidente do Senado. O motivo era bem claro e simples – até mesmo aos olhos de leigos e desinformados – o presidente do Senado é simplesmente réu em processo que é acusado de crime de peculato. Em outras palavras, esse crime se configura quando agentes públicos se beneficiam da função para se apropriar de dinheiro ou bens públicos. E não é que por fim o político alagoano saiu vitorioso dessa queda de braço, com o peito bem estufado.

E por coincidência ou até mesmo ironia do destino, o senador Renan Calheiros iniciou na manhã de quinta-feira (dia 8) a sua rotina normalmente e pontualmente, às 10h30, no comando – no estilo bem livre, leve e solto – do Senado. E não foi em uma quinta-feira qualquer não. Pelo contrário, é justamente no dia que se comemora o Dia da Justiça. A brasileira um tanto quanto duvidosa. A questão, entretanto, é que exatamente nesta data o Brasil tem um senador réu, respondendo um processo no Supremo, no comando do Senado. Pode isso? Sim, pode. No Brasil praticamente pode tudo!

 

 

15/12/2016 às 22h07

A bola e a dor

O que poderia ser mais uma página da brilhante história do futebol brasileiro, com a consagração de um modesto time do interior de Santa Catarina, se transformou em comoção mundial nesta semana. Uma pane seca, causada por um primário erro de cálculo do combustível do avião que transportava a delegação da Chapecoense à cidade de Medellín, na Colômbia, causou um drama de proporções inimagináveis, sendo a maior tragédia da história do futebol e do jornalismo mundial.

A morte de praticamente toda a delegação do time catarinense, de 20 jornalistas e de tripulantes do avião causou dor, sofrimento, revolta, que com o passar das horas trouxe à tona também o espírito de união mundial, fraternidade e respeito. As emocionantes homenagens àqueles que se tornaram mártires e heróis do esporte mais popular do Brasil não vão suprir as perdas, mas pelo menos mostram que no universo onde o “ganhar ou ganhar” pauta as ações, existe sim espaço para sentimentos de alta nobreza.

A dor que pode parecer longe da nossa realidade afetou, e muito, nossa cidade, afinal, entre os 71 mortos, estão o jornalista Deva Pascovicci, figura tão presente na mídia de Rio Preto, e o jogador Sérgio Manoel, que já jogou pelo Jacaré. O momento ainda é de questionamentos, que vão desde as manobras do destino até os procedimentos adotados (ou não adotados) que provocaram a queda do avião a menos de 20 quilômetros da pista onde pousaria, em solo colombiano.

A partir disso o que passamos a ver de fato são manifestações de gente e entidades de todas as partes do mundo, como as feitas por jogadores e torcedores do Atlético Nacional, adversário no jogo que jamais será realizado. Unidos pelo verde e branco, que coincidentemente são as cores das duas equipes, colombianos “abraçaram” as vítimas diretas e indiretas da tragédia, e transformaram o estádio Atanásio Girardot em uma das mais nobres demonstrações de amor ao semelhante que a Humanidade assistiu nos últimos anos.

Nossa esperança é a de que os braços do mundo todo se estendam ao clube catarinense e aos familiares das vítimas não apenas agora, quando a dor se faz fortemente presente, mas depois também, quando a “poeira baixar” e novos fatos, de qualquer natureza, ganharem a preferência da mídia e se tornarem assunto popular. Que de todo sofrimento que se abateu sobre torcidas, famílias e países fique o legado de que o espírito de solidariedade sobreponha ao da competição. Eternamente, #ForçaChape

 

15/12/2016 às 22h06

Os dois lados da Black Friday

Em tempos de economia retraída, a Black Friday, megaliquidação realizada sempre na última sexta-feira de novembro e que é tradição nos Estados Unidos, surge como um “coelho da cartola” para driblar as baixas vendas registradas durante o ano. Em uma rápida volta pelo Calçadão de Rio Preto é possível encontrar um time de vendedores de braços cruzados, muitos estabelecimentos fechados por conta da crise financeira e outras lojas apostando bem alto em vitrines sobre a adesão à Black Friday, com superdescontos que podem chegar até 70%. Ou seja, há otimismo e há pessimismo. O que explica a Black Friday como tábua de salvação! Afinal, é para ser um dia – ou até mesmo uma semana – para os lojistas limparem todo o estoque com promoções tentadoras. E assim dar as boas-vindas as tradicionais compras de fim de ano. Seja presente para o amigo secreto ou para a garotada, que aguarda ansiosa pelos presentes do Bom Velhinho.

Entretanto, a Black Friday tem um lado negro que muitas vezes é invisível aos olhos dos consumidores. Ou seja, é preciso ficar atento para não cair em pegadinhas. A mais comum é de preços indicados que foram alvo de inflação antes de lhes ter sido aplicado o desconto. Tanto que há disponível várias ferramentas para ajudar os consumidores na hora da compra.

No ano passado, depois de uma adesão massiva das lojas e, naturalmente, dos clientes à Black Friday, a Associação Nacional de Defesa do Consumidor (Deco) recebeu várias queixas dos consumidores que alegavam uma subida dos preços dos produtos anterior à aplicação da promoção. Tanto que criou uma ferramenta em seu site para ajudar os consumidores. É preciso muita cautela e gastar novamente muita sola de sapato – no caso de lojas físicas – para encontrar promoções que realmente valem a pena. Nada de agir por impulso. E pela internet a regrinha básica é a mesma. Muita pesquisa! Até mesmo o valor do frete tem de ser levado em consideração na hora da compra online de um produto. Boas compras!

24/11/2016 às 22:31

Vem aí o time de Edinho

Em Rio Preto, o prefeito eleito Edinho Araújo (PMDB) anuncia nesta sexta-feira (dia 11) os primeiros nomes do seu secretariado. Bastou a assessoria de imprensa de Edinho enviar o tradicional convite aos veículos de comunicação, referente ao anúncio da equipe, para pipocar os nomes dos supostos secretários municipais. Como o partido de Edinho não “deu as mãos” a tantos outros partidos, será mais fácil a divisão das secretarias.

Umas pastas nem são tão almejadas por conta dos problemas. Entretanto, outras secretarias-chave são cobiçadas por muitos empresários, como exemplo, superintendência do Semae (Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto). Outras secretarias tratam de áreas que todo cidadão considera prioritárias, como a Educação, Saúde. Outras representam ainda enorme potencial articulador e de planejamento de longo prazo para o futuro da cidade, como é o caso da pasta de Planejamento Estratégico. A quantidade de buracos e crateras espalhados pelos quatro cantos da cidade já dão o tom do velho problema que cairá sob o colo do secretário municipal de Serviços Gerais. São escolhas como essas que indicarão qual o rumo que o prefeito Edinho pretende dar ao seu terceiro mandato, como prefeito de Rio Preto, porque ele já foi prefeito de Santa Fé do Sul.

O vice-prefeito Eleuses Paiva já é nome praticamente confirmado para assumir os pepinos na área da Saúde, que vê ano após ano, multiplicar os casos de dengue e ter o atendimento público nas UBS ser classificado bem longe de humanizado. Edinho tem diante de si duas opções muito claras: construir um legado para conseguir se reeleger em 2020, conquistando novamente a confiança dos rio-pretenses, que assim como a maioria dos brasileiros, que se perdeu ao vento por conta dos escândalos políticos ou distribuir cargos apenas para agradar aliados e pagar o preço disso, junto a população rio-pretense.

Mais que qualquer discurso, são as ações e nomeações do futuro ocupante do 8º andar da Prefeitura que darão a resposta. Esperamos, claro, que ele opte pela construção de um legado. Mas, para isso, não basta ao governante ter um plano para Rio Preto; é preciso que ele procure se cercar das melhores pessoas, das mais qualificadas, que também tenham uma visão de longo prazo voltada exclusivamente para o desenvolvimento da maior cidade no noroeste paulista. Por mais que compreendamos a necessidade de construir apoio, que inclusive permitirá ao Executivo contar com o Legislativo para a aprovação de projetos importantes, não podemos engolir a seco escolhas guiadas única e exclusivamente pelas conveniências político-partidárias, para acomodar demandas de caciques ou para servir como moeda de troca por apoio em sua gestão.

Critérios primordiais para as escolhas, por mais óbvios que sejam, precisam sempre ser relembrados em momentos como esses. Um é, claro, a qualificação e o outro é o da moralidade. Admitir escolhas duvidosas no secretariado, por exemplo, é demonstração inaceitável de tolerância com a imoralidade, algo de que o brasileiro e os rio-pretenses têm se mostrado cada vez mais cansados.

 

10/11/2016 às 22h34

Vereadores na mira da Polícia Federal

A atuação dos agentes da Polícia Federal diante das denúncias de irregularidades eleitorais pegou os rio-pretenses de surpresa, sobretudo os que ocupam cargos públicos. O cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa e no gabinete do presidente da Câmara de Rio Preto, Fábio Marcondes (PR), na semana passada, e em empresas supostamente ligadas ao vereador Maurin Ribeiro (PCdoB) na quinta-feira pela manhã se tornaram o grande assunto na cidade.

Em que pese o direito à ampla defesa que dever ser (e certamente será) respeitado em ambos os casos, o que mais impressiona positivamente o eleitor comum é o alento de que, enfim, faz-se algo diante das inúmeras denúncias de compra de votos que tradicionalmente se descortinam logo após as eleições. É assim há anos, mas só agora se vê investigações realmente producentes com rigor e sem nenhum tipo de “arquivamento prévio”.

A atuação da Polícia Federal diante desses casos é, antes de tudo, um fio de esperança àqueles que lamentavam até aqui pela existência de um Brasil onde vigorava um sistema oculto de castas, no qual os políticos em exercício do cargo eram seres intocáveis, em uma nação cuja lei só se aplicava aos menos favorecidos.

Independentemente do resultado, e espera-se que seja o mais justo, com a condenação de culpados e absolvição dos inocentes, já é válido ressaltar que as operações e a atuação da Justiça Eleitoral são, além de um trabalho exemplar, um recado claro e franco a todos, políticos ou não, de que ninguém está acima da lei.    

10/11/2016 às 22h32

É tempo de se conscientizar

Novembro começa na próxima semana com a incumbência de ser um mês focado na saúde do homem. Depois de vários dias ressaltando a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, agora é a vez da luta contra o câncer de próstata. O Novembro Azul, campanha realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e pelo Instituto Lado a Lado Pela Vida, tem foco na conscientização do câncer de próstata no Brasil. Tem mais incidência que o de mama, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Só em 2014 foram 68.800 novos casos de tumor na próstata contra 52.680 de tumor na mama.

De acordo com a ONG britânica Câncer Care, 1,1 milhão de homens são afetados pelo câncer de próstata e a enfermidade provoca 307 mil mortes no mundo, todos os anos. A doença não tem prevenção, no entanto, seu diagnóstico precoce tem 90% de chances de cura. O exame deve ser feito anualmente a partir dos 50 anos, e, nos casos de quem está no grupo de risco: negros e quem têm parentes de primeiro grau que tiveram a doença. Estes devem procurar a ajuda médica a partir dos 45 anos. O exame da próstata consiste no toque retal e na dosagem sérica do PSA no sangue. A realização de exames nessa faixa etária está relacionada à diminuição de cerca de 20% na mortalidade pela doença.

Infelizmente, uma parte dos diagnósticos só ocorre quando o câncer já está em estágio avançado e oferece risco para a vida do paciente. Manter hábitos saudáveis como prática regular de exercícios físicos e alimentação em que as frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais sejam consumidos preferencialmente em vez de alimentos gordurosos pode prevenir esse e outros tipos de câncer, além de doenças crônicas não transmissíveis. Assim como ocorre com o câncer de mama, a maior arma do indivíduo contra a morte prematura e eventuais sequelas deixadas pelo câncer de próstata é a informação. Por isso, campanhas de conscientização como o Outubro Rosa (sobre o câncer de mama) e o Novembro Azul (sobre o câncer de próstata) assumem uma importância vital para a sociedade, que pode e deve se mobilizar para tornar o conhecimento acessível a todas as pessoas, por todos os meios disponíveis.

28/10/2016 às 00h17

As multas e os valores

Desembolsar R$ 2.934, por uma única infração de trânsito está bem próximo de se tornar realidade no Brasil. É o que vai ocorrer com o motorista que for flagrado bêbado ao volante, a partir do próximo mês. Ou seja, o valor da multa saltou de R$ 1.915 para R$ 2.934,70. Isso sem contar que o motorista terá ainda a carteira de habilitação suspensa pelo prazo de um ano. Apesar de o valor ser bem salgado, a pergunta que fica é: quando, de fato, as pessoas vão entender que a imprudente combinação entre bebida alcoólica e direção tende a terminar em morte? Na maioria dos casos de vítimas inocentes. Mas do outro lado, não se pode negar que o brasileiro só tem uma dose de consciência quando pesa em seu bolso.

Com os novos valores, previstos pela alteração do Código de Trânsito Brasileiro, infrações gravíssimas, cujo valor de multa atual está em R$ 191,54, passarão a R$ 293,47; multas a serem pagas por infração grave passarão dos atuais R$ 127,69 para R$ 195,23. As multas cobradas por infrações consideradas médias aumentarão de R$ 85,13 para R$ 130,16. As leves serão reajustadas dos atuais R$ 53,20 para R$ 88,38.

Mas será que aumentar o valor das multas, como já se fez no passado, resolve o problema? Ameniza, sem dúvida. Mas para a maioria dos infratores, o que fica é a impunidade. O Brasil consta na lista dos países que mais matam nas estradas, ‘título’ que precisa ser rechaçado. É sempre bom contar com novas tecnologias e com o aumento da fiscalização. Mas sem investir na educação ao volante, centenas continuarão a morrer no asfalto.

 

20/10/2016 às 23h04

História que não teve um final feliz

Na edição passada da Gazeta de Rio Preto, a manchete “Em oito meses, Rio Preto registra 11 mortes por atropelamentos”, assinada pelo repórter Alex Pelicer, revelou que de janeiro a agosto deste ano 11 pessoas morreram atropeladas no município. Os dados são do portal Movimento Paulista de Segurança no Trânsito. Os números são de atropelamentos registrados pelas ruas e avenidas da cidade. Isso sem contar a quantidade de atropelamentos nas rodovias que cortam a nossa região.

Em muitos casos, as vítimas sobrevivem aos ferimentos causados pelas batidas, mas ficam com sequelas irreversíveis. A reportagem mostrou o caso da aposentada Ernestina Ferreira Seixas, de 68 anos. Segundo Aparecido Donizete Seixas, filho da vítima, no início do mês de setembro, a mãe atravessava a avenida Presidente Getúlio Vargas, corretamente na faixa de pedestres, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro São Francisco, quando foi atropelada por um motociclista. O filho disse que a mãe estava internada em coma e respirava com ajuda de aparelhos. A alimentação era através de sonda. Apesar de a situação ser crítica, a família não tinha perdido a esperança. Estava transformando um quarto em praticamente um leito de hospital para quando ela tivesse alta. Não estavam medindo esforços para trazer a aposentada de volta ao lar.

Mas a triste notícia veio no final do fechamento desta edição. A aposentada, que foi atropelada na lombofaixa, morreu. Ela ficou internada 42 dias em coma no Hospital de Base de Rio Preto. Sem dúvida, faltam palavras. E sobram questionamentos sobre o desleixo das autoridades, os excessos dos motoristas, principalmente os motociclistas... a indiferença da sociedade. É preciso investir mais e mais na educação do trânsito. Que a morte da dona Ernestina não seja apenas mais uma entre a estatística de atropelamentos. É preciso um basta!

 

 

13/10/2016 às 23h49

Todos contra o câncer

Outubro é o mês mundial da conscientização e do combate ao câncer de mama. A campanha Outubro Rosa, conduzida pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), reforça a importância da mamografia e do autoconhecimento das mamas para reduzir as taxas de mortalidade relacionadas à doença. O objetivo da ação é estimular a participação da população, de empresas e entidades na transmissão de informações de conscientização e prevenção da doença.

O nome da campanha remete à cor do laço rosa que simboliza a luta contra o câncer de mama. Basta uma volta por Rio Preto para encontrar prédios públicos e outras instituições iluminados na cor da campanha. O importante, além de chamar a atenção para a realidade atual do câncer de todos os tipos e a importância do diagnóstico precoce, é que essa “preocupação em massa” seja levada a sério por todos durante os 12 meses do ano. Não apenas em outubro. Uma das maneiras de manter viva essa ‘chama’ da luta contra o câncer é contar com exemplos de mulheres, que levam à risca a frase do jornalista e escritor brasileiro Fernando Sabino: “da queda um passo de dança, do medo uma escada”.

A história de Mirna Simão, contada pelo jornalista Luciano Moura nesta edição da Gazeta de Rio Preto, na página 11, retrata com fidelidade como mulheres podem e devem vencer a luta contra o câncer, com otimismo, garra, perseverança e, claro, muito amor. Após o diagnóstico da doença, Mirna reverteu o jogo e não mediu esforços para viver plenamente cada segundo. E ainda, por meio de uma promessa a Nossa Senhora Aparecida, realiza junto de um time de voluntários neste domingo uma festança solidária para crianças carentes em uma chácara em Ibirá. Mirna é muito mais que um exemplo... É protagonista de uma história de coragem. Uma mãezona, não só dos seus cinco filhos, mas de tantas outras pessoas que cruzam o seu caminho! 

13/10/2016 às 23h48

Voto consciente

Domingo será o dia dos 318.478 eleitores decidirem, de maneira democrática e coerente – pelo menos devia ser –, o futuro de Rio Preto, uma das principais cidades do interior do estado de São Paulo, pelos próximos quatro anos. Vale ressaltar que é um dia memorável para o exercício da cidadania. E exercer a cidadania não é simplesmente comparecer à urna, na seção e horário estipulados, e votar no candidato escolhido para exercer o cargo de prefeito e vereador. É um processo que começa antes do dia da eleição, com a busca de informações sobre os candidatos, sobre os partidos, sobre a história deles no contexto político e, principalmente, sua ligação com o município.

O que poucas pessoas fazem é realmente votar com consciência. Acham que favores, tijolos e até mesmo churrascada pode falar mais alto do que este direito do cidadão. O voto consciente é aquele que é exercido com reflexão, avaliação e após muito questionamentos. Desta forma se exerce, de fato, a democracia e a cidadania.

A República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito, no qual “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. O sentido da democracia está na possibilidade de o cidadão exercer a soberania popular, que se concretiza pela votação secreta pelo voto direto na escolha dos governantes. Daí o eleitor tem em suas mãos um importante instrumento de mudança política e social: o voto. Por isso, o voto não pode ser trocado por míseros favores ou recompensas baratas. Só por meio de votos conscientes que vamos participar corretamente do destino da nossa cidade. Pense bem, antes de apertar a tecla confirma.

 

29/09/2016 às 23:47

Saúde pública internada na UTI

Não só em Rio Preto, mas em todo o Brasil, a questão da saúde pública tira o sono de muitos eleitores. Para se ter uma ideia do tamanho desse desassossego, a saúde apareceu como a principal preocupação dos eleitores de todas as 26 capitais brasileiras, segundo pesquisas Ibope realizadas nesta semana e na semana passada. E o que não podemos negar é que um dos principais gargalos da saúde pública é, sem dúvida, a indefinição de regras que regulam os serviços oferecidos de maneira gratuita à população.

O que vemos constantemente é que a velha novela da má gestão dos recursos públicos, ou seja, essas verbas estaduais e federais, se perdem entre muitos programas e projetos. Pouco integrada, a rede é feita de iniciativas que deixam muito a desejar, com contratos malfeitos, pouco fiscalizados, e composta de equipes que se modificam de quatro em quatro anos. Ou no máximo de oito em oito anos. O assunto é debatido durante todos os embates dos prefeituráveis em Rio Preto. Muitos moradores reclamam também da qualidade do atendimento prestado nas unidades básicas de saúde de Rio Preto e proclamam a necessidade urgente de se ampliar os horários de atendimento de algumas unidades, beneficiando principalmente a população que trabalha em horário comercial.

Os médicos devem sim ser bem pagos, mas o atendimento também precisa ser mais humanizado. E a questão da má vontade não se resume apenas aos plantonistas não. Têm muito atendente e até segurança que faltaram na aulinha básica de educação. Eis um grande desafio para o próximo prefeito de Rio Preto. Até que o novo ocupante do nono andar da prefeitura não assuma e que as mudanças de fato saiam dos planos de governo – sempre bem elaborados e com propostas incríveis - quem sempre continua sofrendo é a maioria da população que não têm condições de ter um plano digno de saúde. Digno sim, porque até alguns atendimentos particulares estão deixando em muito a desejar. Um martírio sem fim. Não só em Rio Preto, mas em todo Brasil...

15/09/2016 às 22h33

Mais uma greve dos bancários

Uma greve nacional por tempo indeterminado. Essa é a realidade que o rio-pretenses e todos os brasileiros enfrentam desde terça-feira (dia 6), quando a categoria bancária decidiu cruzar os braços. Uma volta rápida em Rio Preto já mostra os cartazes sobre a mobilização fixados nos vidros e paredes dos bancos. Uma reunião nesta sexta-feira (dia 9) deve botar um ponto final na greve. Ou não. No ano passado, os bancários cruzaram os braços no mesmo período e a greve durou semanas. Embora a paralisação tenha como prioridade a luta por conquistas trabalhistas e sociais, a categoria afirma que o movimento representa também a defesa dos direitos dos consumidores bancários, tão explorados quanto os trabalhadores do sistema financeiro e, claro, merecedores de mais respeito.

Para se ter uma ideia da ‘queda de braços’, os bancários reivindicam um reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real e 9,31% para a reposição da inflação do período. Segundo a categoria, não é só isso: reivindicam, também, melhores condições de trabalho, o que necessariamente passa por contratações de mais funcionários, respeito à jornada de trabalho, fim do assédio moral e mais saúde e segurança. São condições essenciais para que os clientes das agências bancárias possam usufruir de um melhor atendimento, com menos filas e menos estresse.

O que também não podemos negar é que a má vontade e mau humor de alguns bancários incomodam muito a população. Mas os banqueiros ofereceram até agora a proposta de 6,5% de reajuste com R$ 3 mil de abono para os trabalhadores. E o pior de tudo: não apresentaram claramente nenhum avanço nas questões sociais, relacionadas às melhores condições de trabalho. Simplesmente ignoraram as necessidades de seus trabalhadores e clientes em nome de seus já altíssimos lucros.

E não há dúvida que com essa mobilização a população é sempre a mais castigada. Um exemplo dessa realidade é uma agência bancária na área central de Rio Preto que não disponibilizava, na tarde de ontem, nenhum envelope para depósitos no balcão ao lado dos caixas eletrônicos. Claro que não podemos generalizar, mas entrar em greve é um direito dos bancários. Assim como qualquer outra categoria. Agora, não fornecer meios para que a população não seja prejudicada com a paralisação é muita falta de respeito e ética.

08/09/2016 às 22h11

Chuvas e enchentes

 

Às vésperas do desfile em comemoração ao Dia da Independência do Brasil e recente retirada de Dilma Roussef (PT) da Presidência da República, essa edição traz um velho drama dos rio-pretenses: as enchentes. Seguindo a série de reportagens especiais das Eleições 2016, que na última edição abordou a saga do transporte público, a reportagem ouviu os seis prefeituráveis sobre o que farão de fato, cada qual se for eleito, quanto ao problema de enchentes. Há décadas Rio Preto amarga prejuízos com as fortes pancadas de chuvas. Ruas alagadas, carros ilhados e já tivemos até mortes por conta dessa triste realidade. Quem não está tão preocupado com a separação dos jornalistas Willian Bonner – âncora do Jornal Nacional, exibido pela Rede Globo – e Fátima Bernardes – apresentadora do programa Encontro –, da mesma emissora de televisão – se lembra de uma cratera da avenida Bady Bassitt que ‘engoliu’ em novembro do ano passado uma parte do canteiro central e até do asfalto. As duas pistas da avenida, entre as ruas Prudente de Moraes e Siqueira Campos, ficaram interditadas.

Na reportagem, trazemos depoimento de uma comerciante que reclama do atraso na entrega dessa obra milionária e estima que o movimento do seu estabelecimento caiu pelo 70% por conta das obras antienchentes. Muitos estabelecimentos não resistiram a essa rasteira e fecharam as portas. Uns se viram e não deixam a peteca cair. Outros encaram com humor a situação dramática das avenidas após temporais, por meio de memes publicados nas redes sociais. O que representa também indignação. Sim, a mesma indignação de Adriana Neves, que na época, ocupava o cargo de presidente da Acirp, e comprou a ‘briga’ dos comerciantes que cobram por um cronograma eficiente e claro sobre as obras.  O que todos sabemos é que não tem como resolver o problema das enchentes sem realizar as obras antienchentes. Mas, como já dizemos, o que falta é mais transparência e resultado. Enquanto isso, os moradores e principalmente os comerciantes amargam as chuvas de prejuízos. E o próximo prefeito terá de resolver ou pelo menos tentar resolver esse drama histórico.

01/09/2016 às 22h15

Edição histórica

“O veículo jornal deve percorrer, ou criar, novos caminhos: em vez da mão única que transporta as decisões do poder até o povo, optar pela via preferencial que leva a voz do povo até os ouvidos do poder”. As palavras são do escritor e jornalista Edmilson Sanches e traduzem com maestria a essência da Gazeta de Rio Preto.

Não é à toa que o veículo de comunicação é da tradicional família Tebar, que há quase quatro décadas faz parte da história da imprensa rio-pretense. Agora, queremos ir além com edições históricas. Ao invés de 15 mil exemplares distribuído pelos quatro cantos da cidade às sextas-feiras, trazemos, como nesta edição, uma tiragem histórica com 40 mil jornais. O que gera, além de mais empregos e investimento em empresas locais, mais oportunidade para quem busca por uma leitura dinâmica e um jornalismo comprometido com a ética e a verdade. Continuamos ainda com o nosso principal trunfo que é a participação efetiva na internet, por meio das redes sociais e do nosso portal www.gazetarp.com.br, com atualizações diárias. Atualizando e compartilhando com a população os acontecimentos na velocidade da notícia. E, claro, que uma edição histórica merecia um conteúdo a altura. Por isso, lançamos também nessa edição o nosso especial “Eleições 2016”. Toda semana vamos às ruas ouvir os principais dramas dos rio-pretenses e as soluções propostas pelos seis prefeituráveis. O primeiro assunto é transporte público, que coleciona, ao longo do tempo, inúmeras reclamações quanto à superlotação e atrasos nos trajetos. O assunto em pauta não seria melhor neste momento, afinal o prefeito Valdomiro Lopes promete assinar nesta sexta-feira (dia 26) a ordem de serviços para o início das obras de criação dos corredores de ônibus. Um dos problemas também enfrentado pelos usuários do transporte público.

 

 

25/08/2016 às 22h47

Todos contra a raiva

Embora o Brasil esteja próximo da eliminação da raiva – graças, justamente, às campanhas antirrábicas realizadas pelas secretariais municipais de saúde – não se pode descuidar da imunização dos animais para que os índices continuem positivos. O Ministério da Saúde alega que a vacinação deva ser anual e permanente, não importando o mês de início da campanha. O órgão do governo federal é responsável pela compra e distribuição da vacina para todo o Brasil. Em Rio Preto começa na próxima semana e termina em setembro. A expectativa local é de que, em um mês, sejam vacinados cerca de 50 mil animais – 45 mil cachorros e 5 mil gatos. A população também precisa fazer a sua parte e levar seu animalzinho de estimação em algum dos pelos menos 100 postos de vacinação espalhados em todo o município e distritos, divididos entre as áreas de abrangência das unidades de saúde. Os postos de vacinação, que são casas de ração, pet shops, mercearias, entre outros, vão funcionar das 14h às 19h.

A orientação é de que sejam vacinados cachorros e gatos com idades superiores a três meses, exceto animais doentes ou fêmeas que estejam na fase final de gestação. Os cachorros devem ser transportados com guias e os mais ferozes devem estar de focinheira. Gatos devem ser levados em caixas específicas ou presos adequadamente. Embora a raiva seja uma doença considerada um tanto incomum nos dias de hoje, a doença ainda é tida como uma grande preocupação por parte dos donos de pets. Tendo em vista, a quantidade de animais abandonados por ruas e avenidas de Rio Preto. Sendo assim não é possível descartar totalmente a transmissão da doença. Transmitida por meio da saliva dos animais contaminados, a raiva é passada pela mordida dos animais doentes. A vacinação é, ainda, a melhor prevenção. Tanto para os animais de estimação, quanto para a população em geral. É preciso consciência!

05/08/2016 às 00h30

Buraqueira sem fim

Basta uma volta pelos bairros de Rio Preto para constatar a tal da multiplicação dos buracos e crateras. Sim. Estão espalhados por todos os lados. É aquela velha história: uma imagem vale mais que mil palavras. É só bater o olho na nossa página 5. Que muito mais que fotos comprovando o descaso da administração municipal e má qualidade da massa asfáltica, é a revoltante história de um auxiliar de serviços gerais que teve três fraturas no pé e, o pior, quebrou a clavícula após passar em um buraco no Distrito Industrial, campeão em quantidade de buracos pelas ruas.

Agora, ele aguarda em casa, ou melhor, em outro lugar porque como morava em um apartamento e não tem como subir e descer escadas, foi obrigado a deixar o seu lar e mudar-se para uma casa que estava para alugar de sua família. Essa é apenas uma história entre tantas outras, onde vítimas, principalmente motociclistas, sofrem com os prejuízos causado por essa buraqueira sem fim.

Ou seja, o difícil ultimamente em Rio Preto não é encontrar uma rua ou avenida da cidade com buracos, mas sim uma via pública que não tenha sequer um mísero buraquinho. Há locais em que o asfalto parece estar ‘desfarelando’. Um absurdo. Muito dinheiro gasto com o serviço de tapa-buracos e pouco resultado. Isso sem contar as crateras que colocam em risco à população por conta da água parada, um verdadeiro paraíso para o mosquito Aedes, transmissor de dengue, zika e outras doenças.

Se faz necessário urgentemente um trabalho preventivo de manutenção, com material de qualidade: não se pode esperar que o asfalto de uma via perca sua vida útil para só então promover novo asfaltamento. Agir preventivamente com certeza representaria economia aos cofres públicos. A solução, portanto, é tapar os buracos com máxima urgência, realizar o recapeamento integral das ruas e avenidas e, principalmente, elaborar um plano permanente para manutenção e conservação das vias públicas, a fim de que a situação de hoje não se repita em períodos futuros.

 

28/07/2016 às 22h22

Ligações perigosas

As férias escolares chegaram e com elas vieram também as preocupações dos pais e, principalmente da Polícia Militar, com os trotes feitos por crianças e adolescentes aos serviços emergenciais. Em Rio Preto e região o número de trotes é bem alarmante. São cerca de 300 ligações de falsas ocorrências por dia. Isso somando as ligações falsas feitas ao Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), por meio do número 190, com as realizadas ao Corpo de Bombeiros, pelo 193, além dos registros telefônicos ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), pelo 192.

Quem não se lembra da faxineira de 34 anos, na época, que foi presa no centro de Rio Preto acusada de aplicar pelos menos 400 trotes à PM? A mulher dizia frases sem sentido em meio a xingamentos aos policiais, como “Você não é nada meu, e nunca vai ser, entendeu?”. Enquanto gritava e xingava os policiais, a mulher foi flagrada pelas câmeras de segurança andando a pé pela rua Prudente de Moraes (Calçadão) indo ao telefone público onde ficava por alguns segundos, desligava e voltava ao orelhão.

Ou então, outro caso em Araçatuba que envolvia uma outra faxineira que também foi acusada de pelo menos oito mil trotes à polícia? Só em uma madrugada a faxineira de Araçatuba ligou pelo menos 40 vezes ao serviço de emergência da polícia. Eram 19 ligações em 15 minutos, segundo os relatórios policiais. Os dois casos são emblemáticos e foram solucionados pela polícia.

Mas as férias provam que não são apenas adultos que perdem o seu tempo com ligações falsas aos serviços de emergências, mas crianças e adolescentes. Sendo assim, os pais ou responsáveis, porque muitos filhos passam férias na casa dos avós, devem ficar atentos a essa brincadeira de péssimo gosto.

Antigamente as pessoas que tinham este tipo de atitude ficavam impunes porque dificilmente eram identificadas, porém hoje há identificadores de chamada em praticamente todos os telefones dos serviços. E, claro, sem contar que é crime, após uma lei ser sancionada em 2012, com o objetivo de coibir essa prática. Há multas e até penas. É preciso que todos tenham consciência do quanto o serviço é prejudica por essa brincadeira. Isso sem contar que é necessário que a população se conscientize e ligue apenas em casos realmente graves, com ocorrência de crime, atitude suspeita e etc. Quantos minutos são desperdiçados e quanto é gasto com deslocamento desnecessário de viaturas e profissionais por conta desses trotes? E, claro, a maior prejudicada é a população.

 

21/07/2016 às 22h34

RÁPIDO E AVASSALADOR 

Quantos espetáculos. Quantos artistas. Quantos telespectadores. Quanta cultura fomentada nos últimos dias em Rio Preto. O ponto final da 16ª edição do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto, o FIT, será ‘colocado’ neste sábado (dia 16) com apresentação de vários espetáculos, tanto da grade principal quanto da mostra paralela, além de um workshop realizado Casa de Cultura Dinorath do Valle. Infelizmente não há nenhuma peça local na saideira, mas isso não tira em nada o brilho peculiar das pratas da casa. Usar a arte como mecanismo de reflexão. Sim. Este foi um dos papeis do FIT, que está aliado ao objetivo principal dos organizadores de levar cultura aos quatro cantos da cidade. Bastou assistir uma única peça para ver os olhos atentos do público para embarcar no universo da arte.

Críticas a parte quanto a questão de que mais da metade da programação ficou concentrada no complexo de educação e cultura da Swift, na Represa Municipal, não tiram a beleza do FIT. Poderia até ser melhor, afinal, são 16 anos de experiência. Sim, poderia. Mas se pensarmos em um aspecto mais amplo, notaremos que muitos festivais de teatros nem ousaram sequer “dar as caras neste ano”. Então, o que ninguém pode negar é que o FIT é um dos festivais de artes cênicas mais prestigiados e famosos do país. Um mix cultural de questionamentos, propostas, linguagens e, claro, banhos de interpretações. Inúmeros atores brasileiros e internacionais engajados em uma única missão cultural que encanta crianças, jovens e até adultos. Então, por mais que seja difícil temos de dar adeus ao FIT. Fica o conhecimento adquirido por meio dos espetáculos, bate-papos nas filas dos teatros e tantas outras atividades. Até mesmo nos encontros e conversas no festival de food trucks. E, claro, as histórias contadas e recontadas por cada companhia. Este tesouro não se perde, não se vai!

14/07/2016 às 21:54

O FIT CHEGOU

Rio Preto a partir deste sábado (dia 9) vai respirar FIT. A 16ª edição do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto, realizada entre os dias 9 e 16 de julho, contará com quase 69 apresentações e ações culturais, sendo 19 espetáculos selecionados que somam 45 apresentações em sua grade principal. Isso sem contar as nove outras apresentações de seis peças teatrais convidadas para a Mostra Paralela e a exibição de um documentário, 10 apresentações de músicos e bandas que acontecerão na Mostra Musical, além de quatro atividades formativas.

O espetáculo que abre a programação é a montagem do clássico de Shakespeare, “Otelo”, da Cia. Teatral Viajeinmóvil, do Chile. A abertura será no Teatro Municipal Paulo Moura. Vale ressaltar que a peça foi escolhida para homenagear a obra do poeta, ator e dramaturgo inglês William Shakeaspeare, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo, já que 2016 marca os 400 anos de sua morte.

O fato de o Sesc ter colocado um ponto final na parceria desde a edição de 2014 - na época, o FIT precisou ser adiado para a agosto sem a gorda verba da instituição – já dava o tom um tanto quanto cinzento às próximas edições. Entretanto, o que ninguém pode negar é que o FIT é um dos festivais de artes cênicas mais prestigiados e famosos do Brasil. Será um mix cultural de questionamentos, propostas, linguagens e, claro, shows e mais shows de interpretações. Inúmeras companhias e profissionais do setor abrigados nos quatro cantos da cidade. Brasileiros e gringos. Rostos diferentes em uma multidão que traz cravada no peito a seguinte pergunta: “Tem como viver sem arte?”. A resposta é simples e curta. Não. Então, cabe aos rio-pretenses e aos amantes de teatro abraçarem o FIT.

Aproveitar ao máximo o festival e ‘devorar’ os espetáculos. Sim, sede de cultura. Assistir o máximo de apresentações possíveis e participar das outras atividades propostas pela curadoria. Indicar as companhias prediletas aos amigos. E prestigiar toda forma de fomentação da cultura. Embarcar nas reflexões propostas por cada grupo teatral. Não só assistir as peças teatrais, mas degustá-las. Cena após cena. Fala após fala. Espetáculo após espetáculo.

 

07/07/2016 às 22:32

MAIS UMA MORTE POR DENGUE

Exatamente após uma semana em que Rio Preto deu início aos testes da vacina
antidengue, a Secretaria de Saúde de Rio Preto, por meio do boletim epidemiológico
divulgado no site da Prefeitura, confi rmou a segunda morte causada
pela doença neste ano. A vítima, um homem de 86 anos e que era portador de
comorbidade, morreu no dia 20 de abril, no Hospital Ielar. Segundo a pasta, a confi rmação
da morte por dengue foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz, órgão da Secretaria
de Estado da Saúde, na quinta-feira (dia 30). O que não podemos aceitar de braços
cruzados é que estes casos de dengue e também mortes se multipliquem dia após
dia. Semana após semana. Não adianta procurar culpados. Todos têm de fazer a sua
parte. Não podemos perder pessoas para um mosquito tão pequeno. Somos maiores,
mas não estamos dispensando a atenção necessária no combate e muito menos
fazendo algo de concreto para eliminar o Aedes.
A situação ainda é mais alarmante porque o boletim da Secretaria Municipal de
Saúde confi rmou, além da segunda morte, que nos últimos 15 dias, ou seja, do dia 15
de junho a 30 de junho, mais 3.329 casos de dengue em Rio Preto. Com isso, de janeiro
até o dia 30 de julho, o município totalizou 14.725 casos e duas mortes causadas
pelo Aedes aegypti. A primeira morte foi em fevereiro. A vítima, um homem de 54
anos, morreu na segunda quinzena de fevereiro e a confi rmação da causa ser dengue
foi feita em abril após exames também do Instituto Adolfo Lutz.
Isso sem contar que até o momento outros 1.128 casos seguem em investigação. As
três viroses que mais assustam Rio Preto no momento – dengue, Zika e chikungunya
– são doenças infecciosas agudas transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes.
As semelhanças não param por aí: todas elas podem provocar febre, dor e manchas
pelo corpo. A diferença é sutil e o diagnóstico precisa ser clínico e epidemiológico.
Diagnosticar a dengue com rapidez é uma das chaves para combater a doença com
maior efi cácia. O primeiro passo para isso é conhecer como a infecção se manifesta.
Se os sintomas forem reconhecidos, é fundamental procurar um médico o mais
rápido possível. Em geral, a doença tem evolução rápida. Os sintomas mais comuns
são: febre, dor nos olhos, manchas avermelhadas na pele, náuseas, vômitos, moleza,
cansaço e fortes dores de cabeça.

01/07/2016 às 03h03

SANTA VACINA

Em Rio Preto, os testes da vacina antidengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan,
começaram na quinta-feira. A Famerp é a responsável pela coordenação
dos voluntários, em parceria com a Secretaria de Saúde de Rio Preto. Vale
ressaltar que 1,5 mil rio-pretenses participam, de forma totalmente voluntária, dessa
terceira e última etapa do estudo. O que representa uma louvável contribuição, no
total de 17 mil voluntários selecionadas pelas cinco regiões brasileiras, para a tão sonhada
e primeira vacina brasileira antidengue. Os voluntários serão acompanhados
durante cinco anos.
Além de estar entre os 14 municípios selecionados pelo instituto por ter um centro
de pesquisa e instituição competente para os testes da vacina, Rio Preto é uma das
cidades brasileiras que tem enfrentado várias epidemias ao longo dos últimos anos,
com registro de inúmeros casos e mortes causadas pela dengue. Para se ter uma ideia
do problema, o município registrou no ano passado 11 mortes e quase 22 mil casos
de dengue. Neste ano, já são 9.778 casos e uma morte de janeiro até 15 de junho.
A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan tem potencial para proteger contra
os quatro vírus da dengue com uma única dose e é produzida com os vírus vivos,
mas geneticamente atenuados, ou seja, enfraquecidos. Não há dúvida do benefício
de uma vacina brasileira antidengue, desde a questão fi nanceira porque será fabricada
no país, até a possibilidade de diminuir as estatísticas de mortes causadas pelo
Aedes nos quatro cantos do Brasil.

23/06/2016 às 23h32

VIVA AS FESTAS JUNINAS

Enquanto muitos reclamam outros vendem paçoquinhas, pé-de-moleque e toneladas
de milho de pipoca. Junho e até mesmo julho são considerados um
“Natal antecipado” para as fábricas de doces de Rio Preto e região. Nesta época
do ano, em que pipocam os tradicionais festejos juninos por todas as cidades, quem
leva a melhor é quem se preparou, inclusive com contratações para reforçar o time
de profi ssionais, para conseguir dar conta do crescimento na produção de paçoca,
pé-de-moleque, amendoim, canjica e outros quitutes.
Vale tudo para abastecer as mesas fartas dessas animadas festanças. Há empreendedores
bem otimistas que estimam crescimento no volume de vendas de até 50%,
em comparação com os outros meses dos anos. Outros são mais cautelosos e fazem
projeção em torno de 20% ou um pouco mais. O que ninguém pode negar é
que mais contratações no setor alimentício fazem o comércio se movimentar como
um todo. Afi nal, são mais pessoas trabalhando, gastando e por aí. Isso sem contar
que, de acordo com a Apas (Associação Paulista de Supermercados), o efeito sazonal
causado pelas festas juninas também contribui para o bom desempenho do setor
em relação a outros produtos. Ou seja, um fl uxo maior de consumidores nas lojas
impulsiona consequentemente a comercialização de outros produtos. Este período
de festas juninas é uma boa oportunidade para lançamento de produtos, ações promocionais
e degustações nos estabelecimentos, que alavancam as vendas nesta época
do ano. A economia agradece!

17/06/2016 às 00h14

GOLPE QUE CUSTOU UMA VIDA

O assunto da semana sem dúvida foi a morte de Lázaro dos Santos, de 69 anos,
que estava no Calçadão de Rio Preto e foi atropelado por duas criminosas
durante uma perseguição. O idoso tinha acabado de levar o neto até a escola
e estava na área central da cidade em uma tarde cinzenta até então tranquila, mas que
terminou em tragédia. A pergunta que fi ca é que por mais que as bandidas sejam localizadas
e presas – ambas estão foragidas e já têm passagens pela polícia pelo mesmo
crime –, como ‘confortar’ a dor dessa família? O golpe do bilhete custou a vida de
Lázaro.
De acordo com a polícia, o golpe mais comum em Rio Preto é o do bilhete premiado.
E pior, disparadamente. Basta uma ronda no plantão policial para encontrar quase
que diariamente um boletim que narra a história de uma pessoa que caiu em golpes
aplicados por estelionatários. A maioria é sobre um bilhete premiado da loteria – sonho
de muitos brasileiros -, mas que na verdade não passa de vigarice.
O que chama a atenção é que em muitos casos são idosos que caem nas lábias dos
bandidos. Exatamente como aconteceu com a aposentada Jandira Machado Cajuela,
de 65 anos. Um retrato fi el de uma pessoa aposentada que não vê inocência em um
desconhecido. O que já tem de ascender uma luz de alerta. Não é tão fácil assim.
Quem ganha não sai trocando nada com ninguém. Prefere o anonimato por conta da
criminalidade. Ainda mais se tratando das atuais turbulências econômicas e políticas
no Brasil. É preciso muita orientação porque só assim vamos prevenir casos como
esses.
Por muito tempo Jandira fi cou com as duas estranhas. Foi jogada pela porta ainda
com o carro em movimento. Em depoimento à polícia e à imprensa disse que sentiu
medo de morrer. Por isso, netos, fi lhos, parentes e amigos devem sempre fi car atentos
a essas atitudes suspeitas. Conversar com os idosos ainda é a melhor saída. O golpe é
bem antigo, mas ainda funciona muito. Não dá para acreditar em desconhecidos que
querem te ‘presentear’ com um bilhete premiado, ainda mais quando essa ilusão custa
a vida de um ser humano.

09/06/2016 às 23h37

NAS MÃOS DE VALDOMIRO

O projeto de autoria da vereadora Alessandra Trigo (PSSB) que proíbe a circulação
de trens em Rio Preto, das 22h até às 7h, foi aprovado na Câmara, durante última
sessão dos vereadores realizada na tarde de terça-feira (dia 24). Agora cabe ao prefeito
Valdomiro Lopes sancionar a lei ou vetar o projeto.
Em sua justifi cativa, a vereadora foi clara e objetiva afi rmando que os moradores
não dormem à noite com receio de uma tragédia com trem da ALL, tenho com base o
acidente que ganhou mídia nacional com a morte de oito pessoas em 2013, no Jardim
Conceição. Até hoje famílias convivem com o fantasma daquele triste 24 de novembro,
que entrou para a história do município.
Para que a lei seja cumprida, a tucana achou necessário pesar no bolso do responsável.
Óbvio, como em várias medidas no Brasil que só caminham por causa do ‘salgado’
valor das multas.
A proposta prevê multa inicial de R$ 253 mil em caso de descumprimento e que
salta para R$ 506 mil na reincidência. Ainda, de acordo com o projeto, trens podem
ser impedidos de circular em qualquer horário na terceira vez em que a norma for
descumprida. Caso o prefeito de Rio Preto aprove o projeto, a Prefeitura terá o prazo
de 60 dias para a regulamentação da lei.
Vale ressaltar que outra tentativa de alterar as regras do uso da linha férrea não durou
muito em Rio Preto. A Câmara aprovou no ano passado uma lei que proibia uso
de buzina à noite, mas a medida foi suspensa em abril pela Justiça Federal.

24/05/2016 às 22h49

BURACOS À VISTA

Uma imagem vale mais que mil palavras. Quando o assunto é buracos em Rio
Preto, a frase se encaixa perfeitamente. As fotos dos buracos e crateras estam-
padas no especial nas páginas 4 e 5 desta edição da Gazeta de Rio Preto é uma
mínima amostra da situação alarmante no município. Contra fotos não há argumen-
tos, não pelo menos neste caso.  
O difícil ultimamente não é encontrar uma rua ou avenida da cidade com buracos,
mas sim uma via pública que não tenha sequer um mísero buraquinho. Há locais em
que o asfalto parece estar ‘desfarelando’. Um absurdo. Muito dinheiro gasto com o
serviço de tapa-buracos e pouco resultado. Isso sem contar as crateras que colocam
em risco à população, além dos prejuízos amargados pelos motoristas e os vários aci-
dentes envolvendo os motociclistas, têm muitos locais em bairros de Rio Preto que
essas crateras estão com água parada, um verdadeiro paraíso para o mosquito Aedes,
transmissor de dengue, zika e outras doenças.
Não é à toa que a Secretaria de Saúde de Rio Preto confi rmou no início desta sema-
na mais 1.191 casos de dengue em um curto período de 15 dias. Até agora, o municí-
pio registrou uma morte por causa da doença e o total de casos chegou a 8.259. Isso
sem contar que outros 4.602 casos ainda estão sendo investigados.
É necessário realizar um trabalho preventivo de manutenção, com material de qua-
lidade: não se pode esperar que o asfalto de uma via perca sua vida útil para só então
promover novo asfaltamento. Agir preventivamente com certeza representaria econo-
mia aos cofres públicos. A solução, portanto, é tapar os buracos com máxima urgên-
cia, realizar o recapeamento integral das ruas e avenidas e, principalmente, elaborar
um plano permanente para manutenção e conservação das vias públicas, a fi m de que
a situação de hoje não se repita em períodos futuros.

20/05/2016 às 00h53

MOTOS E MAIS MOTOS

A cada dia, o trânsito de Rio Preto ganha nove motos. Afi rmar categoricamente
que o trânsito rio-pretense é caótico seria “chover no molhado”. Principal-
mente se tratando de horários de picos, quando as ruas e avenidas fi cam su-
perlotadas de ônibus, pedestres, carros e, claro, muitas motos. Motoristas fecham de
um lado e motociclistas fazem um zigue-zague pelo outro.
Não há dúvida que a turbulência na economia brasileira deu um empurrãozinho
para aumentar a frota de motos em Rio Preto e no país inteiro. Outra questão que tem
de se levar em conta neste crescimento é o preço bem salgado dos combustíveis em
Rio Preto. Se de um lado, as motos são econômicas e custam logicamente um valor
mais barato que um automóvel, do outro, o perigo é maior em uma moto do que em
um veículo de quatro rodas, quando se trata de acidente de trânsito. Bastou uma ba-
tida para o motociclista já ser ‘jogado’ ao chão. Ou ainda, buracos que não estão sina-
lizados e crateras pelos quatro cantos da cidade são armadilhas para os motociclistas.
Acidentes por causa de buracos são comuns no plantão policial.
O nível de acidentes graves e fatais no Brasil é tão alto que o país ocupa as primei-
ras posições no ranking entre países com maior número de mortes no trânsito. É
inaceitável o nível de mortes e feridos nas estradas. Se faz necessário um programa
de governo, como feito na França, para adotarmos um modelo de atenção sistêmica.
Os números comprovam o perigo no trânsito. Para se der ideia, de acordo com a
Organização Mundial da Saúde (OMS) 1,3 milhão de pessoas morrem por ano em
acidentes de trânsito no mundo. Só no Brasil, de acordo com a Cruz Vermelha, são
50 mil mortes anuais e 500 mil feridos nas ruas e estradas do país, o que representa 25
mortes por 100 mil habitantes.
Também é preciso aumentar os recursos investidos em campanhas educativas e
preventivas, utilizando percentual de multas de trânsito, como já é previsto na legis-
lação.

13/05/2016 às 02h55

E OS TESTES VÃO COMEÇAR

Não há dúvida que a boa notícia da semana é o início dos testes da vacina contra
a dengue em Rio Preto. Tudo indica que a largada do minucioso trabalho
será em junho. Um dos motivos para comemoração é que Rio Preto aposta
suas fi chas nesta vacina, tendo em vista a multiplicação de casos de pessoas infectadas
pelo mosquito Aedes e uma morte causada pela doença. Os 20 profi ssionais que vão
trabalhar nos testes da vacina contra a dengue já estão em fase de treinamento. No
total, 1,2 mil voluntários rio-pretenses vão participar dos testes.
A Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto) já assinou o contrato com o Instituto
Butantan, que desenvolveu a imunização e é reconhecido internacionalmente
como centro estadual de excelência. Vale ressaltar que os voluntários serão acompanhados
pela equipe médica responsável pelo estudo durante cinco anos e por isso é
importante que residam na região do serviço de saúde da pesquisa para facilitar o
acompanhamento. Durante o período no qual o voluntário participará do estudo estão
programadas, ao menos, 10 visitas aos centros de saúde do estudo para avaliações
médicas e coleta de exames e 28 contatos telefônicos da equipe de pesquisa.
A vacina do Butantan tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue
com uma única dose e é produzida com os vírus vivos, mas geneticamente atenuados,
ou seja, enfraquecidos. O objetivo é que a vacina contra o Aedes gere forte resposta
imunológica, mas que não tenha capacidade de provocar dengue. A perspectiva é
vacinar o número total de participantes em até um ano. Essa será a terceira e a última
etapa do estudo para obter o registro da primeira vacina brasileira contra a dengue
e, assim, disponibilizá-la na rede pública para campanhas de imunização em massa.
Em Rio Preto, a Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto) está credenciada pelo
Instituto Butantan e, consequentemente, responderá pela coordenação e seleção dos
voluntários, em parceria com a Secretaria de Saúde de Rio Preto. Vão participar do
estudo pessoas que estejam saudáveis, que já tiveram ou não dengue e que se enquadrem
em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos. Os resultados da
pesquisa dependem de como será a circulação do vírus, mas o governo do Estado e o
Butantan avaliam ser possível ter a vacina disponível até 2017.

06/05/2016 às 02h36

ATÉ QUE ENFIM!

Uma das notícias mais aguardas não só pelos rio-pretenses, mas por todos
que usam diariamente a BR-153, em especial o trecho urbano que corta Rio
Preto, era o início da duplicação da rodovia, batizada de Rodovia da Morte,
por conta dos inúmeros acidentes e mortes ao longo dos anos. Bastou o ministro
de Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, assinar a tão esperada ordem de serviço
para início imediato das obras de duplicação para o assunto ganhar repercussão nos
veículos de comunicação, rodas de amigos e, claro, as redes sociais. Os internautas
mais pessimistas querem ver de fato as máquinas trabalhando nos 17 quilômetros que
passa por Rio Preto para enfi m comemorar a cosquista.
O valor da obra está estimado em R$ 186,9 milhões. Desde setembro de 2014 a ordem
de serviço da duplicação era aguardada, entretanto a novela da BR-153 se arrasta
desde 2006. Foi preciso muita gente morrer para que algo fosse feito. Entre os longos
capítulos da duplicação, o mais recente foi neste mês em que durante audiência para
debater a duplicação de trechos da rodovia no Estado de São Paulo, os 17 quilômetros
de Rio Preto fi caram de fora.
A concessionária alegou que eles ainda pertenciam ao Dnit em decorrência do contrato
assinado em setembro de 2015. Mas depois desse rebuliço todo enfi m sairá do
papel a tão sonhada duplicação da BR-153.

29/04/2016 às 05h33

PERIGO NAS ESTRADAS

Em virtude do feriado de 21 de abril, Dia de Tiradentes, a edição da Gazeta de
Rio Preto circula nesta semana a partir desta quarta-feira (dia 20) pelas ruas,
avenidas e estabelecimentos da cidade. Logo no início da semana, um grave
acidente chamou a atenção da equipe de reportagem durante a tradicional pesquisa
diária aos boletins de ocorrência, no plantão policial rio-pretense, na manhã de segunda.
Um jovem, de apenas 23 anos, morreu na rodovia BR-153, no trecho urbano
que corta Rio Preto. A triste e ao mesmo tempo revoltante informação nessa história
é que a vítima foi atropelada por um motorista bêbado – foi constatado por exames e
por isso a afi rmação – que trafegava na contramão da rodovia, apelidada de “Rodovia
da Morte”. A imprudência deste motorista causou uma tragédia e vai deixar sem
dúvida cicatrizes irreparáveis na família deste jovem. O motorista vai responder por
homicídio culposo na direção de veículo automotor.
Quantas vezes será preciso repetir que a imprudente combinação entre bebida alcoólica
e direção tende a terminar em morte. Muitas vezes de inocentes. Isso sem contar
o quanto diariamente estes acidentes na Transbrasiliana escancaram a necessidade
urgente da duplicação da rodovia. Essa história já virou novela, sem previsão do capítulo
fi nal. Ou seja, uma duplicação que sai de vez do papel. E o pior é que o feriado só
está começando e com isso aumenta ainda mais o risco nas rodovias do Noroeste Paulista.
Uma triste realidade. Por isso, é preciso cautela e responsabilidade. As polícias
aumentam o cerco para fl agrar, multar e prender motoristas bêbados e velozes, mas
onde fi ca a consciência de um ser humano, que após beber tanto, ao ponto de seguir
na contramão de uma rodovia, assume a direção de um veículo. Será que aumentar
o valor das multas, como se fez recentemente, resolve o problema? Ajuda, mas para a
maioria dos infratores, o que fi ca é a impunidade.
O Brasil consta na lista dos países que mais matam nas estradas, ‘título’ que precisa
ser rechaçado. É sempre bom contar com novas tecnologias e com o aumento da
fi scalização. Mas sem investir na educação ao volante, centenas continuarão a morrer
no asfalto.

20/04/2016 às 03h49

E AGORA, BRASIL?

O que será que povo brasileiro espera a partir deste domingo? Ou ainda, o que
acontecerá com o país a partir desta data, que muitos querendo e outros não,
entrará sem dúvida para a história da política brasileira? Muitos apostam alto
que se for aprovado o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT)
– embora sabemos que ainda é preciso uma votação no Senado para o então vice-
-presidente, Michel Temer, assumir - será a solução dos problemas dos brasileiros.
Será? Outros dizem que é golpe. Quem está certo e quem está errado? No meio desse
impasse de quem é a favor e de quem é contra seguem fi rme e forte as redes sociais.
O Facebook tornou-se palco para debates e mais debates políticos. E o clima promete
esquentar a partir desta sexta-feira quando tem início o rito de impeachment na Câmara
dos Deputados, em Brasília.
Tudo caminha para que aconteça novamente como na queda de Fernando Collor
de Mello, sacramentada pelo Congresso Nacional e sob a mais estrita legalidade constitucional
em 1992, é até hoje lembrada como uma referência da pujança que a nossa
democracia alcançou após décadas de domínio ditatorial. O fato é de nessa época
o Partido dos Trabalhadores (PT) estava à frente dos protestos pelo impeachment
de Collor, ao lado de outras legendas políticas e entidades, mostrando claramente o
quanto também o telhado de cada partido é um tanto quanto de vidro. Não dá para
acreditar na fi losofi a circense do nobre deputado conhecido popularmente como Tiririca:
“Pior que está não fi ca”. Tem como fi car pior sim! O que ninguém pode negar
é que o povo elegeu e reelegeu Dilma Rousseff . Cabe agora aos deputados ouvir este
mesmo povo e sacramentar o que é melhor para o país neste momento. Embora muitos
ainda têm de fazer a lição de casa sobre honestidade, melhor dizendo, não só eles,
mas a maioria dos brasileiros. Essa desculpa de “jeitinho brasileiro” já foi longe demais.
A corrupção não está só lá em Brasília não. Tem muita lama escondida debaixo
bem do nosso próprio nariz. É preciso ser honesto sempre, desde o pequeno gesto de
devolver um troco errado na padaria, que no fi nal do dia o caixa terá de desembolsar
a diferença, até recusar quantias milionárias em prol de um grupo seleto tido como
‘espertinhos’.

14/04/2016 às 23h12

DIA CINZENTO

Eles dão voz até mesmo a quem não fala. Ouvem por horas uma pessoa sem
se sequer ter visto seu rosto antes e por meio da fala ou da escrita eternizam
o passado, contam o presente e mudam o futuro. Em alguns momentos são
consagrados como heróis e outros tantos, crucifi cados como vilões. Eles escolheram o
jornalismo como fonte de vida. Categoria, como outra qualquer, que tem seu dia: o 7
de abril. A data foi instituída há 85 anos em homenagem a João Batista Líbero Badaró,
jornalista e médico, assassinado por inimigos políticos, em São Paulo. O movimento
popular gerado na época levou à abdicação de Dom Pedro I, no dia 7 de abril de 1831.
Um século depois, em 1931, a data foi ofi cializada. Uma homenagem após uma
morte. Muitos podem classifi car como mera coincidência, outros, ironia do destino,
mas em Rio Preto, justo no Dia do Jornalista, o que se ouviu não foi elogios à profi ssão
e sim palavras de conforto. Os abraços não foram para comemorar o pesado fardo
carregado diariamente pelos profi ssionais, mas de solidariedade e compaixão. O que
era para ser festa virou tristeza. Uma integrante da imprensa rio-pretense morreu durante
a cobertura jornalística de um acidente na BR-153. Indiferente se ocupava a fun-
ção de estagiária, Laura Karan Jacob já era jornalista desde criança. Morreu fazendo o
que mais amava, segundo seus professores e colegas de profi ssão. Mais um sonho que
foi ‘interrompido’ na Rodovia da Morte. Laura cursava o quarto ano de jornalismo e
o que mais fazia, assim como todo aspirante a jornalista, era perguntar, perguntar e
perguntar. Uma sede de conhecimento invejável. E infelizmente partiu deixando tantas
perguntas: Quantos acidentes fatais terão de acontecer na BR-153 para a novela da
duplicação chegar a um fi m? Quantas vidas serão tiradas por motoristas bêbados ou
desatenciosos? Até onde as empresas vão exigir dos motoristas prudência no volante
se eles são obrigados a dirigir excessivamente por horas e mais horas para ter um
mísero ganha pão no fi nal do mês? Por que a fi scalização deixou o local do acidente
na BR-153 antes mesmo do rescaldo fi nal do primeiro acidente (o que Laura e tantos
outros jornalistas foram cobrir)? O que ganharam aquelas pessoas que pararam em
locais proibidos e colocaram tantas outras vidas em risco para saquear litros de leites?
Do que adianta reclamar da corrupção na política, mas ter na geladeira um litro de
um líquido bem dizer roubado? Infelizmente é um conjunto de porquês que nenhum
jornalista poderá responder. Não cabe no momento julgar alguém, nem mesmo um
veículo de comunicação. Não podemos nem mesmo julgar a vítima que também poderia
ter colocado a sua vida em risco na busca da experiência e ânsia pela informa-
ção. Agora, o que sabemos e isso ninguém pode negar é a precariedade da profi ssão.
O acidente de Laura é o refl exo de uma realidade em que vive o jornalismo, massacrado
pelo sucateamento das redações, baixos salários e pressão desumana em todo
o país. Muitos jornalistas experientes foram trocados por ágeis estagiários. Por outro
lado, muitos estagiários têm de aprender na prática porque o ensino universitário –
principalmente o particular – está longe de oferecer uma bagagem de conhecimento
para se ingressar no mercado de trabalho. Que a profi ssão possa ser revista antes de
perdemos mais Joões e Lauras!

08/04/2016 às 03h37

DE BRINQUEDO A DROGA

Não foi em um passe de mágica ou do dia para noite que cresceu o número de
jovens que usam o gás de buzina na calada da noite rio-pretense e também na
região. Seja em festas raves, reuniões em condomínios de luxo e até em micaretas
as buzinas estão presentes. Infelizmente foi necessário a morte de dois jovens
para o assunto vir à tona e a Câmara de Rio Preto acelerar a votação do projeto de
lei que previa a proibição, venda, fabricação, distribuição e uso de buzina de pressão
à base de gás propanobutano, envasado em tubo de aerossol. Por unanimidade, o
projeto foi aprovado.
Apesar do aviso de risco nos rótulos, as famosas buzinas do barulho são inaladas
porque produzem euforia e alucinação semelhantes ao lança-perfume e podem causar
paradas respiratórias e cardíacas, queimaduras, danos cerebrais, custando a vida
do usuário.
A proposta foi aprovada no mérito e segue agora para a sanção ou veto do prefeito
Valdomiro Lopes. O projeto prevê multa de R$ 5 mil e até cassação de alvará de estabelecimentos
que comercializem a buzina, fi cando a fi scalização a cargo de servidores
da Secretaria Municipal da Fazenda.
O autor da proposta, o vereador Paulo Pauléra, comemorou em plenário que antes
mesmo de ser aprovada e sancionada (se for realmente) já atingiu os seus objetivos.
Muitos estabelecimentos da cidade já tiraram de suas prateleiras a tal “buzina da morte”
antes mesmo da proibição aprovada de fato. O que mostra a conscientização de
um comércio maduro, focado nas vendas, mas preocupado também com os jovens.
Cabe agora aos próprios jovens a consciência de que não se pode brincar, ou melhor
dizendo, inalar o gás da buzina. É ‘brincar’ com a morte. A tal euforia e alucinação
causada pelo uso pode custar mais outras tantas vidas.

01/04/2016 às 01h13

FISCALIZAÇÃO PESADA

A operação de trânsito do feriado de Páscoa começa na primeira hora desta
quinta-feira (dia 24) e termina à meia-noite de domingo. Tanto a Polícia Rodoviária
Federal quanto a Polícia Rodoviária Estadual vão reforçar o policiamento
e a fi scalização em pontos estratégicos. Os policiais estarão atentos, principalmente,
às infrações de embriaguez ao volante, excesso de velocidade, ultrapassagens
indevidas e trânsito pelo acostamento. Motoristas de veículos pesados também devem
fi car atentos às restrições de horários.
Embora já seja de conhecimento da maioria dos motoristas, a polícia reforça os
cuidados com a sinalização e faz um alerta para as condições do veículo e sobre o uso
obrigatório de cinto de segurança a todos os ocupantes. Os horários de picos também
devem ser evitados, principalmente na volta do feriado, no domingo (dia 27) à tarde
e à noite, das 16h às 22h. Em todo estado, serão mais de 1.200 policiais atuando de
forma de forma estratégica nas 127 bases operacionais e contarão com apoio de 458
viaturas. O efetivo de serviço conta ainda com o monitoramento por câmeras das
concessionárias de rodovias, pelo menos 300 bafômetros e 70 radares, além de outros
equipamentos.
Nas rodovias federais, até domingo a Polícia Rodoviária Federal também intensifi -
cará a fi scalização em trechos estratégicos da BR-153, inclusive o que corta Rio Preto
e é considerado um dos mais perigosos da Rodovia Transbrasiliana. O que chama
atenção é que o principal motivo para acidentes e mortes em quaisquer feriados é a
perigosa mistura entre bebida alcoólica e direção. De acordo com especialistas, ao
ingerir bebida com álcool, o motorista perde a destreza e outras habilidades necessárias
para conduzir um veículo. As tomadas de decisões ao volante também são prejudicadas
muito antes dos sinais físicos da embriaguez começarem a aparecer, pois já
nos primeiros goles, o álcool age como um estimulante e pode deixar a pessoa com
a sensação de excitação. Em pouco tempo, o álcool afeta a capacidade de julgamento
e inibições, aumentando a probabilidade de tomar decisões equivocadas. Os refl exos
são afetados e o tempo de reação também aumenta, comprometendo ainda mais as
habilidades necessárias para o ato de dirigir.
Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet),
de uma maneira geral, um copo de cerveja ou um cálice de vinho demora cerca
de seis horas para ser eliminado pelo organismo, enquanto que uma dose de bebida
destilada, como o uísque, leva mais tempo. Por isso, independentemente do volume
ou tipo de bebida ingerida, é mais prudente que o motorista só reassuma o volante 24
horas depois de beber. Assim mesmo, passado esse intervalo, se persistirem sintomas
do álcool, o melhor a fazer é não dirigir.

23/03/2016 às 23h37

E VAI ROLAR A FESTA...
O sábado vai ser de festa para Rio Preto, que completa 164 anos. As atividades
da programação de aniversário estão sendo realizadas desde o início do mês
com várias exposições artísticas, mas é no dia que o município fi ca “mais velho”
que haverá de fato o tradicional corte do bolo (confeccionado por 32 voluntários
do IEFA - Instituto Educacional Francisco de Assis) e shows no recinto de exposições,
além de outras atividades que se estendem no domingo e no restante no mês.
Não tem como negar que Rio Preto é o principal município do Noroeste Paulista
sendo núcleo econômico, cultural e social de uma farta região que contempla cerca
de 100 municípios. A cidade, ao longo dos anos, tem conquistado vários títulos que
confi rmam o seu grande potencial em vários setores como serviços e comércio. Entretanto,
muito tem de ser feito ainda, principalmente se tratando de qualidade na massa
asfalto e mobilidade urbana. O trânsito de Rio Preto hoje é um verdadeiro caos. Não
tem como chegar de um ponto a outro da cidade sem perder longos minutos. O que
chama a atenção é que o dia é de festa, mas muitos rio-pretenses estão de luto, inconformados
com as manobras na política brasileira. Longe de defender um partido ou
outro, mas a maioria dos moradores está envergonhada com os acontecimentos dos
últimos dias. É lamentável!

18/03/2016 às 01h36

NADA DE SEXO FRÁGIL

As mulheres estão cada vez mais ganhando espaço no mercado de trabalho e,

consequentemente, galgando posições na política, tendo em vista um exemplo
óbvio no Brasil, que tem uma mulher no comando do país. Elas estão
longe de simplesmente representar um sexo frágil. Pelo contrário, enfrentam dupla
e até tripla jornada para dar conta do trabalho, da família e dos afazeres domésticos.
Tarefa que não é nada fácil. O mês de março é dedicado às mulheres por causa do
Dia Internacional da Mulher, comemorado na última quarta-feira. É um mês não só
para brindarmos as suas conquistas, mas também relembrarmos momentos históricos
como o direito de votar e a aprovação da Lei Maria da Penha. Muitas mulheres
não mediram e muitas, sem dúvida, não medirão esforços para quebrar tabus, vencer
o preconceito – enraizado em uma sociedade machista – e romper barreiras.
E a conquista do espaço feminino na sociedade se repete também no empreendedorismo.
Em outras palavras, o universo feminino está cada vez mais ativo no mundo
dos negócios, empreendendo tanto quanto os homens, em áreas diversas. Seja à frente
de uma microempresa ou no comando de uma grande empresa, o espaço ocupado
por elas cresce todos os anos. Na reportagem especial na página 13, repercutimos sobre
o último levantamento do Global Entrepreneurship Monitor 2015 (GEM-2015),
estudo que faz o mapeamento do empreendedorismo em todo o mundo, que revela
que a participação das mulheres só tem crescido no mundo empreendedor. No Brasil,
segundo o estudo, elas iniciam novos negócios em proporções similares a dos

11/03/2016 às 01h40

RODOVIA DA MORTE

Não é de hoje que a rodovia Transbrasiliana, conhecida popularmente apenas
como BR-153, tem o trágico apelido de “Rodovia da Morte”. O nome faz jus
a quantidade de mortes registradas na rodovia federal e, claro, que o perímetro
urbano que corta Rio Preto não fi ca atrás dessa triste realidade. Por dia, vários
veículos trafegam pela BR-153. Não precisa ser horário de pico para o trânsito fi car
lento. É preciso muita responsabilidade e atenção no volante. Parece até simples, mas
não é. Da mesma maneira que o fl uxo de veículos é grande, a quantidade de mortes
registradas por ano também.
No trecho de Rio Preto, a última vítima foi o frentista Cassildo da Silva, de 37 anos.
Ele morreu após o carro em que estava ter sido atingido por uma carreta que atravessou
a pista para entrar em um posto de combustível. O acidente foi próximo de Onda
Verde. Não cabe julgamentos. Mas o motorista da carreta, carregada de solvente, disse
em depoimento à polícia que não viu o carro no momento da manobra. Algo que
deve ter durado poucos instantes e custou a vida de uma pessoa. O caminhoneiro foi
preso em fl agrante, mas liberado ao pagar a fi ança de R$ 1 mil. Ele responderá em
liberdade por homicídio culposo na direção de veículo automotor.
Agora a perguntar que não quer calar é: E a família de Silva? Outra morte registrada
neste ano na BR-153 foi a do servente geral José Inácio da Costa, de 54 anos.
Ele morreu ao atravessar a pista no trecho próximo ao cruzamento com a rodovia
Washington Luís (SP-310). Costa foi atingido por um veículo. O motorista chegou
a parar o carro e prestar socorro à vítima, mas o homem não resistiu aos ferimentos
e morreu no local do acidente. Vale ressaltar que o servente geral tentava atravessar
a pista para pegar o ônibus para ir trabalhar em um viveiro de mudas, na Vila Azul.
Quantos Silvas e Costas terão de morrer para que algo seja feito? Os motoristas têm
de mudar e a rodovia têm de melhorar e muito, está longe de ser uma rodovia segura.

04/03/2016 às 03h32

VENDA ILEGAL DE UNIDADES HABITACIONAIS EM RIO PRETO

Um dos sonhos dos rio-pretenses, assim como da maioria dos brasileiros, é
a casa própria. Quem não quer dar adeus ao aluguel, um dinheiro que não
tem volta? Mas enquanto muitos batalham para ter o seu lar doce lar, outros
vendem seu ‘cantinho’ de forma ilegal em pelo menos três loteamentos da cidade. Pelo
menos é o que constatou uma megaoperação realizada por fi scais do Creci (Conselho
Regional de Corretores de Imóveis), que durante três dias fi zeram uma espécie de
pente fi no no Residencial Parque Nova Esperança, Residencial Lealdade e Residencial
Amizade. Só nestes três dias foram identifi cadas 17 casas que foram vendidas do programa
Minha Casa Minha Vida. Outros 11 imóveis estão alugados – o que também
é ilegal –, além de seis invasões e 41 casas abandonadas. Isso sem contar um número
alarmante levantado pelos fi scais do Creci: 351 casas destes loteamentos estão com
suspeitas de irregularidade. Ou seja, tem muita sujeira ainda debaixo do tapete. Agora,
as informações serão encaminhadas à Caixa Econômica Federal com o objetivo de
tomar as providências cabíveis.
A operação em Rio Preto contou com o apoio da Empresa Municipal de Constru-
ções Populares (Emcop) e da Polícia Militar. O que chama a atenção é que em um
dos casos descobertos pelos fi scais, o benefi ciado alugava sua residência por R$ 500,
entretanto sua prestação mensal era de R$ 25. Vale ressalta que não é de hoje que a
negociação irregular acontece livremente entre os moradores não só dos três bairros
fi scalizados, mas de muitos outros em Rio Preto. O que talvez muitos não sabem é
que os proprietários dos imóveis com as tais irregularidades – principalmente os que
venderam os imóveis - podem perder a casa, além de responder a inquérito na Polícia
Federal. Ninguém é obrigado a viver em uma casa onde não satisfaz sua necessidade,
mas também não tem o direito de vender algo de maneiro ilegal e pior... tirar a oportunidade
de outras pessoas honesta ter seu sagrado “cantinho”.

25/02/2016 às 22h03

A GRIPE SUÍNA ESTÁ DE VOLTA

Quem não conhece alguém que esteja gripado? Janeiro e fevereiro são meses
recheados de eventos, formaturas, festas carnavalescas e, consequentemente
muitas pessoas aglomeradas em ambientes fechados. Com isso, embora
não seja inverno, e os termômetros marcam altas temperaturas no Noroeste Paulista,
a transmissão do vírus da gripe está circulando. Livre, leve e solto. O que chama à
atenção e preocupa as autoridades é que só na região de Rio Preto morreram desde o
início do ano, por consequência da gripe suína, seis pessoas. Ou seja, seis famílias que
foram destruídas por um vírus. Enquanto a maioria da população está focada na prevenção
do zika vírus e também na dengue, ambas transmitidas pelo mosquito Aedes,
a gripe suína segue matando silenciosa. Uma morte foi em Rio Preto. Duas na região
de Catanduva. Uma em General Salgado, que pertence a região de Votuporanga. E
duas mortes registradas em Mirassol. Não é questão de saber o que mais preocupa se
é o zika vírus, a dengue ou H1N1. É ter a consciência de que cada um precisa fazer a
sua parte. Principalmente se tratando de doenças que estão matando pessoas ao nosso
redor. Os mutirões contra o Aedes se multiplicam em Rio Preto. Em contrapartida, as
confi rmações de casos de dengue também. Saltaram de 131 para 761, isso apenas em
15 dias. Tem muito quintal sujo por aí. O assunto é muito sério e preocupante.
O melhor remédio é a prevenção e quando o assunto for gripe suína seguir uma
regrinha básica e simples: lavar bem as mãos com sabão, várias vezes por dia. Esse
ainda é um dos melhores meios de prevenir qualquer tipo de gripe.
Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras
gripes. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar febre alta, acima
de 38º, 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações,
irritação nos olhos, tosse, coriza e difi culdade de respirar deve procurar um
médico imediatamente. Não seja ou não deixe alguém da sua família ser a próxima
vítima da gripe suína!

18/02/2016 às 22h34

Em Alerta
Vírus conhecido pela medicina desde o fi m dos anos 40, o zika passou a ser assunto nos lares brasileiros depois que foi confi rmado que fi lhos de grávidas infectadas podem nascer com microcefalia, uma malformação irreversível. O vírus começou a circular fortemente no Brasil no ano passado e a transmissão mais conhecida é pelo mosquito Aedes aegypti, também transmissor da dengue e da febre chikungunya. Em Rio Preto, o zika vírus é assunto de todas as rodas e preocupação dos profi ssionais de saúde, ainda mais agora que a Secretaria de Saúde de Rio Preto confi rmou o segundo caso da história e o primeiro deste ano de zika vírus no muni-cípio. Além de causar microcefalia, o zika também pode desencadear a síndrome de Síndrome de Guillain-Barré, que é uma reação autoimune do organismo, geralmente relacionada a infecção por alguns vírus ou bactéria.De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas febre, olhos vermelhos, man-chas vermelhas com coceira, dores no corpo acometem apenas cerca 20% dos infec-tados, os outros não percebem que foram contaminados com o vírus. Aí é que está o perigo. É uma doença silencioza que traz um risco alto para as grávidas. O tratamento está baseado nos sintomas, com uso de medicamentos, assim como acontece com a dengue e com febre chikungunya. Normalmente, depois de no máxi-mo sete dias o paciente está totalmente recuperado. Especialistas alertam que muitas vezes quem tem os sintomas da doença pode confundir esses sinais com cansaço ou com uma virose leve. Porém, se a paciente for gestante, qualquer sinal deve ser comu-nicado ao médico.Não existe vacina contra o Zika: a única forma de evitar a doença é o controle do mosquito transmissor. Por isso, a Secretaria de Saúde de Rio Preto tem convocado fortemente a população a eliminar depósitos de água parada, a vistoriar suas as casas ao menos uma vez por semana, destruindo possíveis criadouros, e a evitar lixo, entu-lhos, garrafas e a vedar caixas d’água. Ou seja, cada um precisa fazer a sua parte e fi car em totalmente em alerta contra o mosquito Aedes.

11/02/2016 às 23h34

AVANÇOS NA ÁREA DA SAÚDE


No mesmo dia em que a imprensa pode acompanhar a visita dos pesquisadores
do Instituto Pasteur, de Dakar, no Senegal, no laboratório de virologia
da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto) para troca de
experiências sobre zika vírus, dengue e chikungunya, foi anunciado no Brasil que
será desenvolvido, também por pesquisadores, um soro contra o zika.
Não tem como não comemorar essas duas boas notícias na área da saúde, mostrando
o avanço brasileiro. Enquanto os profi ssionais senegalenses promovem intercâmbio
científi co na instituição rio-pretenses, com experiência de sobra nessas três
doenças, a parceria fi rmada entre o Instituto Vital Brazil, laboratório do governo do
Rio de Janeiro, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) prevê que soro
contra o zika fi que pronto em até três anos para o tratamento de pessoas infectadas
pelo vírus.
O diretor científi co do Vital Brazil, Cláudio Maurício de Souza, disse que a expectativa
é que o soro funcione da mesma forma que o soro antirábico. Souza disse
ainda que soro vai ser uma “ferramenta terapêutica bastante útil”, que vai ajudar na
proteção de brasileiras grávidas. Uma vez aplicado o soro em gestantes, tão logo seja
confi rmado o diagnóstico da doença, poderá evitar que o vírus entre em contato
com o feto e evitar a microcefalia, uma malformação que afeta o tamanho adequado
da cabeça do recém-nascido. O Ministério da Saúde confi rmou 230 casos de microcefalia
no Brasil causados pelo vírus Zika. Antes de chegar para uso humano, o soro
será testado em animais.
O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a
dengue. E por falar em dengue, a Secretaria de Saúde de Rio Preto realiza nesta fi nal
de semana dois arrastões contra o mosquito Aedes. Vão participar agentes de saúde,
integrantes de outras secretarias e fi éis da Igreja Universal do Reino de Deus. 

21/01/2016 às 23h09

VACINA CONTRA DENGUE

Os testes da vacina contra dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, vão
começar em fevereiro. Vale ressaltar que 1,2 mil rio-pretenses vão participar,
de forma totalmente voluntária, dessa terceira e última etapa do estudo. O
que representa uma louvável contribuição, no total de 17 mil voluntários selecionadas
pelas cinco regiões brasileiras, para a tão sonhada e primeira vacina brasileira
contra o Aedes. Todos os voluntários serão acompanhados pela equipe médica responsável
pelo estudo durante cinco anos.

Além de estar entre os 14 municípios selecionados pelo instituto por ter um centro
de pesquisa e instituição competente para os testes da vacina, Rio Preto é uma das
cidades brasileiras que tem enfrentado várias epidemias ao longo dos últimos anos,
com registro de muitos casos e mortes causadas pela dengue. Para se ter uma ideia
do problema, o município registrou no ano passado 11 mortes e quase 22 mil casos
de dengue.

A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan tem potencial para proteger contra
os quatro vírus da dengue com uma única dose e é produzida com os vírus vivos,
mas geneticamente atenuados, ou seja, enfraquecidos. O objetivo é que a imunização
contra o Aedes gere forte resposta imunológica, mas que não tenha capacidade de
provocar dengue. A Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto) foi credenciada
pelo Butantan e por isso fi cará responsável pela coordenação e seleção dos voluntá-
rios, em parceria com a Secretaria de Saúde de Rio Preto.

Não há dúvidas do benefício de uma vacina brasileira contra a dengue, desde a
questão fi nanceira porque será fabricada no país, até a grande possibilidade de diminuir
as estatísticas de mortes causadas pelo Aedes nos quatro cantos do Brsail.
Entretanto, a população deve fi car atenta, principalmente nesta época com tantas
chuvas, aos locais com possíveis criadouros do mosquito. É preciso que todos façam
sua parte. Só assim fi caremos livres de vez do Aedes

14/01/2016 às 23h14

COMBUSTÍVEL CARO EM RIO PRETO

Entre as tradicionais liquidações do começo do ano, uma notícia “roubou” a
manchete desta semana: Rio Preto está entre as cidades do Estado de São Paulo
com o combustível, tanto o etanol quanto a gasolina, mais caro. Vale ressaltar
que a famosa comparação com Jales – cidade que fi ca a 140 quilômetros de Rio
Preto -, onde a gasolina é a mais barata do Estado, vira e mexe ganha as redes sociais.
Por lá, o valor da gasolina é R$ 0,40 mais barato do que uma média do litro vendido
nos postos de combustíveis espalhados pelo quatro cantos de Rio Preto.
Levando em consideração um carro popular com tanque com capacidade para 45
litros, a economia é de R$ 18. Não tem como entender como o frete, aluguel dos espaços
onde estão instalados esses postos de combustíveis e até mesmo a concorrência
local – diga-se de passagem neste caso que é muito pequena – podem infl uenciar
no litro de um combustível. Ou ainda: chegar a essa diferença na casa dos R$ 0,40.
Será que Jales está tão mais perto das refi narias? Sabemos que não. Então, não
há outra justifi cativa que não seja a própria acomodação do mercado. É um ciclo
vicioso: os postos colocam esses valores e a população paga. Sim, paga centavo por
centavo. Afi nal, depender do transporte público hoje em dia é muito complicado.
Vale ressaltar ainda que outro ponto revelado pelo cruzamento de dados da ANP
(Agência Nacional do Petróleo) é que os municípios com os preços mais elevados,
também são os que possuem maior margem média aplicada sobre os combustíveis.
A gasolina chega até o distribuidor custando, em média, R$ 3,11 o litro e até chegar
na bomba sofre um ajuste de pelo menos 17%. Já o etanol, chega custando em média
R$ 2,19 litro e passa por um reajuste salgado de 20,5%. Ou seja, onde o valor do litro
é mais caro, também é onde se tem a maior margem média aplicada.

07/01/2016 às 23h09

UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA

No mês de dezembro, principalmente nas horas que antecedem a ceia de Natal, é comum avaliarmos a nossa caminhada durante todo o ano, seja no trabalho, em casa, no templo religioso que frequentamos e por aí vai... É um momento de colocarmos os pós e contras na ponta do lápis, sem deixar de lado o verdadeiro sentido do Natal, que é a comemoração do nascimento de Jesus. Podemos ainda ir além e dizer também que o Natal traz consigo uma pausa, um anúncio de que o ano acabou e que devemos celebrar o nascimento de um novo amanhã. O Natal é um momento de refl exão e confraternização, seja com ou sem presentes. Bonito mesmo é ver toda a família reunida compartilhando risadas e lembranças, celebrando juntos mais um ano. O Natal tem uma força tão especial – muitos a chamam de espírito natalino – que é capaz de afastar as diferenças, aproximando pessoas que há muito estavam distantes. Muitos encontros e muitas despedidas.

O ano de 2015 foi muito especial para a Gazeta de Rio Preto – não só por causa da circulação semanal da edição impressa do jornal, mas também pela chegada e, principalmente, o rápido crescimento do nosso site com atualizações a todo momento feitas pela nossa equipe de repórteres e fotógrafos. Outras novidades ‘quentinhas’ estão por vir em 2016. Só temos que agradecer pela confi ança depositada em nós. Seguimos na certeza do desenvolvimento de um jornalismo sério e que traz vivo um compromisso com a verdade e, claro, com a ética. Apostamos sem medo na credibilidade do impresso unida a força e a rapidez da internet. Ficamos felizes em contarmos histórias de personagens que mudaram os caminhos da nossa cidade, seja nas áreas empresarial, social, científi ca e cultural.

São milhares de empreendedores natos em todos os segmentos que investem e continuarão alavancando nossa economia. Heróis de “carne e osso” que não mediram esforços para ajudar ao próximo, desde gestos e ações solidárias até oportunidades de emprego, com a instalação de novos empreendimentos. Ficamos tristes em retratar tantos prejuízos causado pelas enchentes, tantos casos e mortes por dengue, mas ao mesmo tempo estamos tranquilos porque víssemos nosso papel de cobrar melhorias e respostas para quem quer que fosse. A Família Gazeta de Rio Preto deseja a todos um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

22/12/2015 às 21h53

O DIA EM QUE O WHATS PAROU

O bloqueio, que a princípio era para ser de 48 horas, do aplicativo WhatsApp durou menos que o converseiro causado sobre o assunto nas rodas de bate--papo entre amigos, no trabalho e, principalmente, nas redes sociais. Bastou confi rmar que realmente o aplicativo seria bloqueado entre a 0h de quinta-feira (dia 17) e as 23h59 de sexta-feira (dia 18) para as reclamações começarem e os ânimos ‘ferverem’ na internet. Teve até gente que ‘gostou’ da ideia em nome da convivência familiar, alegando que as pessoas passam horas no celular ao invés de uma conversa no estilo olho no olho com pessoas da mesma casa e tal. Outros preferiram dar um ‘jeitinho brasileiro’ para o aplicativo voltar a funcionar após baixar outros programas.

O bloqueio do WhatsApp foi determinado pela juíza Sandra Regina Nostre Marques, da 1ª Vara Criminal da Comarca de São Bernardo (SP). A repentina decisão foi resultado de um processo que corre em segredo de Justiça. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, a medida foi tomada porque a empresa responsável pelo WhatsApp não atendeu determinações judiciais feitas anteriormente.

O que ninguém pode negar é que o assunto pautou tanto a mídia nacional quanto a internacional e, claro, mudou a rotina de milhões de brasileiros, que são viciados no app ou até mesmo depende da ferramenta para trabalhar. Sim, é muita gente. Para se ter uma ideia, uma recente pesquisa divulgada pelo Ibope revela que o WhatsApp é usado por 93% dos internautas brasileiros. Ou seja, não há dúvidas que é o aplicativo mais utilizado no Brasil. Mark Zuckerberg, dono da ferramenta e presidente  executivo de umas das redes sociais mais conhecidas pelos brasileiros, o Facebook, publicou que a quinta-feira era um dia triste para o Brasil. Em nota, ele relatou que uma decisão da Justiça bloqueou o uso do aplicativo para mais de 100 milhões de usuários e que o grupo trabalhando para reverter essa decisão, para tentar evitar a migração de usuários para os rivais Telegram e Viber. Eis então, que o desembargador
Xavier de Souza, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou, em caráter liminar, o restabelecimento do aplicativo no país. Tudo voltou ao normal aos poucos. Mas o que fi ca sãos duas perguntas básicas: Será que as pessoas realmente precisam tanto de um WhatsApp para se comunicar? Será que a importância dada sobre o bloqueio de um aplicativo tem de ser tão estrondosa?

18/12/2015 às 01h13

CONTAS E MAIS CONTAS 

Depois de muita especulação e contas e mais contas, a Secretaria de Obras de Rio Preto conseguiu chegar numa estimativa– sim, porque continua chovendo e os prejuízos podem ser ainda maiores – do quanto será para resolver os estragos causados pelas fortes pancadas de chuvas no último mês. O valor assusta qualquer um. Será necessário, ou melhor, sairão dos cofres públicos, pelo menos R$8 milhões. Para se der uma ideia, com este montante daria para comprar cerca de 17 mil cestas básicas, levando em consideração o preço médio da cesta na cidade de São Paulo – R$ 470,00 –, segundo a última pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP.

Só para fechar o buracão histórico na avenida Bady Bassitt, uma das mais movimentadas da cidade, serão necessários cerca de R$ 850 mil. São muitos buracos e crateras que tomaram conta do município. As redes sociais, claro, retratam a realidade de um povo castigado não só pelas chuvas, mas também refém de um cronograma de obras antienchentes, que ainda continua obscuro.

A decisão do prefeito Valdomiro Lopes em decretar estado de emergência no município, nada mais é do que uma medida para tentar conseguir dinheiro dos governos Estadual e Federal. O que se torna um tanto quanto improvável porque a presidente Dilma Roussef está numa queda de braço com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, além das consequências de um possível ou não mais possível impeachment. Já Cunha, articulou com maestria a troca do relator do seu caso, que até então era o deputado Fausto Pinato, que tem base eleitoral na região de Rio Preto,mais especifi camente em Fernandópolis. Pinato disse para os quatro cantos que ficou com medo de morrer por ser o relator do caso. Ou seja, quem vai ajudar o município nesta a altura do campeonato? O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin,também está enfrentando difi culdades fi nanceiras e dissabores na sua gestão.

Vai ter de ter remanejamento então. Tanto que na sessão de quinta-feira, na Câmara,os vereadores de Rio Preto aprovaram o remanejamento de R$ 4 milhões para a pasta de Obras, porém nem mesmo Luis Carlos Calças soube afirmar onde os recursos seriam empregados. Já para a Secretaria Municipal da Fazenda foram remanejados R$ 2 milhões. Se Calças não sabe, o vereador Dourival Lemes, que é líder do Governo, fez questão de explicar que o remanejamento visa à execução de obras emergenciais, mesmo sem dizer quais delas serão executadas. É simples. Se faz necessário mais clareza. Senão os tais R$ 8 milhões vão se embora e os problemas continuam pelas ruas e avenidas da cidade. Ah, sem contar o quanto já foi gasto com as obras antienchentes.

10/12/2015 às 22h27

CHUVAS DE PREJUÍZOS - PARTE 2

A novela das enchentes em Rio Preto ganhou vários capítulos essa semana. O prefeito Valdomiro Lopes decretou, por meio do Diário Ofi cial do município, situação de emergência, em virtude das fortes chuvas registradas nos dias 24 e 28 de novembro, que provocaram alagamentos e estragos em diversos bairros. Vale ressaltar também que a pancada de chuva no dia 2 de novembro também causou transtornos aos moradores e motoristas, além de alagar várias avenidas, como de tradição a Alberto Andaló. Com esse decreto, fi ca autorizado a convocação de voluntários e campanhas de arrecadação de recursos junto à comunidade, além de fi car dispensado serviços de licitação, desde que sejam atividades de reparos aos
desastres e que tenham prazo de conclusão de no máximo 180 dias. Um dos trechos do município mais prejudicados com as fortes pancadas de chuvas foi na Bady Bassitt,
uma das principais da cidade, onde uma cratera engoliu postes, árvores, parte do asfalto e do canteiro central, entre as ruas Prudente de Moraes e Siqueira Campos.

Funcionário da empresa Constroeste, que é responsável pela execução das intervenções do projeto antienchente, trabalham para fechar a cratera, o que vai custar nada
menos do que R$ 850 mil aos cofres públicos. Valor, claro, que não está incluso nos R$ 140 milhões, que é o custo da obra dos canais antienchetes. Se de um lado é
muita água, do outro é muito dinheiro para solucionar o problema das enchentes. O que de fato precisa ser solucionado o quanto antes. Outro capítulo importante da
novela antienchente foi a aprovação unânime na Câmara de Rio Preto de projeto de lei complementar que isenta a cobrança de IPTU dos imóveis prejudicados pelas
chuvas. Agora, segue para veto ou sanção de Valdomiro. O que vai dar pano para muita manga. 

Por falar em vereadores, no mesmo dia em que é publicado o decreto no Diário Oficial, a vereadora Alessandra Trigo (PSDB) praticamente “enterrou” a remota possibilidade da instalação da CPI das Obras Antienchentes. Alessandra usou sua página no Facebook para informar que vai “aguardar as averiguações do Ministério Público e conclusão das obras”.
Mas vale ressaltar também que mesmo que houvesse a assinatura de Alessandra, a comissão não seria instalada de imediato porque há outras duas comissões em trâmite na Câmara de Rio Preto. No próprio post da vereadora na internet há internautas implorando para ela assinar a instalação da CPI. Enfi m, ela não deve assinar mesmo.

E não foi por falta de pedidos e cobranças em público de outros vereadores. De uma coisa é fato e a presidente da Acirp (Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto), Adriana Neves, tem razão. Não dá para fi car esperando pela boa vontade de São Pedro e muito menos a mercê de um planejamento, nem um pouco transparente.

03/12/2015 às 23h13

CHUVAS DE PREJUÍZOS

Rio Preto teve de amargar essa semana mais um dia de caos e prejuízos causados por uma forte tempestade – que durou aproximadamente 40 minutos e registrou ventos de 38 quilômetros por hora – na tarde de terça-feira (dia 24). Uma cratera ‘engoliu’ uma parte do canteiro central e do asfalto da avenida Bady Bassitt, uma das mais movimentadas da cidade. As duas pistas da avenida continuam interditadas por tempo indeterminado, entre as ruas Prudente de Moraes e Siqueira Campos.

Outro buraco foi aberto no Jardim São Marcos. Isso sem contar que casas foram interditadas pela Defesa Civil, muros caíram e estabelecimentos comerciais ficaram completamente alagados. Uma chuva de prejuízos, que não tem fi m. Afi nal, no dia 2 deste mês, também ouve vários pontos de alagamentos em Rio Preto e, consequentemente, outros prejuízos causados por uma forte tempestade no feriado do Dia de Finados. O que chama a atenção no caos de terça-feira passada é que, além da avenida Alberto Andaló, que fi cou alagada nos dois dias, outros locais, que até então não haviam relatos de alagamentos, fi carão reféns das águas. Por exemplo, a avenida Philadelpho Gouveia Netto que ficou alagada. O que coloca em xeque a eficácia da obra dos canais antienchentes, que terá custo de R$ 140 milhões aos cofres públicos.

A cratera na Bady Bassitt dividiu não só uma avenida, mas também lideranças da cidade. De um lado, o prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes, afi rmando que se não fosse as obras antienchentes a situação seria pior, do outro, a presidente da Acirp (Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto), Adriana Neves, que encaminhou à Prefeitura e à Câmara, ofício pedindo isenção de IPTU para os imóveis afetadas pela forte chuva. O que resultou até em troca elegante de farpas entre os dois
em entrevista à rádio CBN Grandes Lagos. Claro que no meio de Adriana e Valdomiro há uma população inteira que tem de dar a volta por cima, sem ao mesmo saber a quantas andas as tais obras antienchentes.

Uns se viram e não deixam a peteca cair. Outros encaram com humor a situação dramática das avenidas após o temporal, por meio de memes publicados nas redes sociais. O que representa também indignação. Sim, a mesma indignação da presidente da Acirp que cobra por um cronograma efi ciente e claro sobre as obras. O que também representa a mesma indignação de Valdomiro, que querendo ou não encarou o grande problema histórico. Afi nal, terá como resolver o problema das enchentes sem realizar as obras antienchentes? Não. Mas o que falta é mais transparência e resultado. Enquanto isso, os moradores e principalmente os comerciantes amargam as chuvas de prejuízos.

27/11/2015 às 00h47

MAIS RADARES E MAIS CONSCIENTIZAÇÃO

Os motoristas que passarem pela rodovia Euclides da Cunha (SP-320) – próximo a Tanabi (quilômetro 479) – e na rodovia Cassio Primiano (SP-304) –próximo a José Bonifácio quilômetro 480) – terão de fi car atentos ao limite de velocidade porque a partir desta sexta-feira (dia 20) entram em funcionamento os radares instalados nestes dois trechos. O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) bate o pé e afi rma que as duas rodovias se encontram devidamente sinalizadas, com placas indicando o limite de velocidade e a fiscalização eletrônica no trecho.

O que de fato foi constatado pela nossa equipe de reportagem. Na rodovia Euclides da Cunha a máxima para veículos leves é de 110 km/h e para caminhões 90 km/h. Já na rodovia Cassio Primiano a velocidade máxima permitida será de 80 km/h. Mas é extremamente necessário acrescentar um aditivo nesse assunto: a conscientização dos motoristas. Enquanto houver pessoas que insistem em “burlar” e desrespeitar a lei, o efeito punitivo dos radares não trará nenhum resultado satisfatório. Afinal,o motorista que trafega além da velocidade permitida hoje, pode ser o mesmo que provocará ou até mesmo já provocou um acidente. Este pode ser o responsável por interromper sonhos, vidas e destruir famílias.

Por isso, o anseio de um trânsito seguro só será suprido à medida que cada motorista decidir encarar a sua responsabilidade de conduzir um veículo de maneira consciente. Se cada um se preocupar com o próximo, números de acidentes tendem a diminuir. Mas do jeito que está o risco de morte continuará grande nas rodovias, principalmente em feriados prolongados e de fi nal de ano. É lamentável, ainda, saber que há quem ínsita em aliar direção à bebida alcoólica arriscando a integridade física de quem trafega pela rodovia. Todos nós sabemos que
essa combinação é responsável pela maioria dos acidentes. Parece simples, piegas, fácil de entender, mas muita gente ainda desrespeita a regra básica: se beber, não dirija. Por falta de amor próprio e ao próximo, muitos motoristas “esnobam” as consequências da legislação e, tampouco, se atentam para a instalação de mais radares.

Por esses motivos, reafi rmamos que nossas rodovias necessitam é de motoristas conscientes, que tenham bom senso na condução de veículos, não apenas por temer multas ou punições, mas zelo de sua vida e de outras pessoas. Não só nas rodovias, mas no trânsito como um todo.

 

18/11/2015 às 23h45

A NOVELA DO FERIADO

O feriado do Dia Municipal da Consciência Negra – criado por meio de lei da vereadora Alessandra Trigo (PSDB), que é comemorado no dia 20 de novembro,mesma data do Dia Nacional da Consciência Negra –, virou novela,com direito a extensos capítulos e até reviravoltas.No começo ninguém sabia se seria feriado ou não, até a Procuradoria-Geral do município divulgar no site do Executivo, no espaço destinado aos feriados municipais,que realmente seria feriado. Entretanto, com base em decisão do desembargador do Tribunal de Justiça (TJ), Venício Salles, as empresas ligadas ao Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) abrirão suas portas normalmente. Com isso, dentro da novela há um outro impasse: pagamento de horas extras ou não para funcionáriosque forem trabalhar na data.

O Sindicato dos Funcionários do Comércio entende que o pagamento deve ser dobrado, porque é feriado na cidade. Já o Sindicato do Comércio Varejista alega que é dia “normal”, conforme decisão da Justiça. A Prefeitura de Rio Preto bate o pé e alega que é feriado por conta de lei, de autoria do presidente do Legislativo, Fábio Marcondes (PR). No meio dessa confusão teve até protesto na Câmara de Rio Preto. Grupo de 50 pessoas pedia, por meio de faixas e cartazes, o pagamento de horas extras no feriadão. Pelo menos 14 mil pessoas vão
trabalhar no comércio no dia 20 de novembro.

Só que aí a Acirp (Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto) resolveu entrar na história, ou melhor na Justiça, para que indústrias e setor de serviços possam funcionar normalmente também no dia 20 de novembro. E a juíza da 2ª Vara da Fazenda de Rio Preto, Tatiana Pereira Viana Santos, concedeu liminar para a associação ampliando a permissão de abertura de comércio no feriado do Dia Municipal da Consciência Negra. A Prefeitura de Rio Preto chegou a apresentar à Justiça contestação da ação em que pediu a extinção do processo, o que acabou negado. Mas afinal o que é celebrado no dia 20 de novembro mesmo?

12/11/2015 às 22h18

O terreno escorregadio do debate racial no país

A atriz Taís Araújo foi recentemente alvo de comentários racistas nas redes sociais. O crime de injúria racial tem pena máxima de três anos, também com acréscimo de um terço em casos específi cos. Não é de hoje que negros famosos e anônimos são vítimas diariamente de um preconceito que está totalmente arraizado na história da humanidade. A jornalista Maria Júlia Coutinho, a “menina do tempo” do Jornal Nacional, exibido pela Rede Globo, também recebeu neste ano comentários racistas em um post feito na página do noticiário – um dos mais tradicionais da televisão brasileira – no Facebook. O caso trouxe à tona a falta da discussão sobre o assunto, mas depois caiu no esquecimento. Assim como, infelizmente,
acontecerá com o caso de Taís.

Os dois exemplos servem para ilustrar o terreno escorregadio que ronda o debate racial no Brasil. Falar disso é complicado, difícil. Mas se faz necessário. Acreditamos na democracia racial da mesma maneira que acreditamos que o Brasil é o país do futuro. Mas basta um “check-list” à nossa volta para mostrar que ainda há muitos negros fazendo os trabalhos mais humildes, morando mais longe e sem contar que são em menor número nas salas de aula.

A realidade, nua e crua diante dos nossos olhos, já foi bem pior. Mas ainda é preciso debates e mais debates sobre o assunto. Condenações e mais condenações referentes
a crimes de injúria racial. E o pensamento é tão simples: somos todos iguais. Pode até parecer piegas e um tanto quanto clichê, mas realmente somos iguais. Indiferente
da cor da nossa pele, da nossa religião ou até mesmo da nossa classe social.

Chega dessa história que “não foi bem assim” ou que “não quis dizer isso”. O racismo não é assunto para ser tratado de forma amadora. Pelo contrário, tem de ser levado a sério por todos. Educação desde cedo. Respeito desde cedo. Não é mais aceitável testemunhar tantas ofensas contra os negros. Nos estádios do país então os exemplos brotam em cada confronto. Juízes e jogadores negros são hostilizados sem dó. O jogador Tinga, o volante Arouca e o árbitro Márcio Chagas da Silva fazem parte dessa absurda estatística. O momento é de ir à forra. O Brasil se vê diante da necessidade de enfrentar discussões raciais. A hora é agora!

05/11/2015 às 23h09

BEM-VINDO,NOVEMBRO AZUL

O que era cor de rosa agora fi cou azul. A campanha Outubro Rosa, que trouxe à tona a discussão sobre o câncer de mama e a importância do exame de mamografi a, chega ao fim neste sábado (dia 31) e dá lugar a outra campanha nos mesmos moldes, só que desde vez tendo o sexo masculino como alvo da conscientização: Novembro Azul. Agora pense o que o cantor Martinho da Vila e o ator Roberto De Niro – uma das estrelas do recente fi lme lançado no Brasil “Um Senhor Estagiário” – têm em comum com essa luta contra o câncer de próstata? Ambos com mais de 70 anos, já tiveram a doença. Enfrentaram com garra o tratamento, venceram sem medir esforços o preconceito e sobreviveram.

Duas histórias semelhantes e com fi nais felizes, graças ao diagnóstico precoce. O brasileiro foi diagnosticado com câncer de próstata em 2001, ao fazer um exame de toque. Diga-se de passagem, a quantidade de homens que se recusam, muitas vezes por pura ignorância, a fazer este tipo de exame, como se sua masculinidade fosse colocada em xeque por alguns minutos. Martinho da Vila passou por delicada cirurgia para a retirada da glândula e tratamento. O caso do premiado ator, diagnosticado em 2003, seguiu o mesmo enredo da história do cantor brasileiro. Duas personalidades que exemplifi cam o quanto é importante fazer periodicamente o exame para que a doença seja diagnosticada ainda no começo.

Histórias reais que infelizmente estão longe de retratar a realidade como um todo. Infelizmente muitos homens são diagnosticados todos os dias com câncer já em estágio
avançando, o que oferece, consequentemente, risco para a sua vida. O câncer de próstata é o mais frequente entre o sexo masculino. De acordo com dados divulgados
pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), um em cada seis homens é portador da doença.

Estima-se que 70 mil novos casos sejam diagnosticados neste ano. Esse tipo de câncer é um dos mais fáceis de diagnosticar e também um dos que oferecem maior
possibilidade de cura, quando detectados a tempo. Mas o preconceito, mesmo que ainda velado, reina sobre o assunto. Por isso, assim como na luta contra o câncer
de mama, a maior arma dos homens contra o câncer de próstata é a informação.

Campanhas que são focadas nestes assuntos assumem uma importância vital para a sociedade. Por isso, divulgue, faça o exame e, acima de tudo, fale abertamente sobre
o assunto. Seja em casa, no trabalho, nas rodas de bate-papos com os amigos e até nas redes sociais.

Em Rio Preto, o Ultra-X oferece tecnologia de ponta para realização de exames. Até porque o avanço da tecnologia nos exames para o diagnóstico precoce da doença,
como ultrassom e coleta de sangue e, principalmente, a consulta com o urologista, aumentam as chances de cura do paciente. O médico radiologista do Ultra-X,
Antônio Flávio Lania, especialista em ultrassonografi a de próstata, é categórico em afirmar que “assim como o câncer de mama, o de próstata também pode ser curado.
Se diagnosticado no início da doença, temos melhor prognóstico”. Ou seja, unidos somos mais fortes contra o câncer, seja de qualquer tipo!

29/10/2015 às 23h22

UMA LUTA O ANO TODO

Outubro é o mês mundial para conscientização e combate ao câncer de mama,segundo tipo mais frequente entre as mulheres e responsável por 22% dos novos casos a cada ano. A campanha Outubro Rosa, conduzida pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), reforça a importância da mamografi a e do autoconhecimento das mamas para reduzir as taxas de mortalidade relacionadas à doença.

O nome da campanha remete à cor do laço rosa que simboliza a luta contra o câncer de mama. Basta uma volta por Rio Preto para encontrar prédios públicos – Prefeitura,Câmara de Rio Preto – e outras instituições iluminados na cor da campanha. O importante, além de chamar a atenção para a realidade atual do câncer de todos os tipos e a importância do diagnóstico precoce, é que essa ‘preocupação em massa” seja levada a sério por todos durante os 12 meses do ano. Não apenas em outubro.

Uma das maneiras de manter viva essa ‘chama’ da luta contra o câncer é contar (consequentemente, aprender) com exemplos de mulheres, que superam essa realidade.
Elas fi zeram, como dizia o jornalista e escritor brasileiro Fernando Sabino, “da queda um passo de dança, do medo uma escada”. Enquanto a maioria das mulheres prefere se “esconder” depois de iniciar um tratamento contra o câncer por causa da queda de cabelo, uma mulher da região de Rio Preto, mais especifi camente moradora de Votuporanga Vera Lúcia de Andrade Chiavelli, de 47 anos, enxergou além do problema quando recebeu a notícia. Ela viu a chance de registrar sua beleza durante o tratamento: resolveu se deixar fotografar
pelas lentes do talentoso fotógrafo Paulo Panda e fazer um book. O resultado não poderia ser outro, fotos incríveis que expressam a luta de uma mulher guerreira, que
não mediu esforços para superar todos os espinhos do tratamento.

No ensaio fotográfi co, nada de perucas. Pelo contrário, muita espontaneidade, maquiagem, roupas e lenços de várias cores alegres e um mix de sandálias de salto alto.
Segundo ela, os cabelos caem, crescem e são apenas fi os de cabelos. A vida é muito mais do que isso”. Até quando precisou raspar o cabelo não houve tristeza. Ao invés
de lágrimas diante do espelho e pessoas estranhas e comovidas em um salão de beleza, Chiavelli reuniu as amigas para um animado chá de lenços para proteger a futura
careca. Vera Lúcia é um exemplo na luta contra o câncer.

22/10/2015 às 23h58

SOM ALTO

Os vereadores de Rio Preto aprovaram nesta semana o projeto de lei que proíbe  som alto de carros nos postos de combustíveis espalhados pelos quatro cantos da cidade. A aprovação do Legislativo trouxe à tona importantes discussões sobre a poluição sonora, desrespeito à lei do silêncio e, claro, o direito de todo cidadão ao sossego e ao descanso. Assunto virou pauta para a maioria dos veículos de comunicação e roda de amigos. É natural que um projeto de lei com tanto alcance e repercussão social provoque manifestações de contrariedade.
O que não podemos esquecer é que a proposta segue ainda para sanção ou veto do prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB). E não é que o projeto de lei recebeu apoio tanto de parlamentares da oposição, como da base governista de Valdomiro Lopes, durante a sessão na Câmara.

O importante é que o debate sobre o assunto se propague e estimule discussões também sobre os efeitos desse projeto, caso seja sancionado por Valdomiro. O som alto, que alguns tentam compartilhar com quem estiver por perto abastecendo o seu veículo ou simples tomando um café nas lojas de conveniência, é um dos pensamentos que deve nortear essa discussão. Será que deve ser aceitável que grupos de pessoas reunidas para se divertir perturbem as atividades e o sossego dos outros? O que ninguém pode negar é que os limites para o barulho – no caso som alto nos postos - estabelecem um mínimo de ordem em cidades do interior ainda conturbadas pela ausência de leis ou pela falta de fi scalização. Sim, fi scalização. De nada adianta estabelecer uma multa, se não tiver uma fi scalização. Até porque, como sempre no Brasil, se faz necessário mexer com o bolso do cidadão para que algo funcione.

Ou seja, aí a história toma outro rumo. De acordo com a proposta do vereador Jean Charles (PMDB), o descumprimento da lei prevê o pagamento de multa no valor de R$ 2,2 mil, que equivale a 50 Unidades Fiscais do Município (UFM). Ou seja, a multa é bem salgada mesmo. Mas vai ter gente para fi scalizar? Tendo em vista, que quando há carros com som alto nos postos, logo chega a PM para acabar com a ‘festa’ da moçada. Outro aspecto que deve ser analisado é que o crescente barulho das ruas e avenidas, produzido pela execução de música em veículos, casas, propagandas e também por ruídos típicos no trânsito, é um fenômeno sociológico que atinge igualmente cidades de todos os portes. Abordá-lo com consciência coletiva é um grande desafio aos que querem contribuir para a melhoria de vida nos municípios.

16/10/2015 às 05h31

DE BRAÇOS CRUZADOS
Uma greve nacional por tempo indeterminado. Essa é a realidade que o rio--pretenses e todos os brasileiros enfrentam desde terça-feira (dia 6), quando a categoria bancária decidiu cruzar os braços. No ano passado, a greve dos bancários durou uma semana, mas houve anos em que a paralisação ultrapassou 20 dias. Embora a greve tenha como prioridade a luta por conquistas trabalhistas e sociais, a categoria afi rma que o movimento representa também a defesa dos direitos dos consumidores bancários, tão explorados quanto os trabalhadores do sistema fi -nanceiro e, claro, merecedores de mais respeito.

Para se ter uma ideia da ‘queda de braços’, os bancários reivindicam um reajuste salarial de 16%, sendo 5,7% de aumento real e 9,88% para a reposição da infl ação do período. Segundo a categoria, não é só isso: reivindicam, também, melhores condi-ções de trabalho, o que necessariamente passa por contratações de mais funcioná-rios, respeito à jornada de trabalho, fi m do assédio moral e mais saúde e segurança. São condições essenciais para que os clientes das agências bancárias possam usufruir de um melhor atendimento, com menos fi las e menos estresse. Há dias que é preciso perder horas na fi la do banco.

A má vontade de alguns funcionários é algo também que incomoda muito a população.Mas os banqueiros ofereceram até o momento foi um reajuste salarial de 5,5%, o que não preenche a infl ação. E o pior de tudo: não apresentaram claramente nenhum avanço nas questões sociais, relacionadas às melhores condições de trabalho. Sim-plesmente ignoraram as necessidades de seus trabalhadores e clientes em nome de seus já altíssimos lucros. A próxima assembleia será realizada na terça-feira (dia 13), na Quadra dos Ban-cários, quando a categoria irá decidir sobre os rumos da greve. Em nota à imprensa, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) afi rma ter uma prática de negociação pautada pelo diálogo com as lideranças sindicais e reiterou ainda que continua aber-ta a negociações.

E, claro, como em todas as paralisações, que vão desde os médicos aos bancários, a população é a mais castigada. Um exemplo dessa realidade é a foto de uma agência bancária de Votuporanga que não disponibilizava, no momento do registro, nenhum envelope para depósitos no balcão ao lado dos caixas eletrônicos. A foto, óbvio, ga-nhou as redes sociais. Claro que não podemos generalizar, mas entrar em greve é um direito dos bancários. Assim como qualquer outra categoria. Agora, não fornecer meios para que a população não seja prejudicada com a paralisação é muita falta de respeito e ética.

09/10/2015 às 04h51

LUZ NO FIM  DO TÚNEL

boa notícia de que Rio Preto participa, a partir deste mês, de estudo inédito sobre dengue, que vai oferecer subsídios para a avaliação de uma vacina, não poderia chegar em melhor hora. Nesta semana, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do site da Prefeitura, divulgou o boletim epidemiológico, com a atualização dos casos registrados neste ano no município.
De janeiro até o fi nal de setembro, 21.288 pessoas foram infectadas pelo mosquito Aedes aegypti. Outro número triste e ao mesmo tempo alarmante é sobre a quantidade de mortes por causa da doença nesses nove meses: 11 mortes. Outros 384 casos ainda estão em fase de investigação.

De acordo com a avaliação quinzenal, o número de infectados nesse ano é menor apenas que 2010, quando 24 mil pessoas tiveram dengue e 12 pessoas morreram. Dengue é um assunto muito delicado. A doença mata. E por mais que as secretarias de Saúde, tanto municipal quanto a Estadual, realizem campanhas e mais campanhas de conscientização e arrastões, a multidão de pessoas infectadas é muito grande. O rio-pretense e, claro, o brasileiro, não estão fazendo também o dever de casa. Quantos e quantos lotes e quintais sujos estão espalhados por aí. Todos como verdadeiros ‘berços’ para o Aedes.

Mas mesmo diante dessa dura realidade, temos que comemorar o quanto esse estudo pode ser benéfi co, não só para Rio Preto, mas para todo o Brasil. Após o término da pesquisa, será compreendido o comportamento do mosquito no ambiente,além de dados sólidos para o avanço da vacina, que benefi ciará consequentemente milhares de pessoas em todo o País.
A pesquisa será coordenada pelo Laboratório de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), com apoio da de Rio Preto, por meio da Secretaria de Saúde. O investimento no projeto será de R$ 2 milhões, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A pesquisa terá três etapas distintas: seleção, já a partir deste mês, de 2 mil pessoas,por meio de visita a casa a casa com equipe especializada, a ser realizada na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do bairro Vila Toninho.A fase seguinte será realizada em laboratório, com análise das amostras de sangue coletadas a fi m de identifi car os anticorpos, o isolamento e a caracterização molecular do vírus. Já a terceira e última fase será baseada na análise de alteração nos padrões sorológicos dos pacientes selecionados.
Na região da Vila Toninho, além da seleção e acompanhamento dos moradores, os pesquisadores da Famerp e da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) irão coletar mosquitos e investigar a presença de larvas a fi m de obter indicadores de infecção que permitirão uma melhor avaliação dos programas de controle. Desta forma, não se tem como negar o quanto o estudo é de extrema importância para o Rio Preto e deverá ajudar na prevenção, combate e tratamento da doença. Ou seja,uma luz no fim do túnel.

01/10/2015 às 22h27

CPMF SURGE DA  CARTOLA DE DILMA

Bastou os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciarem no início da semana um pacotão de impostos para a situação da econômica brasileira voltar a ser o principal assunto em rodas de amigos, bate-papos políticos e, claro, mídias de todos país. Tudo explicado porque entre as medidas previstas pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff (PT) está a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), conhecida popularmente como “imposto do cheque”. A proposta prevê que a alíquota seja 0,38%. A extinção do tributo foi em 2007.

O que chama muito atenção e de uma certa forma não faz o menor sentido, é que a recriação da CPMF está sendo cogitada para recompor as fi nanças públicas no ano que vem e elevar a arrecadação. Ou seja, dar uma forcinha para tapar o arrombo. Mas até que ponto essa contribuição pode ‘ajudar’ o governo de Dilma a cumprir sua meta de ajuste fi scal para 2016? Será que tirar da cartola um tributo sobre movimentação fi nanceira não faria o Brasil andar para trás? E novamente é o brasileiro que paga um preço bem alto com a chegada desses pacotes surpresas.

A Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp) lançou a toque de caixa um protesto de combate nas redes sociais com um “Diga não à volta da CPMF”: “É inadmissível que o empresariado brasileiro e a população em geral sejam chamados para arcar com o peso de uma conta que não contraiu e da qual não se beneficiou”, consta na nota de repúdio publicada pela presidente da associação, Adriana Neves, no facebook sobre a recriação da CPMF e de qualquer outro tipo de imposto.

Ou seja, faz coro ao lado do Movimento Cidadania Brasil (MCB) quer que o governo cobre de quem roubou os brasileiros. A volta da CPMF vai onerar as empresas em um momento em que todos enfrentam as incertezas econômicas e políticas. Têm muita gente sim fazendo da crise, uma oportunidade. Mas por outro lado, têm muitos empresários com receio do que
possa acontecer. Os brasileiros são obrigados a amargar altas taxas de desemprego e infl ação. Sem contar a salgada taxa de juros. É claro que com a fragilidade da economia todos precisam fazer sua parte. Mas será que recriar o tributo é uma saída racional? Vale lembrar também que os gastos do governo federal precisam ser reduzidos, o que consequentemente vai enxugar a máquina pública. Ou seja, o governo de Dilma precisa fazer bem melhor o dever de casa, antes de atacar em cheio o bolso do brasileiro.

17/09/2015 às 23h11

TREINAMENTO PESADO

Os caixas eletrônicos em Rio Preto voltaram a ser um dos principais assuntos da semana. Desta vez, não por causa da revogação da lei da vereadora Ales-sandra Trigo, que exigia seguranças armados 24 horas nas agências bancá-rias, mas pelo intenso treinamento de três dias feito com 143 policiais militares de Rio Preto e região, sob o comando da coronel Helena dos Santos Reis. Grupo de 11 instrutores do 4º Batalhão de Choque de São Paulo veio exclusiva-mente para ministrar cursos sobre explosivos, principalmente ataques em caixas eletrônicos, conduta de patrulha e negociações com reféns.

As atividades foram re-alizadas no batalhão do Comando de Policiamento do Interior (CPI-5) e no clube da Associação Desportiva da Polícia Militar, que chamou a atenção da população e veículos de comunicação. O efetivo foi dividido em três grupos: Grupo de Ação Tático Especial (Gate), que é especializado em gerenciamento de crises e negociações com reféns, Comandos e Operações Especiais (COE), que atuam em conduta de patrulha em local de alto risco e Esquadrão Antibomba, especialista em ocorrências que envolvem explosões.  A onda de explosão a caixas eletrônicos é tão grande na região, que em junho deste ano, pelo menos 15 bandidos armados explodiram um caixa eletrônico instalado em um quiosque na praça Rui Barbosa, localizado no centro da Olímpia. Os curiosos de plantão foram surpreendidos com tiros para o alto.

Cena de fi lme de ação policial, longe da realidade da tranquila cidadezinha que fi ca 50 quilômetros de Rio Preto e sobrevive do turismo. E por falar na polícia, cabe aos policiais treinamentos para combater essa prática. Isso sem contar que as quadrilhas estão cada vez mais equipa-das com armas potentes, deixando muitas vezes os policiais em desvantagem. Este foi o primeiro treinamento em massa sob o olhar da coronel Helena, que a pouco mais de um mês assumiu o CPI-5, no lugar do coronel Rogério de Oliveira Xavier. É a primeira mulher a ocupar o posto mais alto da corporação local e a quarta a chegar neste posto. E não é que ela está comandando um efetivo com mais de 2 mil policiais, em uma área de pelo menos 96 municípios, resultando em 1,4 milhão de habitantes. A coronel nasceu em Rio Preto, mas, profi ssionalmente, veio para a região só no fi nal em 1994. É uma responsabilidade e tanto. Mas que pelo jeito a coronel vai tirar de letra, deixando muita gente preconceituosa de queixo caído. É o mais importante: focada no treinamento da sua equipe

03/09/2015 às 22h44

EM QUAL HORÁRIO?

A novela sobre o horário de funcionamento nos caixas eletrônicos em Rio Preto parece estar longe do fi m. No início da semana, os correntistas foram surpreendidos com cartazes fi xados, na maioria dos bancos, informando que o autoatendimento seria feito até às 17h. Ou seja, cinco horas a menos que o normal: às 22h. Os míseros papeis informando o tal novo horário do serviço do autoatendimento, nem de perto, foram sufi cientes para evitar a revolta e os desencontros da população. Quem foi, por exemplo, até as agências do Bradesco e Caixa Econômica Federal na avenida Brigadeiro Faria Lima, deu com “a cara na porta”. Tudo fechado.

O mesmo aconteceu com o correntista que foi até o Itaú na avenida Bady Bassitt. Já o serviço de autoatendimento no Santander (avenidas Brigadeiro Faria Lima e Bady Bassitt) e no HSBC (também da Bady) funcionavam normalmente até às 22h. A medida não foi válida para os centros de compras e postos de combustível. Bastou instalar essa confusão para a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) ser notifi cada sobre a decisão da Justiça de Rio Preto que determinou que os caixas eletrônicos fi quem abertos 24 horas sob a pena de multa diária no valor de R$ 1 milhão.

E mesmo após a notifi cação, a abertura de caixas deixou moradores confusos. Algumas agências que fecharam e que tinham cartazes comunicando mudança no horário do serviço de autoatendimento tiraram os avisos. Mas, mesmo com os caixas eletrônicos abertos, não era possível sacar dinheiro em algumas agências. Um rolo só. A Febraban saiu em defesa da categoria alegando que apenas o governo federal pode determinar horário de funcionamento das agências bancárias, ou seja, uma competência da União. Mas agora resolveu acatar a determinação da Justiça e segue recorrendo da decisão.

Os bancos alteraram o horário de funcionamento de caixas por causa de lei da vereadora Alessandra Trigo que obriga a presença de seguranças armados nas agências. Isso sem contar que os bancos também foram notifi cados sobre a lei do vereador José Carlos Marinho – sancionada pelo prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes -, que exige funcionamento do serviço de autoatendimento até às 22h. Já essa lei prevê multa de R$ 22,9 mil em caso de descumprimento, valor que será do brado em caso de reincidência. A Febraban alega que não há possibilidade de cumprir a lei da vereadora tucana porque é inviável manter um segurança armado, o que representaria um risco para os funcionários e para a população. A Prefeitura de Rio Preto já aplicou R$ 13 milhões em multas as agências bancárias pelo descumprimento da lei. Enquanto isso, a população paga a conta. Mas em qual horário mesmo?

20/08/2015 às 22h03

Rio Preto dá o pontapé inicial da campanha nacional de combate a paralisia infantil promovendo neste sábado (dia 15) o Dia D contra a poliomielite. O foco é crianças entre seis meses e menores de cinco anos. O município conta atualmente com 22 mil crianças nesta faixa etária e a meta de imunização, proposta pelo Ministério da Saúde, é de 95%. Ou seja, é preciso o apoio da família e também a divulgação das ações contando com a velha e boa divulgação de boca a boca. O assunto tem de ser levado a sério. Muito sério. São gotinhas que salvam vidas. No total serão disponibilizados 53 postos de vacinação espalhados pelo quatro cantos da cidade. A poliomielite é uma doença que mata, e que deixa as crianças com muitas
sequelas. Estamos livres da paralisia infantil há 26 anos, temos um certifi cado de erradicação, mas infelizmente há presença de casos em outros países na África e na Ásia e, portanto, ainda não podemos parar de fazer a vacinação. Quando a gente vacina, além da proteção contra a própria criança, criamos uma proteção na comunidade. Vale ressalta também que a pólio é uma doença infectocontagiosa grave e a única forma de prevenção é por meio da vacinação. Na maioria dos casos, a criança não morre quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção ocorre por via oral.
A poliomielite não tem tratamento, por isso é tão importante a consciência dos pais e o incentivo da população. A vacinação é rápida, leva pouco minutos. Mas a eficácia da imunização é de mais ou menos 95%. Para a imunização, os pais têm de comparecer com os fi lhos até o posto de vacinação mais próximo com a caderneta de vacinação. A dose é imprescindível, mesmo que a caderneta esteja em dia. Essa dose serve como um reforço para a imunização da criança. Que tiver vacinas em atraso, no caso as crianças, terá a oportunidade de atualizar a caderneta para fi car em dia com todas as doses. Os pais e responsáveis por crianças pequenas que não puderem vacinar seus fi lhos neste sábado, durante o Dia D contra a poliomielite, em Rio Preto, terão prazo até o dia 31 de agosto para fazer a imunização. O melhor remédio ainda é prevenir!

13/08/2015 às 23h16

REFORÇO NA SAÚDE

Agosto começou com uma boa notícia, na área da saúde, para os rio-pretenses. Tanto que a assunto ‘roubou’ nossa manchete sem sombra de dúvidas. A partir de outubro, a cidade vai ganhar uma tropa de elite do resgate médico às vítimas de acidentes e violência, mas, infelizmente, sem o apoio ainda do Águia,helicóptero da Polícia Militar. Essa equipe – formada por 10 médicos e 11 enfermeiros vão trabalhar em uma base do Grupo de Atendimento e Resgate às Urgências (Grau). O treinamento com estes profi ssionais está sendo realizado em São Paulo desde o início da semana. A tropa de elite – termo usado pela própria Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo – será capacitada para atender vítimas em estado
grave, como atropelamento, quedas e até de catástrofes.

O objetivo é agilizar o atendimento, tendo com prioridade a estabilização do estado clínico até a chegada ao hospital. Vale ressaltar que o serviço realmente funcionaria bem melhor se já houve a atuação do Águia, mas só o fato de ter mais veículos e profi ssionais especializados em atendimentos a estes tipos de casos já é uma vitória para cidade, que foi escolhida por causa da densidade demográfi ca e quantidade de habitantes. E por falar em helicóptero Águia, este mês completa cinco anos que a aeronave iniciou os trabalhos locais e em cerca de 100 cidades da região. Muitas pessoas acham erroneamente que o Águia serve apenas para coibir a marginalidade.

O que poucos sabem é que a aeronave também é usada para salvar vidas. Quantas e quantas missões relacionadas ao transporte de órgãos são realizadas graças a agilidade
deste transporte aéreo. Quantas e quantas vidas são salvas por este socorro que ‘vem do céu’? Isso sem contar que a Gazeta Rio Preto apurou que no próximo ano o
Águia fará sim parte dessa tropa de elite, que é referência nacional e internacional em regaste médico e atendimento a desastres históricos. Poderia já chegar com o pacote
todo, ou seja, com tropa de elite com direito até a socorro aéreo? Sim, poderia. Mas se tratando de Brasil é preciso aceitar. A justifi cativa de que é preciso primeiro um
treinamento para que os médicos e enfermeiros possam usar o transporte aéreo é entendível, pouco plausível e muito menos louvável. Até rimou!

06/08/2015 às 21h58

A DESPEDIDA DO FIT

O ponto fi nal da 15ª edição do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto, o FIT, será ‘colocado’ nesta sexta-feira (dia 31) com apresentação de quatro espetáculos. Três produções internacionais: “Cartas Libanesas”, “Comissura” e “Fernélia – A história de amor de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz” e um espetáculo local: “MundoMudo”. Ou seja, a saideira do FIT tem um gostinho também da arte local, por meio da apresentação dos talentos da Cia. Celeste. Não é por acaso que este espetáculo investiga a relação cultural entre o velho e o novo por meio dos valores difundidos na sociedade contemporânea.

Usar a arte como mecanismo de refl exão. Sim. Este foi o grande papel do FIT, que está aliado ao objetivo principal dos organizadores de levar cultura aos quatro cantos da cidade: teatros, rua e até nos centros de compras. Bastou assistir uma única peça para ver os olhos atentos do público para embarcar no universo da arte. Críticas a parte quanto a equipes técnicas ou dissabores entre organização e classe artística não tiram a beleza do FIT. Poderia até ser melhor, afi nal, são 15 anos de experiência.

Sim, poderia. Mas se pensarmos em um aspecto mais amplo, notaremos que muitos festivais de teatros nem ousaram sequer “dar as caras neste ano”. Então, o que ninguém
pode negar é que o FIT é um dos festivais de artes cênicas mais prestigiados e famosos do país. Um mix cultural de questionamentos, propostas, linguagens e, claro, banhos de interpretações. Inúmeros atores brasileiros e internacionais engajados em uma única missão cultural que encanta crianças, jovens e até adultos. Então, por mais que seja difícil temos de dar adeus ao FIT. Fica o conhecimento adquirido por meio dos espetáculos, bate-papos nas fi las dos teatros e ofi cinais. E, claro, as viagens e reflexões propostas por cada companhia. Este tesouro não se perde, não se vai!

30/07/2015 às 23h31

PRODUÇÃO ARTESANAL
A produção de cervejas artesanais não é uma atividade exatamente nova, mas,nos últimos anos, o interesse pela prática e, principalmente, a degustação da bebida cresceu consideravelmente. Hoje em dia é comum rótulos artesanais em pubs, bares, eventos e até casamentos em Rio Preto. Não é novidade que o brasileiro gosta de uma cervejinha, afi nal é a bebida número 1 do país. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Microcervejarias (Abracerva), o mercado de cervejas artesanais deslanchou nos últimos 10 anos e se fi rmou no setor com crescimento de 20% a 30% ao ano e faturamento anual de aproximadamente R$ 2 bilhões. As cervejas artesanais são aquelas produzidas quase que de “forma caseira”. As microcervejarias, mesmo utilizando equipamentos modernos e engarrafando suas produções, ainda assim são consideradas como cervejarias artesanais pelo cuidado que têm com sua produção, indo desde os ingredientes básicos da cerveja, passando pela receita de preparo e chegando até aos conservantes fi nais, que devem ser naturais e não químicos. O preço não é dos mais baratos. Uma garrafa com 350 ml pode custar entre R$ 10 a R$ 200, dependendo de onde a bebida é fabricada. Mas o sabor vale a pena. No preparo desta bebida artesanal incluem ingredientes como chocolate, abóbora, banana, pimenta, cravo, trigo, lúpulo e outros. O importante ressaltar é que este setor está em crescimento e, consequentemente, na contramão da crise econômica. Então, são mais e mais empregos gerados pelo segmento. O que não se pode deixar de lado é a máxima “Se beber não dirija”, indiferente do tipo de bebida alcoólica e de como é fabrica

23/07/2015 às 23h49

SAÚDE EM XEQUE

 novela da greve dos médicos ganha um novo capítulo. Funcionários da Prefeitura de Rio Preto se reúnem nesta sexta-feira (dia 17) em São Paulo para uma audiência de conciliação com representantes do Sindicato dos Médicos. De um lado, os médicos reivindicam implantação de planos de cargos e carreiras, melhores condições de trabalho, concursos públicos e piso estabelecido pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Já do outro lado, a secretária municipal Teresinha Pachá diz que, apesar de considerar os reajustes inconstitucionais, será apresentada uma nova proposta durante a audiência. Nesta queda de braço, quem amarga as consequências é o usuário do SUS (Sistema Único de Saúde) que, às vezes, aguarda
por dias e mais dias uma consulta com um especialista.

E diante da greve volta para casa sem ser atendido. Até no quesito de quantos médicos aderiram à greve, Prefeitura e Sindicatos divergem. Secretaria de Saúde diz que não chegou a 50%, já o grupo de grevistas divulgou 90% de adesão. Mas infelizmente o que está em xeque não é a importância de uma profi ssão tão essencial aos rio-pretenses, ou melhor dizendo, à saúde da população, nem muito menos se os reajustes são inconstitucionais ou não.

O que está em xeque ou pelo menos deveria estar é a qualidade do serviço prestado nas unidades básicas de saúde. Os médicos devem sim ser bem pagos, mas o atendimento
também precisa ser mais humanizado. Eis o grande e velho desafi o da saúde pública como um todo. E quem sempre “paga o pato” é a maioria da população que não têm condições de ter um plano digno de saúde. Digno sim, porque até alguns atendimentos particulares estão deixando em muito a desejar.

16/07/2015 às 21h23

ANTES QUE O INVERNO ACABE...
Que a natureza anda confusa com as suas estações todo mundo já sabe. Mas no comércio, em Rio Preto, não é o calendário, muito menos a temperatura, que anda ditando o início e o fi m da Primavera, Verão, Outono e, principalmente, o Inverno. Preocupada em evitar que a crise roube a cena e congele, de vez, o bolso dos consumidores, a megaliquidação “Liquida Inverno”, este ano, chega antes de setembro. Aliás, muito antes: 25 de julho. 

A proposta é tapar o sol, mesmo que ainda muitos achem que seja com a peneira – outros enxergam como tempo de oportunidades -, para evitar que o calor, predominante em nossa região, derreta a esperança dos lojistas.

Apostando nisso, a Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto e o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) também investirão numa excelente orientação de marketing aos lojistas e associados. O momento exige criatividade, o que está muito além, somente, do precinho camarada.

A inovação prevê estratégias certeiras, o que transcende o universo da propaganda e da publicidade. Não é só o produto dos sonhos que vai convencer o cliente. Cada vez mais exigentes e com menos crédito, eles querem é exclusividade. Sendo assim, sai na frente quem se conscientiza disso primeiro e cria no atendimento, o seu diferencial.

09/07/2015 às 23h03

IMPOSTOS E  MAIS IMPOSTOS

A população de Rio Preto já pagou quase meio bilhão de reais em impostos neste ano. Ou seja, o valor vai chegar tranquilamente a um bilhão até dezembro. Não é à toa que a tributação é considerada um dos maiores problemas das empresas e, claro, desvantagem para competir no mercado internacional. Só com o meio bilhão arrecadado com impostos, taxas e contribuições dos rio-pretenses – dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - daria para construir pelo menos 13 mil casas populares de 40 metros quadrados ou comprar ainda 17 mil carros populares.

No país, a arrecadação tributária superou a marca de R$ 1 trilhão no dia 29 de junho. No ano passado, este mesmo valor foi alcançado no dia 10 de julho, o que aponta nitidamente aumento da carga tributária, que é necessária para manter o governo funcionando. Mas o problema é a péssima distribuição. E pior, dia após dia os brasileiros amargam e sofrem com os atendimentos públicos. Hospitais superlotados.

Educação de mal a pior. Sim, muito pior. Uma pesquisa divulgada na quinta--feira (dia 2) pelo movimento Todos Pela Educação revela absurdamente que o Brasil precisa incluir ainda 2,8 milhões de crianças e adolescentes na Educação Básica. Além disso, precisa garantir que os já matriculados concluam os estudos dentro da faixa etária recomendada e com melhores índices de aproveitamento das disciplinas.

Outra informação alarmante é a de que o Brasil continua a fi gurar entre os países que menos investem em Educação. Isso é só a ponta de um iceberg. Outros países também têm tributação tão pesada quanto a brasileira, entretanto com melhores serviços à população. Isso sem contar as distorções com o dinheiro público!

02/07/2015 às 20h36

RODOVIA DA MORTE

O assunto que ganhou as redes sociais e as rodas de amigos em Rio Preto nos últimos dias, sem dúvida, é a morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo e da namorada dele, Allana Moraes. O grave acidente foi na rodovia Transbrasiliana (BR-153), em Goiás, na madrugada de quarta-feira. Longe de julgamentos, o fato é que a Rodovia da Morte levou a vida e um turbilhão de sonhos de mais dois jovens. Cabe a polícia investigar se houve negligência do motorista ou não, mas em contrapartida é importante cobrar das autoridades melhorias nestas rodovias federais. Os 17 quilômetros da BR-153 que cortam o perímetro urbano de Rio Preto são extremamente perigosos e a situação se agrava em caso de chuvas, cruzamentos
‘clandestinos’ e motoristas embriagados. São muitos Cristianos e Allanas que se vão todos os anos. O impasse sobre a duplicação da Transbrasiliana se arrasta há pelo menos oito anos.

A BR-153 tem um índice de acidentes maior do que a média de outras estradas  de mesmo porte. Sendo uma rodovia de grande movimento, em um dos maiores entrocamentos rodoviários do estado de São Paulo e do Brasil, com alto tráfego de caminhões e até treminhões por causa da quantidade de usinas de cana-de-açúcar, a rodovia merece uma atenção redobrada dos governos federal e municipal. Mas as promessas servem apenas para panos de fundos de campanhas eleitorais e permanecem no papel.

Os apaixonados pela música sertaneja perderam um ídolo, já as famílias de Cristiano Araújo e Allana Moraes, de apenas 19 anos, perderam tudo. Não só os artistas, mas todos devem tirar o pé do acelerador da agenda - recheada de compromissos e afazeres - porque o cachê cobrado pelo tal ‘minuto de bobeira’ pode custar uma vida inteira.

25/06/2015 às 20h48

SEDE DE CULTURA

A 15ª edição do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto, o FIT, foi lançada após tropeços e desentendimentos entre a Secretaria Municipal de Cultura, classe artística e até a pasta de Comunicação. Não é de hoje que o festival virou uma ‘pedra’ no sapato da administração municipal. O fato de o Sesc ter colocado um ponto fi nal na parceria desde a edição passada - na época, o FIT precisou ser adiado para a agosto sem a gorda verba da instituição – já dava o tom um tanto quanto cinzento às próximas edições. Entretanto, o que ninguém pode negar é que o FIT é um dos festivais de artes cênicas mais prestigiados e famosos do país.

Neste ano, o festival será realizado entre os dias 23 e 31 de julho com pelo menos 28 apresentações – entre nacionais e internacionais. Será um mix cultural de questionamentos,
propostas, linguagens e, claro, shows e mais shows de interpretações. Inúmeras companhias e profi ssionais do setor abrigados nos quatro cantos da cidade. Brasileiros e gringos. Rostos diferentes em uma multidão que traz cravada no peito a seguinte pergunta: “Tem como viver sem arte?”. A resposta é simples e curta. Não. Então, cabe aos rio-pretenses e aos amantes de teatro abraçarem o FIT.

Deixar de lado as polêmicas e ‘devorar’ os espetáculos. Sim, sede de cultura. Assistir o máximo de apresentações possíveis e participar das ofi cinas e mesas redondas. Indicar as companhias prediletas aos amigos. E prestigiar toda forma de fomentação da cultura. Embarcar nas refl exões propostas por cada grupo teatral. Não só assistir as peças teatrais, mas degustá-las. Cena após cena. Fala após fala. Gesto após Gesto.

Seja bem-vindo, FIT!

18/06/2015 às 23h37

EMPREENDEDORISMO NOTA MIL
      
Todos os dias, o que não pode faltar em minha mesa de desjejum é: café e pão com manteiga, e o bom e velho jornal impresso. Sou das antigas, daquela turma que, apesar de ter as características cibernéticas do mundo moderno e não abrir mão das ferramentas que a Internet proporciona, ainda não foi totalmente vencida pela leitura virtual de jornais, revistas e livros. Sim, eu ainda prefiro o bom e velho jornal impresso, a boa e velha revista impressa, o bom e velho livro impresso. E, confesso, fiquei muito feliz com a notícia de que estava nascendo mais um veículo rio-pretense para ajudar a divulgar as importantes informações e os acontecimentos que recheiam nosso dia a dia. 


São José do Rio Preto é um centro econômico, social e formador de opinião, e um dos principais polos de desenvolvimento do Estado de São Paulo e do país. Somos referência por nosso comércio forte, nossas indústrias de alta tecnologia e nossa excelência em medicina. Atraímos gente não só da região, mas também de outras cidades e estados. E, neste cenário, as notícias já nascem relevantes. Se a função é de informar, tenho certeza de que a Gazeta de Rio Preto já nasce forte e consolidada, com excelentes profissionais por trás da captação dos fatos que marcam e fazem acontecer nossa cidade. Isso se chama Empreendedorismo nato! Sim, nosso povo é empreendedor por natureza! Rio Preto figura entre os municípios que possuem as maiores taxas do Estado quando o assunto é empreendedorismo, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômico Aplicada (IPEA). Em 2012, tivemos mais de 5 mil empresas abertas na cidade, volume 18,9% superior ao ano anterior.   


Mas, o verdadeiro empreendedor não é reconhecido apenas por suas ações, mas, principalmente, pelos seus valores. O verdadeiro empreendedor sabe a importância do trabalho em equipe para colher bons frutos. Ele sabe que, em todo o tipo de negócio, sempre haverá erros e acertos, e tudo deverá ser compartilhado, ou seja: o empreendedor verdadeiro nunca culpa os outros pelos seus erros e também não leva o crédito sozinho. Ser empreendedor não é tarefa fácil, nunca foi. A estrada é dura, os obstáculos são espinhosos, mas, para quem ama o que faz, não existe montanha alta o suficiente que não possa ser escalada!  


São José do Rio Preto desponta aos olhos de investidores. Somos grandes, somos batalhadores. Nossa veia progressista mostra que esta cidade é feita de empreendedores natos, líderes ousados, de gente que não tem medo de desafios. Nossa cidade é feita de vencedores. Vencedores como vocês, Haydée e Frederico Tebar, profissionais competentes que, acima de tudo, amam o que fazem e se dedicam a sempre fazer o melhor. A Acirp muito se orgulha em presenciar o nascimento de mais um importante veículo de notícias. 
Parabéns a vocês por mais esta conquista, por mais este grande presente para todos nós! 

Adriana Neves é presidente da Acirp (Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto)

10/06/2015 às 14:47

GAZETA DE RIO PRETO: A CONTINUAÇÃO 

Há quase 40 anos a família Tebar está envolvida com a imprensa rio-pretense. Na TV, em revistas, na rádio, na internet e principalmente no jornal impresso, com história em grande parte dos mais importantes impressos já existentes na cidade. Era chegada a hora de idealizar o grande projeto. A soma de todas as nossas lições, experiências e expectativas. Não se trata de começar do zero. Nem teria como, nessa altura do campeonato, fazer nascer um jornal impresso. O mundo atual pede bem mais. A ideia partiu de uma reformulação do Social Light, jornal semanal que neste ano completa 15 anos.

Muito de seu DNA foi mantido: a periodicidade semanal, a distribuição gratuita, a sagacidade de sua coluna social, a página de turismo, a entrevista. Ainda assim, mudamos muito.

O formato, o papel, a tiragem, o conteúdo e até o nome. Agora somos Gazeta de Rio Preto.

E chegamos forte. Os números comprovam: dezesseis páginas, 15 mil exemplares, dezenas de patrocinadores e centenas de pontos de distribuição. E mais: com time forte de modo que abordaremos praticamente todos os assuntos de um grande jornal. O trunfo principal: participação efetiva na internet através das redes sociais e do portal www.gazetarp.com.br, que será um jornal diário.

Estaremos atualizando e compartilhando os acontecimentos na velocidade da notícia.

Chegamos onde nunca saímos. Bem-vinda Gazeta de Rio Preto.  

 

05/06/2015 às 09h57