Economia

Rio Preto terá ao menos 3 mil vagas temporárias

Estimativa é da Secretaria Municipal de Trabalho e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Rio Preto

Faltando menos de dois meses para o Natal – melhor data para o setor varejista –, os comerciantes de Rio Preto não perdem tempo para agilizar as tradicionais contratações de empregos temporários. A expectativa da Secretaria Municipal de Trabalho e o Sincomerciários (Sindicato dos Empregados no Comércio) é que neste ano pelo menos3 mil postos de trabalhos sejam criados para reforçar as equipes, especialmente no atendimento ao público em shoppings e no Calçadão. A Acirp (Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto) também está otimista para as contratações deste fim de ano.

“O Dia das Crianças foi um excelente termômetro para as vendas do varejo de Rio Preto. O que corresponde a um crescimento de 5% quando comparado com ano passado. Logo, esperamos que os consumidores mantenham esse comportamento para o Natal”, afirma o presidente da Acirp, Paulo Sader.

Ainda de acordo com Sader, as contratações devem seguir o mesmo cenário do ano passado, ou seja, as admissões serão pontuais, de acordo com a necessidade específica de cada empresário.

O secretário municipal de Trabalho, EdemilsonFavaron, afirma que a administração municipal vai dar todo suporte para alavancarmos os números de vagas temporárias. “O Balcão de Empregos, que diariamente divulga em média 150 vagas, deve ter um aumento expressivo na oferta de oportunidades”, ressalta ele.

De acordo com o Sincomerciários, o emprego temporário pode virar efetivo para até 25% dos profissionais, dependendo as condições do mercado e do desempenho do trabalhador. “Planejamos aproveitar os conteúdos que trabalhamos em nossos cursos de preparação para o mercado de trabalho para repassarmos de forma condensada aos temporários, para que tenham mais condições de buscarem efetivação durante a contração temporária”, completa Favaron.

Nathan Nascimento, de 26 anos, é representante de uma loja de telefonia e diz que pretende contratar um funcionário temporário. “Sempre aumenta a demanda no final do ano. Nossa expectativa é que esse ano seja melhor do que os anteriores”, diz.

A vendedora Rafaela de Oliveira Albuquerque, 21 anos, estava parada há um mês quando foi selecionada para trabalhar temporariamente em uma loja de roupa, mas antes mesmo do término do contrato já foi efetivada.

“Comecei há duas semanas como temporária, mas o responsável optou por me efetivar. Isso me deixou mais tranquila. Estou com o emprego garantido” disse.

No mesmo estabelecimento, a comerciante Ingrid da Silva, de 22 anos, estava em seu primeiro dia de trabalho. “Há duas semanas eu sai do meu último emprego e já fui chamada para trabalhar temporariamente. A expectativa é que nas próximas semanas eu possa vender até a meta estipulada e fazer um bom trabalho para ser contratada”.

Os interessados em aproveitar as oportunidades dessa fase podem acompanhar o Balcão de Empregos por três meios: no site da Prefeitura (www.riopreto.sp.gov.br/balcaoempregos), na Praça Laranja do Poupatempo ou na sede da secretaria, que fica na rua Ondina, 216, na Redentora.

Novas regras favorecem contratação

O presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, observou que as contratações pela Lei 13.429/2017, do trabalho temporário, aumentam a expectativa de admissões. “Antes, não poderíamos contratar temporários por horas determinadas, como em horários de pico. Agora, teremos uma situação bem melhor”, afirmou.

O economista Marcelo Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo, concorda que a mudança na legislação estimula o empresário a contratar mais. “Além daquela modalidade do contrato de temporários, tem outras modalidades de contrato que podem ser utilizadas também para reforçar o quadro de funcionários no final do ano, como o contrato intermitente que pode ser por algumas horas por dia, ou alguns dias por semana”, observou.Ele vê a possibilidade de um avanço também dos casos de efetivação diante das previsões de aumento no faturamento. “Estamos longe de voltar aos melhores anos de 2010, 2014, mas o primeiro passo para crescer é parar de cair e já chegamos neste ponto”.

Os comerciantes também esperam vender mais por conta da circulação de dinheiro disponibilizado pelo governo federal via PIS/Pasep, o equivalente a 2% do Produto Interno.

(Com informações da Agência Brasil)

Por Alex Pelicer em 26/10/2017 às 23:59
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