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Cultura

Organização do FIT apresenta programação para 2018

Vinte espetáculos vão ocupar São José do Rio Preto com mais de 50 apresentações em dez dias de festival. Montagens da Finlândia, França e Argentina marcam presença na programação

De atmosferas poéticas a explosões de cenas. De performances solo a grandes grupos com os mais variados objetos de interesse. Da rua aos espaços convencionais. Rumo ao seu cinquentenário, o FIT RIO PRETO – Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto apresenta, de 5 a 14 de julho, espetáculos nacionais e internacionais de vários gêneros e formatos, ações formativas e um ponto de encontro com intervenções e performances que unem diversas linguagens. Realizado pela Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto e pelo Sesc São Paulo, o festival, que completa 49 anos de história em 2018, sendo esta a 18ª edição internacional, traz 20 espetáculos que vão ocupar 16 locais da cidade, totalizando mais de 50 apresentações.

A maratona teatral tem início no dia 5 de julho, quinta-feira, às 19h30, no Anfiteatro Nelson Castro (Represa Municipal), com o espetáculo Luiz Lua Gonzaga, do grupo Magiluth – um dos mais importantes da cena teatral pernambucana e apontado pela crítica especializada como um dos grandes grupos jovens do País. Repleta de elementos típicos da cultura nordestina, a montagem, que faz uma homenagem ao rei do baião, é quase um musical mergulhado na linguagem popular. Apesar de não ser uma peça sobre Luiz Gonzaga, o cantor e compositor ganha tributos especiais e músicas suas, como Asa Branca, Pense n’eu, Assum Preto, Último Pau de Arara, são executadas ao vivo por um trio de pé de serra.

Segundo o Prefeito de São José do Rio Preto Edinho Araújo a reedição da parceria vitoriosa com o Sesc permitiu retomar o FIT RIO PRETO em 2017, um sucesso de público e crítica. “Esse trabalho conjunto e harmonioso se repete agora em 2018 trazendo a convicção de que teremos, mais uma vez, um festival de alto nível, referência nacional e internacional.”

Já para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo “o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto promove um estreitamento da parceria entre o Sesc e a cidade de Rio Preto, como fruto da compatibilidade da missão da instituição e o importante papel que a municipalidade pode exercer na difusão e no fomento às artes, especialmente as performáticas, como o Teatro. Território do simbólico, o FIT traz ao público a oportunidade de refletir sobre montagens nacionais com contextos universais, confrontar montagens internacionais aos contextos locais e assim fortalecer as conexões e compreensões, ampliando o diálogo e as possibilidades de leitura do efervescente mundo contemporâneo.”

A curadoria desta edição foi realizada por Janaina Leite, atriz com diversos prêmios, dentre eles Shell, APCA, Qualidade Brasil, Bravo e Nascente; Marcos Bulhões, diretor, ator, professor e pesquisador de teatro e performance e Sérgio Luis Venit de Oliveira, assessor da Gerência de Ação Cultural do Sesc São Paulo. Para eles, seja na rua, nas salas, nos espaços alternativos ou no teatro para toda a família, o público nunca é subestimado. Sustentando a característica primeira de ser um festival de teatro contemporâneo, não se furta a apontar tendências, rupturas, e mapear os gestos autorais mais significativos na cena brasileira e internacional.

Edição plural

A programação da edição 2018 do FIT RIO PRETO transcende o olhar sobre as abordagens e temáticas trazidas em cada obra para tecer uma edição plural, que amplifica vozes e discursos dos artistas. Durante os dez dias de festival, o público vai conferir uma amostra da atual produção artística nacional e internacional, em espetáculos que emergem as urgentes indagações político-sociais que arrebatam o Brasil e o mundo.  Guanabara Canibal (Aquela Cia de Teatro), Isto é Um Negro? (Chai-Na) e O Ânus Solar (Maikon K) são exemplos de trabalhos presentes nesta edição e que perpassam temáticas latentes como violência, racismo e repressão.

Para além da produção do eixo Rio-São Paulo, também integram a programação do Festival companhias do Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco, apresentando resultados de diferentes pesquisas e realidades de produção. Argentina, Finlândia e França compõem o programa internacional com obras que transitam nas áreas do teatro físico, de manipulação e da performance.

O finlandês Dueto para Um (Duet For One), que tem a direção e atuação de Reeta Honkakoski, utiliza o teatro físico para abordar o equilíbrio e a dependência nas relações. Neste trabalho solo, a atriz interage com um boneco de tamanho (sobre)humano. Já o francês Tarde de Ventania – Versão 1  (L’après-Midi D’un Foehn – Version 1), concebido por Phia Menard, manipula sacolas plásticas e constrói uma atmosfera poética ao suscitar a discussão sobre a interferência humana no meio ambiente. Ao ar livre, a obra argentina Tudo que Esta ao Meu Lado (Todo lo que está a mi lado), de Fernando Rubio, intervém no cotidiano urbano ao convidar o público para se deitar em uma cama, ao lado de uma figura feminina e compartilhar de suas histórias.

Espetáculos de Rio Preto

Criada em 2017, a categoria Cena Rio Preto se mantém no FIT como fomentadora da produção teatral local. Companhias, artistas e coletivos residentes em Rio Preto foram selecionados em dois módulos de participação: Módulo A, que contempla apresentações de espetáculos prontos, e Módulo B, direcionado a obras abertas a provocações, que recebem orientações de profissionais convidados em formato de residência artística. Nesta edição, seis trabalhos foram contemplados na categoria, entre elas o infantil Eufonia, da Cia. dos Pés, que desde o início do ano vem realizando temporadas bem-sucedidas em grandes polos culturais como São Paulo, Brasília e Curitiba.

Como nas edições anteriores, o festival leva sua programação a espaços não-convencionais. Além de atrações no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto, Teatro Municipal Paulo Moura e Teatro do Sesc Rio Preto, também serão ocupados locais públicos de grande de circulação, como o lago da represa municipal, os parques ecológicos ‘Danilo Santos de Miranda’ e ‘Joaquim de Paula Ribeiro’, o Zoológico Municipal e algumas das principais praças da cidade.

Propulsão de ideias

Na busca pelo aperfeiçoamento do fazer e do pensar teatral, as ações formativas também são pontos de destaque: neste ano, uma curadoria exclusiva conduz as atividades, ressignificando os papéis do público, das criações e de seus criadores. A diretora teatral, professora e pesquisadora, Thaís Lima Santos, com assessoria do ator Eduardo Okamoto, desenvolveu ações práticas, reflexivas, provocadoras e pedagógicas que pretendem aproximar os interessados e estabelecer diálogos. Encontros temáticos, residências artísticas, lançamento editorial e produção de críticas serão realizados em espaços culturais alternativos e sedes de companhias da cidade.

Shows, performances e intervenções artísticas de várias linguagens poderão ser vistas no Graneleiro, Ponto de Encontro do FIT RIO PRETO. Localizado dentro do complexo Swift, o espaço é um dos patrimônios históricos da cidade; com arquitetura inglesa, e serviu como silo nas décadas de 40 e 50. O Graneleiro estará aberto durante oito noites do Festival para proporcionar a troca de experiências entre artistas e público, em clima de celebração.

Serviço:

FIT RIO PRETO – FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

De 5 a 14 de julho – São José do Rio Preto – SP/ Brasil.

Realização: Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto e Sesc São Paulo.

Programação completa no site fitriopreto.com.br.

Ingressos à venda a partir de 22 de junho, às 16 horas no site do FIT RIO PRETO e a partir das 18 horas na Bilheteria FIT (Sesc Rio Preto) e em todas as unidades do Sesc do Estado de São Paulo.

 

Locais das apresentações:

Complexo Swift de Educação e Cultura

Graneleiro | Auditório | Mezanino | Estacionamento
Av. Duque de Caxias, 3900 – Jardim dos Seixas. Tel.: (17)3224-0024.

Sede da Cia. Apocalíptica
Rua Francisco Batista da Silva, 175 – Jardim Manoel Del Arco.

Sede da Cia. Cênica
Av. das Hortências, 263 – Jardim dos Seixas.

Sede da Cia. dos Pés
Rua Sírio Libanesa, 618 – Vila Sinibaldi.

Sesc Rio Preto | Teatro | Ginásio
Av. Francisco Chagas Oliveira, 1333 – Chácara Municipal. Tel.: (17)3216-9300.

Sede do GTR – Grupo Teatral Rio-pretense
Rua Argemiro Rodrigues Goulart, 1887 – Ouro Verde.

Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto
Av. Brigadeiro Faria Lima, 5381 – Vila São José. Tel.: (17) 3226-1501 | (17) 3226-2626.

Teatro Municipal Paulo Moura
Av. Duque de Caxias, 3900 – Jardim dos Seixas.  Tel.: (17) 3224-0024.

 

Ruas e Espaços Públicos:

Anfiteatro Nelson Castro – Represa Municipal
Avenida Duque de Caxias – Jardim dos Seixas - Em frente ao Complexo Swift de Educação e Cultura.

Parque Ecológico Danilo Santos de Miranda
Avenida Benedito Rodrigues Lisboa, 1300 – São Francisco. Tel.: (17) 3216-2868.

Parque Ecológico Joaquim de Paula Ribeiro
Av. Antônio Antunes Júnior, 4191/ 4429 – Jardim do Bosque. Tel.: (17) 3217-4286.

Praça Moysés Miguel Haddad (Caixa D’Água da Boa Vista)
Rua Campos Salles – Boa Vista.

Praça Dom José Marcondes
Entre as Ruas Bernardino de Campos, Prudente de Moraes, Voluntários de São Paulo e Tiradentes – Centro.

Praça Frei Duarte
Parque Estoril – Final da Av. Brasilusa.

Praça Rui Barbosa
Entre as ruas Siqueira Campos e Jorge Tibiriçá – Centro.

Represa Municipal – Lago 2
Av. Lino José de Seixas – Jardim dos Seixas (Em frente ao AME).

Zoológico Municipal – Bosque
Rua José Deguer, S/N – Jardim Nazareth. Tel.: (17) 3225-3930.

 

PROGRAMAÇÃO

ESPETÁCULOS ADULTOS (por ordem de apresentação)

LUIZ LUA GONZAGA | Grupo Magiluth (Pernambuco)
Repleta de elementos típicos da cultura nordestina, a montagem, que faz uma homenagem ao rei do baião, é quase um musical mergulhado na linguagem popular. Apesar de não ser uma peça sobre o Luiz Gonzaga, o cantor e compositor ganha tributos especiais e músicas suas, como Asa Branca, Pense n’eu, Assum Preto, Último Pau de Arara, são executadas ao vivo por um trio de pé de serra.

Produção e realização: Grupo Magiluth. Direção: Pedro Vilela. Dramaturgia: Giordano Castro. Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres e Mário Sérgio Cabral. Músicos: Dennis Anderson João Tragtenberg e Pedro Cardoso. Confecção de bonecos: Lucas Torres. Direção de arte: Guilherme Luigi e Pedro Toscano. Contrarregragem: Roberto Brandão.

Dia 5, quinta-feira às 19h30 | Anfiteatro Nelson Castro (Represa Municipal) | Duração: 90 minutos | Classificação etária: Livre | GRÁTIS.

 

TUDO QUE ESTA AO MEU LADO (Todo lo que está a mi lado) | Fernando Rubio (Argentina)
A partir de lembrança despertada 25 anos depois – a primeira sensação de estar sozinho na infância –, o criador de Buenos Aires propõe experiência genuína de intimidade em espaço público. Cada participante por vez partilha a cama com uma atriz de modo a vivenciar uma narração de história. Por apenas alguns minutos as paisagens interior e exterior podem conformar um vínculo provisório com o desconhecido, concretizando um pensamento estético e sociopolítico impregnado de afetos e ressignificações.

Autor e diretor: Fernando Rubio | Atrizes: Elenco local | Produção na Argentina: Martín Grosman | Produção no Brasil: Sergio Saboya e Silvio Batistela.

 

Dia 6, sexta-feira das 11h às 13h e das 14h às 16h | Parque Ecológico Danilo Santos de Miranda (Zona Sul) |
Dia 7, sábado das 10h às 12h e das 15h às 17h | Represa Municipal – Lago 2 (em frente AME) |
Dia 8, domingo das 11h às 13h e das 14h às 16h | Parque Ecológico Joaquim de Paula Ribeiro (Zona Norte) |
Dia 9, segunda-feira das 10h às 12h e das 15h às 17h | Praça da Caixa D´ Água da Boa Vista |
Dia 10, terça-feira das 11h às 13h e das 15h às 17h | Praça Rui Barbosa | Duração: 15 minutos | Classificação etária: Livre | GRÁTIS.

 

 

ISTO É UM NEGRO? | Tarina Quelho (São Paulo)
Leitores de intelectuais e ativistas-chave quando o assunto é racismo – Angela Davis, Fred Moten, Achille Mbembe, Bell Hooks, Grada Kilomba, Frantz Fanon, Sueli Carneiro e Aimé Césaire –, os artistas se perguntam como transformar teoria em cena. Como discutir negritude e questões raciais a partir da experiência singular de cada um dos atuantes? Daí algumas hipóteses possíveis sobre o que é ser negro e negra no Brasil hoje; sobre o que é ser um(a) artista negro(a) em tempos obscurantistas.

Direção: Tarina Quelho | Elenco: Ivy Souza, Lucas Wickhaus, Mirella Façanha e Raoni Garcia | Codireção, arte gráfica e vídeo: Lucas Brandão | Dramaturgismo: José Fernando Peixoto de Azevedo.

Dia 6, sexta-feira às 19h |
Dia 7, sábado às 19h | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 100 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

A IRA DE NARCISO | Gilberto Gawronski (Rio de Janeiro)
Narrador vivencia múltiplas situações e sensações cotidianas durante estadia em luxuoso hotel de Liubliana, capital eslovena, onde participa de simpósio acadêmico. Ele se envolve com um jovem nativo e investiga, por conta e risco, a origem de uma misteriosa mancha de sangue no carpete do quarto. Em mais um texto autoficcional, o premiado autor uruguaio radicado na França conduz o espectador por labirintos do eu, da linguagem e do tempo. Ser ou não ser é a questão.

Com Gilberto Gawronski | Autor: Sergio Blanco | Direção: Yara de Novaes | Diretor assistente: Murillo Basso.

 

Dia 6, sexta-feira às 21h30 |
Dia 7, sábado às 21h30 | Teatro do Sesc Rio Preto | Duração: 100 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

ROMEU E JULIETA: OBRA-ATENTADO EM HOMENAGEM AOS QUE MORRERAM LUTANDO | Heterônimos Coletivo de Teatro (São Paulo)
Quais as possibilidades transgressoras do amor em tempos de guerra, ontem e hoje? Shakespeare é abordado da perspectiva do amor não enquanto romance, mas luta. Força capaz de mover cada ser e de destruir as estruturas conhecidas. São dias e noites sombrios os atuais e a morte de filhas e filhos não acalma mais o ódio das famílias. Essa obra se dá à luz por todos que já morreram vítimas dessa odiosidade. Em meio à guerra, pode-se ver nascerem pequenos amores-bomba. Tal a transgressão do amor!

Dramaturgia: Ophélia Trava, heterônimo coletivo de teatro | Direção: Felipe Rocha | Elenco: Ametonyo Silva, Danilo Arrabal, Douglas Vendramini, Felipe Rocha, Laris Gabrianne, Lívia de Souza, Marcela Grandolpho, Marcus Garcia, Marô Zamaro e Naia Soares.

Dia 6, sexta-feira às 21h30 |
Dia 7, sábado às 21h30 | Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto | Duração: 80 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

PUTO! | G.A.L. (São José do Rio Preto/ SP)
O Grupo de Apoio à Loucura propõe uma experiência performática que fala da homossexualidade na forma de um show-manifesto. O roteiro é criado a partir de depoimentos reais. A intenção é retratar a disseminação de preconceitos e estigmas sociais vividos por cidadãs e cidadãos LGBT. Um púlpito faz às vezes de palco para a música ao vivo e a poesia, entremeadas por narrativas breves em torno de descoberta, amadurecimento, punição, autoestima e libertação. Um rol de subjetividades provocadoras.

Autor e diretor: Murilo Gussi | Elenco: Andressa Maria, Murilo Gussi e Savio D' Agostino | Concepção musical: Andressa Maria e Savio D Agostino | Provocação: Gustavo Colombini.

Dia 6, sexta-feira às 21h30 | Graneleiro | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 18 anos | Grátis.

 

ADEUS, PALHAÇOS MORTOS | Academia de Palhaços (São Paulo)
O acaso estende os braços a três grandes artistas circenses que se reencontram. Há tempos não sabiam dos respectivos paradeiros. Eles estão na antessala de uma agência de emprego e disputam a única vaga disponível. A peça do cultuado romeno que vive na França rememora amizades, segredos e vilanias culminando em profunda reflexão sobre o ofício de artista. Vencedor dos prêmios Shell SP (por cenografia) e Aplauso Brasil (melhor espetáculo de grupo e melhor direção).

Texto original: Matei Vişniec | Direção e adaptação: José Roberto Jardim | Elenco: Laíza Dantas, Paula Hemsi e Maurício Schneider | Direção musical: Tiago de Mello.

Dia 8, domingo às 21h30 |
Dia 9, segunda-feira às 21h30 | Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto | Duração: 70 minutos | Classificação etária: 12 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

O ÂNUS SOLAR | Maikon K (Paraná)
O texto homônimo do pensador francês Georges Bataille (1897-1962) evoca as forças da natureza, do sexo, do primitivo e do sagrado. A criação solo absorve esse potencial imagético e poético para dar a ver e sentir uma leitura original da obra em cena: o ânus como tudo aquilo que rejeitamos em nós, a cegueira desesperadora e reveladora. Sob o signo do caos, busca-se uma experiência que triture os clichês de gênero para chegar à medula, transitando por canto, artes visuais, dança e teatro.

Concepção, performance, textos e canções: Maikon K | Interlocução: Patricia Saravy.

Dia 8, domingo às 23h | Dia 9, segunda às 23h | Swift - Auditório | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

CABARET MACCHINA | Selvática Ações Artísticas (Paraná)
A criação do coletivo é fruto de mergulho no cabaré como linguagem, pesquisa ora expandida na construção de um espetáculo de variedades realizado em espaço público. A dramaturgia correlaciona vivências, questões arquitetônicas e históricas do lugar onde ocupa. Por um espetáculo máquina desejante em torno do dia a dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera antiedipiana. Essas inquietudes cênicas são norteadas pelo pensamento do dramaturgo alemão Heiner Müller (1929-1995).

Dramaturgia: Francisco Mallmann e Leonarda Glück | Direção-geral: Ricardo Nolasco | Elenco: Amira Massabki, Cali Ossani, Gustavo Bitencourt, Leonarda Glück, Matheus Henrique, Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Renata Cunali, Semy Monastier, Simone Magalhães e Victor Hugo

 

Dia 9, segunda-feira às 19h |
Dia 10, terça-feira às 19h | Swift - Estacionamento | Duração: 120 minutos | Classificação etária: 14 anos | Grátis

 

DUETO PARA UM (Duet For One) | Reetta Honkakoski Company (Finlândia)
Teatro físico e teatro de formas animadas (leia-se manipulação de boneco) são combinados de maneira nada convencional nessa criação solo da companhia radicada em Helsinque. Uma mulher e um coelho de tamanho humano interagem por meio de gestualidades grávidas de pensamentos sobre as relações interpessoais. Não há palavra e, no entanto, as cenas plasmam sentimentos mútuos de ódio terno e de amor agressivo. Essa simbiose resulta em atmosfera e plasticidade líricas, densas e demasiado humanas.

Elenco: Reetta Honkakoski | Estágio: Elina Lajunen | Técnico de Desempenho: Ruben Nagore | Gerente de Excursão: Saija Nojonen.

Dia 9, segunda-feira às 21h30 |
Dia 10, terça-feira às 21h30 | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 50 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

GUANABARA CANIBAL | Aquela Cia de Teatro (Rio de Janeiro)
A dramaturgia parte de documentos históricos para expor quão profundas são as raízes da guerra e da violência desde a fundação do Rio (1565). Há, por exemplo, um poema do padre José de Anchieta acerca da ofensiva portuguesa contra os tupinambás. A terra pertencia a tribos indígenas que, apesar de rivais, falavam a mesma língua e tinham costumes semelhantes como o ritual de canibalismo. O espetáculo fecha a “trilogia da cidade” composta ainda por Cara de Cavalo (2012) e Caranguejo Overdrive (2015).

Direção: Marco André Nunes | Texto: Pedro Kosovski | Elenco: Carolina Virguez, Matheus Macena, João Lucas Romero, Reinaldo Junior e Zaion Salomão | Direção musical: Felipe Storino.

Dia 10, terça-feira às 19h |
Dia 11, quarta-feira às 19h | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 80 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

MORTOS-VIVOS: UMA EX-CONFERÊNCIA | Foguetes Maravilha (Rio de Janeiro)
Quatro especialistas analisam a crise que tomou o mundo. Sugerem estratégias de sobrevivência e discutem assuntos como alteridade, xenofobia, fascismo, preconceito, tortura, a banalidade do mal e o fascínio pela violência. Afinal, o apocalipse já aconteceu: zumbis estão nas ruas, nas redes sociais, na televisão, no Congresso brasileiro. Não há mais governo, sinais de trânsito, produtos de supermercado, etiqueta social ou amenidades. Do que mais estamos dispostos a abrir mão?

Texto: Alex Cassal | Direção: Renato Linhares | Elenco: Felipe Rocha, Lucas Canavarro, Renato Linhares e Stella Rabello | Colaboração artística: Marina Provenzzano e Tereza Alvarez.

Dia 10, terça-feira às 21h30 |
Dia 11, quarta-feira às 21h30 | Teatro Municipal Paulo Mourao | Duração: 70 minutos | Classificação etária: 12 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

CÉREBRO DE ELEFANTE | Cia Ir e Vir (São José do Rio Preto/ SP)
Literalmente soterrados num sofá, marido, esposa e amante encontram-se no limbo de suas memórias. Buscam no passado razões e justificativas para o esgotamento. Nesse lugar inóspito e sem vida, o trio entrega-se ao vazio, sem perspectivas, como se condenassem a própria consciência à insanidade. O espetáculo pretende conduzir a plateia por um jogo absurdo e cíclico segundo as lembranças dessas figuras inspiradas no universo do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989).

Texto, cenografia e direção: Tiago Mariusso | Elenco: Harlen Félix, Luciana Gadoti e Vanessa Cornélio. Figurino e maquiagem: Isaac Ruy.

Dia 11, quarta-feira às 21h30 |
Dia 12, quinta-feira às 21h30 | Zoológico Municipal (Bosque) | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 14 anos | GRÁTIS

 

TARDE DE VENTANIA – VERSÃO 1 (L’Après-Midi d’un Foehn – Version 1) | Compagnie Non Nova (França)
Qual o tempo de vida de uma sacola de plástico? Da gênese em poliestireno de petróleo até ser descartada? A narrativa imagética consiste na viagem de uma pequena e anônima sacola, entre tantas outras, rumo à eternidade sem deterioração. Com referências ao poema de Mallarmé, “L’Après-Midi d’un Faune”, e sua inspiração para Debussy compor “Prélude à L’Après-Midi d’un Faune”, esse experimento lúdico transmuta meros objetos cotidianos em seres de convívio que ganham forma e presença para voar.

Dia 12, quinta-feira às 15h, 17h e 19h |
Dia 13, sexta-feira às 15h, 17h e 19h | Dia 14, sábado às 15h, 17h e 19h | Teatro Municipal Humberto Sinibaldi | Duração: 25 minutos | Classificação etária: 5 anos | Ingressos: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada) e R$ 3,00 (credencial plena).

 

CALIBAN – A TEMPESTADE DE AUGUSTO BOAL | Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Rio Grande do Sul)
Impulsionado pela ideia de que “somos todos Caliban”, o grupo gaúcho que há 40 anos conjuga alegria e indignação no teatro de rua encena criticamente a onda conservadora em curso na América Latina atualmente. Vide o forte retrocesso que o Brasil enfrenta nos direitos sociais. Boal (1931-2009) escreveu a versão da obra de Shakespeare no exílio, em 1974. À época, movimentos sociais da região eram terrivelmente reprimidos por ditaduras civil-militares e derrotados ante o imperialismo estadunidense.

Texto: Augusto Boal | Concepção, direção, figurinos, máscaras, estrutura cenográfica, elementos e adereços: Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz | Elenco: Paulo Flores, Tânia Farias, Clélio Cardoso, Marta Haas, Paula Carvalho, Eugênio Barboza, Roberto Corbo, Letícia Virtuoso, Mayura Matos, Keter Velho, Luana Rocha, Alex Pantera, Pascal Berten, André de Jesus, Márcio Leandro, Lucas Gheller, Thales Rangel, Dalvana Vanso, Daniel Steil, Eduardo Arruda, Júlio Kaczam, Jana Farias, Pedro Isaías Lucas e Rochelle Silveira | Música original: Johann Alex de Souza.

Dia 13, sexta-feira às 16h | Praça Dom José Marcondes |
Dia 14, sábado às 19h | Praça Frei Duarte (Estoril) | Duração: 90 minutos | Classificação etária: Livre | GRÁTIS.

 

PRETO | Companhia Brasileira de Teatro (Paraná)

 

O mote é: “Como reagir artisticamente diante da pluralidade cultural, política, étnica e racial?”. A montagem investiga a rejeição das diferenças na sociedade. E articula-se a partir da fala pública de uma mulher negra que inclui questões como o racismo. O viés da arte há de expandir as percepções sobre o outro, bem como os espaços de convivência. Para tanto, os criadores beberam da literatura de formação do pensamento brasileiro, as visões sobre a nossa história sociopolítica e étnico-cultural.

Dramaturgia: Marcio Abreu, Grace Passô e Nadja Naira | Direção: Marcio Abreu

Elenco: Cássia Damasceno, Felipe Soares, Grace Passô, Nadja Naira, Renata Sorrah e Rodrigo Bolzan ou Rafael Lucas Bacelar | Músico: Felipe Storino.

 

Dia 13, sexta-feira às 19h | Dia 14, sábado às 19h | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 80 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

 

ENTRELINHAS | Coletivo Ponto Art (Bahia)

 

O solo perpassa as violências psicológica, emocional e sexual contra a mulher para retratar como a voz feminina tem sido silenciada diante da força física, da mentalidade escravocrata e do comportamento machista dominador – mesmo com significativos avanços sociopolíticos aqui e ali. A bailarina traz referências históricas como a máscara de flandres, usada pela lendária escrava Anastácia nas sessões de tortura pelo seu senhor, e o sutiã, símbolo da luta por liberdade na década de 60.

Coreógrafa e intérprete: Jaqueline Elesbão | Iluminação: Robson Poeta | Produção e sonoplastia: George Lucas | Produção executiva: Inaíra Meneses.

 

Dia 13, sexta-feira às 21h30 | Dia 14, sábado às 21h30 | Teatro do Sesc Rio Preto | Duração: 35 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

 

ESPETÁCULOS PARA TODAS AS IDADES

 

GAGÁ | Cia Bendita (São Paulo)

 

Lelé e Tantã são amigos. Ou casados há 70 anos. Ou são Adão e Eva. Tanto faz, eles têm alma de palhaço. Vivem num espaço todo pintado de branco, sem portas nem janelas, divertindo-se com jogos e lembranças. A música que sai do alto-falante é a única ligação com o mundo exterior. E dançar ainda é possível. Até serem visitados pelo personagem-título que faz às vezes de Deus, cuidador, dono do asilo ou pai das crianças, vai saber. A montagem venceu o Prêmio APCA de 2017 por texto e cenário.

Texto e direção: Marcelo Romagnoli | Elenco: Jackie Obrigon, Guto Togniazzolo e Fausto Franco | Cenário e luz: Marisa Bentivegna.

 

Dia 7, sábado às 15h | Dia 8, sábado às 15h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 50 minutos | Classificação etária: Livre | Ingressos: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada) e R$ 3,00 (credencial plena).

 

 

EUFONIA | Cia dos Pés (São José do Rio Preto/ SP)

 

A qualidade da escuta ou da emissão de sons ou da voz tem a ver com o título dessa obra. Sua dramaturgia é permeada de sonoridades e imagens que evocam a cigarra, dona de um canto altissonante na natureza. No enredo, o jeito que se encontra para conversar é como uma dança. Os sons fazem trança na língua, querendo escapar da boca. Todo ruído ao redor é capturado e transformado em fantasia. É desse jeito que o mundo se mostra para a nova voz que busca seu tom na imensidão de um jardim surrealista.

Concepção: Cia. dos Pés | Direção artística e figurinos: Linaldo Telles | Com: Angélica Zignani. | Direção de movimento: Mariane Cerilo.

 

Dia 11, quarta-feira às 15h | Dia 12, quinta-feira às 15h | Teatro do Sesc Rio Preto | Duração: 50 minutos | Classificação etária: Livre | Ingressos: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada) e R$ 3,00 (credencial plena).

 

 

CHAPEUZINHO VERMELHO | Rococó Produções (Rio Grande do Sul)

 

A encenação propõe estética de teatro adulto ao mesmo tempo em que a fábula é pensada também para crianças. Uma história plena em imagens e sons gerados por meio da dança, da transformação cenográfica e da música. A menina deseja sair de casa e iniciar-se na vida adulta que tanto lhe fascina e apavora. Alertada pela mãe, ela se depara com tudo o que o caminho e o Lobo representam em termos de “iniciação ao medo”, como define o autor francês contemporâneo dessa peça que relê o clássico.

Texto: Joël Pommerat | Tradução: Giovana Soar | Direção: Camila Bauer | Elenco: Fabiane Severo, Guilherme Ferrêra, Henrique Gonçalves e Laura Hickmann.

 

Dia 13, sexta-feira às 15h | Dia 14, sábado às 15h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 45 minutos | Classificação etária: Livre | Ingressos: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada) e R$ 3,00 (credencial plena).

 

 

CENA RIO PRETO – MODULO B (RESIDÊNCIA ARTÍSTICA)

 

Mostra de Resultado

 

CORPO/LENTES | Jorge Etecheber (São José do Rio Preto/ SP)

 

Num estúdio, o corpo dançante é registrado por meio de fotografia e vídeo. Em algum lugar da cidade – que é de onde vê e sente o mundo –, uma mulher dança enquanto captada por câmaras operadas por dois homens nos diferentes suportes. Já em cena, o corpo é real. O movimento é inédito, imprevisível. Fragmentos distintivos e essenciais habitam a bailarina e dialoga com as imagens projetadas à frente dela. Preto e branco na tela, na dança. Ondulações de resistência e acolhimento. Ela por inteiro.

Concepção: Jorge Etecheber, Andrea Capelli e Guilherme Di Curzio | Com: Andrea Capelli | Fotógrafo: Jorge Etecheber | Videomaker: Guilherme Di Curzio | Provocação: Coletivo BijaRi.

 

Dia 8, domingo às 23h | Graneleiro | Duração: 30 minutos | Classificação etária: 18 anos | GRÁTIS

 

PROJETO PALAVRA!

 

TER HISTÓRIAS BOAS PRA CONTAR | Seriam Cômicos Cia. de Teatro (São José do Rio Preto/ SP)

 

A dor do outro muitas vezes ecoa a nossa. Relatos de superação ou de indignação compõem essa dramaturgia tecida de vozes individuais que, ao cabo, refletem uma memória social. A violência cotidiana ou a maledicência de um bairro são alguns dos conteúdos motivadores. Boa parte dessas histórias da vida real foi colhida em pesquisa de campo, dando margem também para situações autobiográficas do elenco, com direito a momentos de tragicidade e de comicidade. Como se ditas pela primeira vez.

Direção e concepção: Simone Sallas | Construção dramatúrgica: Seriam Cômicos Cia. de Teatro, a partir de narrativas e depoimentos reais | Elenco: Adriana Minharro Rosa, Cintia Cotes, Elem Santos, Guilherme Minharro, Mariana Cavallari, Paulo Marquete, Rafaella Cavallari e Simone Sallas | Ator convidado: Raimundo Teixeira | Atriz convidada: Juliana Carolina | Iluminação: Marlon Morelli | Produção: Seriam Cômicos Cia. de Teatro.

 

Dia 8, domingo às 20h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos | GRÁTIS

 

 

CHÁ DAS ALMAS CARBONIZADAS | Seriam Cômicos Cia. de Teatro (São José do Rio Preto/ SP)

 

O espetáculo marca o aprofundamento da companhia na técnica do teatro verbatim, espécie de narrativa documental construída a partir das palavras exatas faladas por pessoas reais. Essa técnica surgiu na Inglaterra no final dos anos 70 e vem sendo praticada na cena brasileira mais recentemente. O resultado a ser apresentado na programação do Festival virá dos relatos colhidos no último mês pelos artistas, em diferentes contextos da cidade, e de como serão dispostos.

Direção e concepção: Simone Sallas | Construção dramatúrgica: Simone Sallas e Raimundo Teixeira, a partir de narrativas, depoimentos e falas reais | Elenco: Adriana Minharro Rosa, Cintia Cotes, Elem Santos, Guilherme Minharro, Mariana Cavallari, Paulo Marquete, Rafaella Cavallari e Simone Sallas | Ator convidado: Raimundo Teixeira | Atriz convidada: Juliana Carolina | Musa: Milady | Preparação corporal: Raimundo Teixeira | Direção de arte, figurinos, cenografia e trilha musical: Simone Sallas e Raimundo Teixeira | Desenho de luz: Marlon Morelli | Provocação: Foguetes Maravilha | Produção: Seriam Cômicos Cia. de Teatro.

 

Dia 14, sábado às 20h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos | GRÁTIS

 

Instalação

 

ENSAIO PARA GALERIA | Agrupamento Núcleo 2 (São José do Rio Preto/ SP)

 

A ação deriva da pesquisa continuada em artes integradas. Os criadores apreciam a fusão de música, vídeo, dança, teatro e artes visuais, sempre abertos às tecnologias. Dessa vez, especulam sobre a empresa GPC que atua no garimpo e manipulação de pedaços de coisas esquecidas da humanidade. Após uma grande catástrofe, o espaço é tomado por peças remanescentes a serem instaladas em cemitérios. O laboratório é aberto à visitação. Não há vida dentro da sala, mas ainda é possível ouvir algumas vozes.

Concepção, direção e audiovisual: Jef Telles | Instaladores: Cassio Henrique, Ronaldo Celeguini e Vinicius Francês | Trilha sonora: Marcelo de Castro | Fotografia: Jorge Etecheber | Projeto gráfico: Jef Telles | Produção: Daniela Honório.

 

Dia 9, segunda-feira às 22h | Dia 10, terça-feira, às 22h | Graneleiro | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 18 anos | GRÁTIS

 

 

EXPOSIÇÃO

 

FOTOGRAFIA DE PALCO II | Lenise Pinheiro (São Paulo)

 

A fotógrafa Lenise Pinheiro realiza um importante trabalho de registro da cena, especialmente daquela que é produzida ou vista na cidade de São Paulo. Isso ultrapassa a preservação impossível da efemeridade do teatro. A exposição, no contexto do FIT, reafirma as tensões que estão implícitas no registro fotográfico do movimento. A foto convida à decifração de um enigma: a partir de uma imagem fixa, o espectador pode criar novas imagens, restituindo movimento e, indo um pouco mais além, reconhecendo também os movimentos socioculturais, históricos e econômicos que estão em diálogo com a cena registrada.

 

De 5 a 14, terça a sexta-feira, das 13h30 às 21h30 e sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30 | Sesc Rio Preto | Classificação etária: Livre | GRÁTIS.

 

 

GRANELEIRO

        
Lugar de encontro com jornadas noturnas de celebração e troca de experiências entre público, artistas e participantes do Festival.

 

Retirada gratuita de ingressos na Bilheteria FIT na Swift. Máximo de 1 (um) ingresso por pessoa.

Capacidade máxima: 800 pessoas.

Não será permitida entrada de menores de 18 anos, mesmo que acompanhados dos pais.


Artistas residentes


DANILO BOUROG | São Paulo – SP

Deejay, dançarino e Beatmaker. Atuante no cenário da música há nove anos, com seu gosto eclético, Danilo Bourog viaja entre os gêneros musicais desde o R&B, Hip Hop, Funky Music, Blues, House Music e Brasilidades. Deejay nos principais eventos relacionados à área da dança no país, também divide espaço em sua pesquisa para produção através do seu selo, Projeto-B.

 

PAULO BRAZYL | Presidente Prudente – SP

Artista da imagem que desde 2005 coordena o projeto Do Furo Ao Pixel. Sua sua atuação se caracteriza pela aplicação de materiais e tecnologias – analógicas e digitais – para a produção de conteúdo nos mais diversos formatos. Nas noites do Graneleiro apresenta duas videoinstalações: GIF Brazyl (de 5 a 7 de julho) e Ponto Com Pixel (de 8 a 14 de julho)


Dia 5, quinta-feira | 21h30 às 02h


EM HOMENAGEM AOS QUE MORRERAM LUTANDO + UM FANTASMA NÃO É APENAS UM CORPO MORTO | Heterônimos Coletivos de Teatro (São Paulo)

Show-manifesto que mistura canções e textos, na tentativa de mover novos ventos e assim continuar as vozes daqueles que morreram lutando. Na videoinstalação, imagens que mesclam cenas do espetáculo Romeu e Julieta - Obra atentado aos que morreram lutando com produção do Heterônimos Coletivos de Teatro.

 

MANIFESTO DA FOME |Gilberto Gawronski (Rio de Janeiro)
Excertos do Manifesto Estética da Fome, de Glauber Rocha.

 

AMÊ E MARCÃO | Heterônimos Coletivos de Teatro (São Paulo)
DJ set que vai da bagaça dos anos 90 ao luxo pop: brasilidades, pop nacional, axé bahia, divas da música brasileira, música pras gay e pop internacional.
 

Dia 6, sexta-feira | 23h às 03h

 

MANIFESTO COMUNISTA | Jacqueline Obrigon (São Paulo), Giulia Castro (São Paulo) e Carol Campos (São José do Rio Preto/ SP)
Excertos do Manifesto Comunista, Karl Marx.

 

GENES | Ivy Souza e Lucas Wichaus (São Paulo)

Pesquisa e produção de sonoridades a partir do choque de um corpo contra o outro. É uma investigação da voz, buscando sentidos múltiplos, na tentativa de provocar em nossos corpos em atividade, memórias genéticas herdadas do processo de escravização.

 

PUTO! | G.A.L. (São José do Rio Preto/ SP)


RODRIGO MABEL | São José do Rio Preto/ SP

Conhecido nome da cena GLS desde 1990, foi residente durante anos da saudosa Mixed Club, em Rio Preto e já tocou nas principais festas do circuito. Como produtor musical emplacou remixes como Jimmy James Fashionista em 2006 e Queen - Radio Ga-ga este ano. Mabel promete fazer uma apresentação recheada de clássicos repaginados aos estilos circuit, tribal e house, e embarcar a todos numa viagem pela música eletrônica moderna.

 

Dia 7, sábado | 23h às 3h

 

MANIFESTO DA CRUELDADE | Linaldo Telles (São José do Rio Preto/ SP)
Excertos do Manifesto da Crueldade – O Teatro e a Peste, de Antonin Artaud.

 

NÃO RECOMENDADOS | Caio Prado, Daniel Chaudon e Diego Moraes (São Paulo)

Uma banda, um show, um movimento, um delírio, uma #hashtag? Não Recomendados é um espetáculo com a união de três autores intérpretes; Caio Prado, Daniel Chaudon e Diego Moraes, todos inquietos e com a mesma vontade: transformar, questionar e provocar os padrões comportamentais e viciados da sociedade. Não Recomendado composta por Caio Prado, é a raiz do grupo, música que manifesta acima de tudo, um grito de liberdade diante das burocráticas e hipócritas aparências que permeiam a sociedade. O conceito pelo não preconceito é compartilhado por Diego Moraes e Daniel Chaudon, que resulta na construção da pirâmide. Os acasos da cidade, a colisão do encontro, a insônia das canções e o inevitável show: #NãoRecomendados. O espetáculo provoca não só através do grito cantado, mas tudo é construído pra levar sensações e reflexões ao público, o cenário, as projeções, o figurino, a luz e os textos recitados.

 

BEPO | São José do Rio Preto/ SP

Bepo é um DJ que preza pela forma original de tocar com Pick Up voltado para a cultura Hip Hop, misturando estilo como Rap (gringo e nacional) Trap, Black Music, e Samba Rock com um repertório seleto e variado proporcionando uma experiência sonora envolvente. Confira DJ Bepo.

 

VJ LIVE IMAGENS | Coletivo BijaRi (São Paulo)

Performance live images que traz a manipulação do universo gráfico e filmes de forma sincronizada com a música do DJ ou ambiente.


Dia 8, domingo | 22h às 02h

 

CORPO/LENTES – ATO I Andrea Capelli, Jorge Etecheber e Guilherme Di Curzio (São José do Rio Preto/ SP)

Trabalho selecionado no Módulo B do Cena Rio Preto para o FIT 2018. O grupo participou de uma residência com o Coletivo BijaRi.

 

MANIFESTO PARA A PRISÃO | Ricardo Nolasco e Patrícia Saravy (Paraná)
Excertos do Manifesto Para a Prisão, de Tatsumi Hijikat.

 

OPERETA EM 50ML | Horrorosas Desprezíveis (Paraná)

Horrorosas Desprezíveis começou com 2016 com o encontro das artistas Amira Massabki (Guitarra), Jo Mistinguett (baixo e percussão) e Patrícia Cipriano (vocal). O trabalho nasceu a partir de uma discussão nas redes sociais a respeito do bom-mocismo que vem colonizando parte da música popular brasileira com seus ukelele e canções de amor. Horrorosas Desprezíveis surge então como uma resposta política a um conceito de fazer música.

 

LUCAS CANAVARRO | Rio de Janeiro

Lucas Canavarro tem 29 anos e é cineasta, ator e artista visual. Mestre em Processos Artísticos Contemporâneos pela UERJ e graduado em Comunicação Social pela UFRJ, é integrante da companhia Foguetes Maravilha (desde 2017) e do núcleo de pesquisa em artes Miúda (desde 2010). Cocriou, codirigiu e co-escreveu as peças Memória de Elefante (2014) e Todo esse mato que cresceu ao meu redor (2011). Trabalha como ator nos espetáculos Mortos-Vivos: uma ex-conferência (2017), sua primeira colaboração com os Foguetes Maravilha; Mó (2016); Pequeno Quadro Público (2013) e Primavera Leste (2012). É curador da ESFORÇOS — mostra de performances. No audiovisual, dirigiu quatro videoclipes, um segmento do série documental Vestígios do Brasil, e as projeções em vídeo de diversos espetáculos de teatro e dança.

 

Dia 11, quarta-feira | 22h às 02h

 

MANIFESTO ABOLICIONISTA | Carolina Virguez, Felipe Rocha, Stella Rabello e Lucas Canavarro (Rio de Janeiro)

Excertos do Navio Negreiro, de Castro Alves.

 

BW GLITCH | Christina Martins (São José do Rio Preto/ SP)

Primeira obra da série de trabalhos sobre a invisibilidade social. BW_Glitch, expõe a constante opressão e homogeneização da cultura afro a partir do recorte de ações e reações de um personagem que transcende a trajetória do tempo.

 

THE DESK | Reetta Honkakoski e Kaká Degáspari (Finlândia)

A performance The Desk é um fragmento da peça The Desk, espetáculo de teatro físico sobre o dogma, grupos políticos extremos, doutrinas e seitas: grupos estes que oferecem uma visão de mundo estruturada e uma falsa segurança.

 

MILTON VERDERI | São José do Rio Preto/ SP

Artista, performance, DJ, Milton Verderi traz seu free style que é resultado de uma pesquisa profunda e dançante, que passa pelo som desde os anos 50 do século passado até a contemporaneidade, mesclando a boa música brasileira com pitadas de jazz e black.


Dia 12, quinta-feira | 22h às 2h

 

CORPO/LENTES – ATO II | Andrea Capelli, Jorge Etecheber e Guilherme Di Curzio (São José do Rio Preto/ SP)

Trabalho selecionado no Módulo B do Cena Rio Preto para o FIT 2018. O grupo participou de uma residência com o Coletivo BijaRi.

 

MANIFESTO AMERÍNDIO | Gracê Passô e Tânia Farias (Minas Gerais)

Manifesto Guarani-Kaiowá e Mais Pajés, Menos Intolerância, dos Povos e Lideranças Indígenas do Brasil.

 

METRÓPOLIS COMBO JAZZ | São José do Rio Preto/ SP

O grupo remonta uma formação muito tradicional, com quatro sopros (saxofones, trompete e trombone), piano, baixo e bateria. Esta formação procura resgatar a tradição desta formação, muito utilizada em grupos da década de 60 e 70 e vem para apresentar leituras, mais próximas ao original, porém com formação reduzida, do repertório tocado pelas grandes orquestras. O antigo, o clássico, e a vanguarda, o elaborado e o popular, o comportado e o divertido. A sonoridade procura alcançar esta coerência, a partir de arranjos criativos, em cima de repertório alegre e divertido. Uma proposta musical que mescla do jazz com elementos de rock 'n roll, soul, blues e rhythm and blues (R&B).


Dia 13, sexta-feira | 23h às 03h


MANIFESTO ANTROPÓFAGO | Harlen Félix (São José do Rio Preto/ SP) e Marco André Nunes (Rio de Janeiro)

Excertos do Manifesto Antropofágico, de Oswald Andrade.

 

COMENTÁRIO DA TRIBO | Tribo Ói Nóis Aqui Traveiz (Rio Grande do Sul)

Depois de 40 anos de Utopia, Teatrofagia, Paixão, Anarquismo e Resistência a Tribo vem aqui Comentar o que se passa. Com fragmentos de passado e fatias de atualidade. Apenas um comentário.

 

CLAUDIO GORAYEB | São José do Rio Preto/ SP

DJ eclético que atua desde os anos 80 em vários tipos de eventos, sua especialidade é manter a pista de dança sempre cheia, variando os ritmos musicais.


Dia 14, sábado | 23h às 03h

 

VICTOR | Coletivo Ponto Art (Bahia)

Victor representa o estereótipo do heteronormativo e suas contradições. O personagem surgiu na montagem do Reproducion de Eszter Salamon e desde lá vem sendo trabalhado em formato de performance.

 

A INVASÃO DAS VALQUÍRIAS | As Valquírias (São José do Rio Preto/ SP)

Criado em novembro de 2007, em São José do Rio Preto, As Valquírias uma organização da sociedade civil que se dedica a dar oportunidade a crianças, jovens, idosos e seus familiares que se encontram em risco de vulnerabilidade social e emocional, buscando amenizar três dos maiores problemas concernentes instalados na Zona Norte de São José do Rio Preto: tráfico de Drogas, trabalho infantil e prostituição. Para tanto, estruturou-se em três frentes: a Banda Musical, o Instituto Social e a Escola de Empreendedorismo. Na invasão do Graneleiro, o grupo apresenta o Maracatu de Baque Virado. Trazem a pegada do grupo que é a de tocar canções com letras que transmitam alguma mensagem. No repertório tem Tim Maia, Elis Regina, Cazuza, Legião Urbana e outros grandes nomes da história da música.

 

VEM PRA PISTA! | Ticko B. Boy, Ricka Back Spin, Carol Fagundes, Vitória Rapassi e Danilo Bourog (São Paulo, São José do Rio Preto, Votuporanga/ SP)

Nesta noite, dançar será o lema! Na agulha, original funk, soul music, hip hop, discoteca e flashback.

 

 

AÇÕES FORMATIVAS

 

A FALA DO LUGAR E O LUGAR DA FALA

Curadoria: Maria Thais Lima Santos

Assistência: Eduardo Okamoto

 

Mesas

As urgências temáticas que pressionam os espetáculos contemporâneos são debatidas por especialistas. Os encontros são mediados por artistas cujas obras são atravessadas pelos temas debatidos. Criar cena é um modo de pensar. Encontrar e dialogar também o são. As mesas ajudam a revelar as tensões que existem entre diferentes perspectivas possíveis a um mesmo tema, bem como a infinita polifonia de elab

Por Da Redação em 20/06/2018 às 13:30