Cultura

Exposição de arte urbana inaugura espaço cultural a céu aberto

Obras de arte serão instaladas entre as torres e o paisagismo do empreendimento empresarial, na zona sul de São José do Rio Preto

A exposição “Arte Urbana” – a Vida Encontra a Arte” inaugura oficialmente, no dia 24 de outubro, o Espaço Cultural Georgina - um ambiente aberto ao público, onde os visitantes vão ao encontro das obras de arte instaladas entre as torres e o paisagismo do empreendimento empresarial, na zona sul de São José do Rio Preto.

O Espaço Cultural Georgina é uma livre inspiração dos museus ao ar livre, como o “Inhotim” e “Caminhos Drummondianos”, ambos em Minas Gerais, o “Centro Cultural de Trancoso”, na Bahia, e o Olympic Sculpture Park, em Seattle, nos Estados Unidos.

“Muito mais do que um centro de negócios, o Georgina Business Park se propõe a apresentar um mundo completo de convivência, entretenimento, arte e cultura, priorizando sempre a integração do espaço com o público e a cidade”, conta o diretor-presidente da Hdauff, Rafael Hawilla.

Ele afirma que a ocupação deste espaço será feita com obras de artes de artistas locais e da região, com intuito de fomentar a cultura, aglutinar tendências e ainda fortalecer a economia criativa.

Para a mostra de abertura, foram chamados nove artistas do graffiti, consagrados e em ascensão no interior paulista, que trabalharam suas artes em painéis de grandes dimensões, que representam muros, e sprays coloridos para a criação de formas, personagens, letras, figuras e símbolos.

O público irá se deparar com experiências de múltiplos formatos e escalas, aproveitando um mosaico enriquecedor de ideias e pensamentos. Este formato permite a interatividade dos visitantes com a maioria das obras, se inserindo como personagens do cenário. 

A curadoria ficou a cargo do artista de graffiti de São José do Rio Preto, Edson Ramos, reconhecido no cenário nacional da arte urbana em todo o país. Já para a concepção arquitetônica foram convidados os arquitetos Germana Zanetti e Leandro Madi, ambos do Zanetti&Madi Atelier de arquitetura – conhecidos por suas experiências artísticas no campo das artes cênicas e plásticas. 

Os artistas convidados são Edson Ramos, Khristopher Genari (KRS), Fabrinio Gomes (Oreia), José Rafael Leite Machado (Leite), Leandro Augusto Bellini (Stan), Leonardo César Francischetti (Guimnomo), Marcelo Alves (Celo), Raphael Gaudio (GDO) e Rafael Ramazote (Kiko).

No dia 5 e 6 de agosto, os artistas se reuniram para a produção conjunta das obras. São painéis confeccionados em madeira compensada, em formatos variados e de grande dimensão, com áreas de graffiti que variam de 9,5 metros a 31,68 metros.

Segundo o curador Edson Ramos, a exposição é um retrato do que os artistas produzem nas ruas, com seus estilos e identificações. “Essa mostra está muito antenada ao que acontece no mundo, com a apropriação da arte do graffiti em galerias e museus.”  

Nascida em Nova York no final dos anos 1960, a street art é uma forma de manifestação artística que se espalhou por todo o mundo. Este movimento ganha a cada dia mais espaço no cenário urbano, com artistas consagrados, e é visto como um importante valor cultural, especialmente por expressar o cotidiano dos mais diferentes povos. Hoje já existem museus, em Amsterdã, São Petersburgo e até Berlim que expõe o graffiti e atraem milhares de pessoas.A arquiteta Germana Zanetti, responsável pela curadoria arquitetônica, diz que os painéis em grande dimensões foram inseridos entre marquises, canteiros e até mesmo integrados as jabuticabeiras centenárias.

“Vivemos cotidianamente através da arquitetura, atravessando-a, ou sendo barrados por ela por toda a cidade. O mesmo acontece com a arte graffiti, que se instala entre muros, viadutos, prédios. Essa mesma ideia levamos para a mostra: em um só lugar as duas manifestações da arte”, diz Germana.

O Espaço Cultural Georgina promete ser um dos lugares mais surpreendentes e atrativos da região para quem gosta de arte, cultura e entretenimento. A exposição “Arte Urbana – O encontro da vida com a arte” dá início a esse novo e surpreendente espaço que, com toda certeza, vai valorizar ainda mais toda a região.

EDSON RAMOS

Um dos mais renomados artistas de graffiti de Rio Preto, reconhecido no cenário nacional da arte urbana em todo o país. Edson já expôs em galerias de São Paulo e em Nova York. Seus trabalhos também estão espalhados em espaço públicos de diversos estados brasileiros. Com toda a sua expertise, ele é o curador da mostra.

KHRISTOPHER GENARI (KRS)

Natural da cidade de Neves Paulista, KRS é um jovem artista que trabalha com street art há quase cinco anos. Formado em ilustração, o grafiteiro se destaca com seus traços marcantes e já foi premiado no concurso realizado por uma das grandes marcas do street art, a Posca, no Festival Pixels Show. Seu estilo é o pop art, cartoon e abstrato.

FABRINIO GOMES (OREIA)

Natural de São José do Rio Preto, desde 2005, Fabrinio trabalha com a arte graffiti e já desenvolveu suas obras em diversas cidades do interior paulista.  Em Rio Preto, ele participa de vários projetos de valorização da cultura urbana, entre eles a pintura dos pontilhões da cidade como o do bairro Vetorazzo e da Avenida Andaló. Sobre seu estilo de pintura, ele não tem limitações, sua arte vai de grafismo a desenhos de paisagens e personagens.

JOSÉ RAFAEL LEITE MACHADO (LEITE)

Natural da cidade de José Bonifácio, desde 1999, Rafael, ou Leite, como é chamado, desenvolve a arte do graffiti. Leite já participou de diversos mutirões de arte urbana por cidades como Ribeirão Preto, São Paulo e em Rio Preto suas obras podem ser vistas em diversos espaços públicos, como o pontilhão do bairro Vetorazzo, entre outros. Seu estilo é o de desenhos e letras.

RAPHAEL GUIDO (GDO)

Natural de São José do Rio Preto, Raphael é formado em designer gráfico e atua no universo do graffiti desde 2012. Seus traços e desenhos, sempre ligados à natureza, vão do surrealismo ao abstrato. Raphael tem em seu currículo a participação em diversas ações ligadas ao universo do graffiti, entre as principais, a Galeria Itinerante, com pinturas em painéis e tapumes pela cidade, como uma intervenção do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto.

MARCELO ALVES (CELO)

 Há 16 anos, o graffiti faz parte da vida do artista, que trabalha com arte urbana produzindo e ensinando novos artistas. Celo já atuou como professor em diversos projetos de street art em instituições como Sesc, Senac e a Fundação CASA. Suas obras podem ser vistas em diversas localidades pelo Brasil e em grandes capitais como São Paulo.

LEANDRO AUGUSTO BELLINI (STAN)

Natural de São José do Rio Preto (SP), desde 2011, Stan Bellini é envolvido com o graffiti. Em seu currículo, ele soma diversas experiências com arte urbana, entre elas ser professor na Casa do Hip Hop. Como um grande influenciador do street art em Rio Preto, ele gosta de pintar cotidianos diferentes ou até mesmo paisagens e mundos surreais, levando seu personagem, figura característica de sua pintura, para todos os tipos de universos.

 

LEONARDO CÉSAR FRANCISCHETTI (GUIM)

Artista da cidade de Mirassol, Guim começou a desenvolver o graffiti em 2008. Antes disso, desenhava e fazia intervenções urbanas com stickers e poster (Lamb), utilizando técnicas de estêncil e serigrafia. Sua assinatura como Guimnomo traz parte de sua essência artística, sendo uma mistura de seu apelido Guim e a figura mística do Gnomo.

 

RAFAEL RAMAZOTE (KIKO)

Apaixonado pelo graffiti, desde muito pequeno, Rafael teve seu primeiro contato com essa arte aos 4 anos idade. Rafael, que é integrante da Crew ART 165, equipe formada por artistas renomados artistas no Brasil e exterior, criou seu próprio personagem com o estilo vetor, em que retrata um pouco de sua infância. Ele já participou de projetos como Cultura para Todos, Unidos pelo graffiti, Hip Hop em Ação, Espaços Urbanos Ressignificados Afetivamente Pela Arte, do Prêmio Nelson Seixas, Doodle Art 165, entre outros.

 

Por Da Redação em 24/10/2017 às 10:00
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