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Cidades

Rio Preto é 11ª do estado em potencial de consumo

No ranking nacional o município saltou da 46ª para a 40ª posição neste ano

Rio Preto é a 11ª cidade do Estado de São Paulo com maior potencial de consumo para este ano. A informação é de um levantamento elaborado pelo IPC (Índice de Potencial de Consumo) Maps, da IPC Marketing Editora. Do ano passado para 2018, o município subiu uma única posição no ranking estadual. Já no ranking nacional, em um ano, Rio Preto passou da 46ª posição para a 40ª. Na comparação com o ano passado o levantamento projeta um crescimento de R$ 2,2 bilhões. Os principais responsáveis pelos gastos da população rio-pretense são a manutenção do lar e a alimentação.

O estudo aponta que a Classe B rio-pretense – que tem renda média domiciliar entre R$ 4,8 mil a R$ 9,2 mil – é a de maior potencial de consumo, com participação de 53,1%. Em valores, essa classe deverá consumir até o final deste ano R$ 7,5 bilhões. Maior parte deste gasto, cerca de R$ 1,9 bilhão é para manutenção do lar.

Já as Classes C, D e E – rendas abaixo de R$ 2,7 mil mensal – somadas consumirão até dezembro cerca de R$ 4,4 bilhões. Enquanto a Classe A, que possuí uma renda mensal superior a R$ 20 mil –, sendo que sozinha consumirá R$ 2,1 bilhões.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Jorge Luís de Souza, a projeção da pesquisa mostra um avanço econômico que começa a ser consolidado. “Apesar de uma tímida recuperação econômica, acreditamos que estes números são de um avanço relativamente importante. Neste primeiro trimestre, Rio Preto vem se recuperando na área comercial. Outro fator que contribuiu com esta projeção é a consciência do consumidor. Notamos que nos últimos meses, houve uma queda na inadimplência, é um bom sinal, pois quando menos endividado sobra dinheiro para consumo”, diz.

Para o secretário municipal, estar entre as onze primeiras cidades no ranking estadual e a 40ª no nacional, torna o município atrativo para investidores e deixa a economia local ainda mais promissora. “Um empresário verá essas projeções da pesquisa e notará em Rio Preto uma massa de consumo mais consolidada. Nosso município conta com uma economia bem diversificada tanto em serviços quanto no comércio. Isso acaba equilibrando nos momentos de crises, pois quando um setor está em baixa outro acaba compensando. Isto nos mantém com números expressivos no ranking e, consequentemente, trará mais investimentos a cidade”, conta.

Análise compartilhada pelo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp), Paulo Tadeu de Oliveira Sader. “Nossa cidade vem ganhando posições favoráveis, em minha opinião, devido a economia diversificada. Estava diversificação fez com que o município sentisse mais tardiamente a crise e sairia mais rapidamente também. A Acirp, por meio do seu centro de estudos, já previa um aumento na intenção de compras do consumidor de Rio Preto e a pesquisa do IPC Maps confirma nossos números”, ressalta. Entretanto, o presidente da Acirp alerta para uma possível oscilação na projeção em decorrência aos últimos acontecimentos no país. “É importante ressaltar que esses dados são índices, ou seja, quando foram projetados não acontecia à crise política, não tínhamos a greve dos caminhoneiros e as repercussões negativas atuais. O que isto pode acarretar uma espécie de oscilação que poderá ser sentida nos próximos meses. Não quero ser pessimista, mas é uma análise realista da situação”, detalha Paulo Tadeu.

A oscilação citada pelo presidente da Acirp já aparece em alguns dos setores que estavam em alta na projeção. Um exemplo é a população que faz suas alimentações fora de casa. Na pesquisa da IPC Marketing Editora apontava um aumento de 19% quando comparado 2017 com 2018.

O empresário Marcelo De Lalibera, proprietário do Fran’s Café no bairro Redentora afirma que no primeiro trimestre houve uma melhora, mas no segundo já sente os efeitos da retração. “De janeiro a março tivemos uma melhora de aproximadamente 5%, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Mas no segundo trimestre, já estamos sentindo os reflexos de uma forte retração. Para se ter ideia, o mês de maio foi um dos piores dos últimos anos. Vamos agora aguardar para ver como será junho, ainda mais com os últimos acontecimentos no Brasil”, diz o empresário.

O levantamento da IPC Marketing utiliza como base os dados de fontes oficiais, como o IBGE, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Ministério da Fazenda. Décima primeira no ranking estadual, Rio Preto fica atrás dos municípios de São Paulo, Campinas, Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto, Sorocaba, São José dos Campos, Osasco e Santos.

Por Alex Pelicer em 07/06/2018 às 23:59
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