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Cidades

DIG esclarece homicídio de caseiro em Rio Preto

Homem foi morto pela mulher, de acordo com as investigações; crime foi em fevereiro

 

A morte do caseiro Juliano Bravalheri, de 35 anos, que foi morto em fevereiro deste ano, foi esclarecida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto. A suspeita do crime seria a mulher da vítima. No depoimento dela, ela nega ter executado o companheiro, mas afirma ter contratado uma pessoa para praticar o ato, versão descartada pela Polícia Civil devido às contradições. A mulher foi presa no final da tarde de quarta-feira, dia 18, enquanto busca a filha na escola.

De acordo com o delegado da DIG, Alceu de Oliveira Júnior, no local do crime um detalhe chamou a atenção dos investigadores no início das investigações. “Notamos que a vítima estava com o rosto coberto, isto nos chamou a atenção, pois tal atitude mostrava que a pessoa que matou o caseiro tinha um sentimento por ele. Isto é algo incomum. Então, as equipes trabalharam neste sentindo e passamos a suspeitar da companheira” afirma.

Outros detalhes que, segundos os investigadores, reforçam ainda a suspeita sobre a mulher são as imagens de segurança e a certeza da arma usada no crime. “A câmera de segurança registra apenas ela deixando o local, depois disso não existe mais movimentação até o momento em que o corpo é encontrado. Outro detalhe foi ela afirmar que foi usada uma barra de ferro. Até aquele momento não tínhamos essa informação, pois o instrumento do crime não foi encontrado. Trabalhávamos com a hipótese de um objeto contundente. Ou seja, poderia ser um bastão de madeira, uma barra de ferro, um cabo de ferramenta, porém ela teria afirmado que foi uma barra de ferro, levantou ainda mais suspeita ainda”, conta Alceu.

O delegado também afirma que após algumas contradições a mulher confessou seu envolvimento no crime, porém, a suspeita diz ser a mandante e não a autora. “Em determinado momento do depoimento ela acaba confessando que tinha envolvimento na morte do companheiro, mas diz que contratou uma pessoa para praticar o crime. Mas não conseguiu manter esta tese, pois quando foi questionada quem seria o assassino ela não soube informar detalhes de quem, como o contratou e quanto iria pagar”, diz o delegado.

Quando Juliano Bravalheri foi atacado, ele estaria dopado e provavelmente dormindo. “Ela confessou ter diluído comprimidos de Diazepam (medicamento sedativo) no café do caseiro e ele não percebeu. Não informou exatamente a quantidade, ora ela afirma ser três, ora ser cinco. E quando ela o atacou, ele já estava desacordado. Isto torna um agravante isto por que impossibilitou qualquer tipo de defesa da vítima”, conclui Alceu Júnior.A mulher ficará presa à disposição da Justiça e deverá ser transferida da carceragem da DIG para o presídio feminino de Nhandeara.

Sobre o crime

No dia 1º de fevereiro o caseiro Juliano Bravalherifoi encontrado morto por familiares na própria cama com o rosto coberto por roupas em uma propriedade rural próximo ao bairro Lealdade. A vítima apresentava sinais de agressões, como afundamento de crânio e fratura no maxilar.No dia do crime, a mulher da vítima relatou que os dois trabalhavam como caseiro na propriedade rural. Também disse não estar no imóvel na hora do crime e estava na casa de familiares.Ainda afirmou que nos últimos meses o caseiro teria se desentendido com um grupo de pessoas que invadiam o local para furtar milho, mandioca e muitas vezes também causavam danos nas cercas.A investigação foi concluída nesta semana e apontou que esta versão seria falsa e criada para tentar desviar a atenção da polícia.

 

Por Alex Pelicer em 19/04/2018 às 23:59
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