Cidades

Na região, emprego na construção volta a crescer com 103 vagas

Região noroeste é a terceira do Estado de São Paulo com maior número de contratações em julho. Dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas, com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego

A construção civil regional voltou a criar postos de trabalho em julho seguindo a tendência nacional que também registrou números positivos de emprego no mês. Foram criadas 103 novas vagas em julho, o que representa aumento de 0,36% em relação a junho. A região noroeste foi a terceira do Estado de São Paulo a criar mais vagas, ficando atrás apenas de Santos André e São José dos Campos. Hoje a região emprega 29.076 trabalhadores com carteira assinada na construção civil, o que representa 4,30% do total de empregados no setor do Estado. 

Os dados positivos seguem a tendência nacional. Em julho depois de 33 meses de queda, o nível de emprego na construção civil brasileira voltou a subir com alta de 0,07% na comparação com junho e contratação de 1.677 trabalhadores. A reação regional do mercado da mão de obra chega depois de quatro meses seguidos de queda no emprego. Em junho foram eliminados 28  postos de trabalho, em maio foram 391 demissões, em abril 36, em março 45. Já em fevereiro foram abertas 192 vagas e em janeiro 401.

Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Entre os municípios que mais empregam no setor da construção civil regional, a exceção negativa foi São José do Rio Preto. Em julho a mão de obra formal do município encolheu 1,01% em relação a junho com a eliminação de 87 vagas. Apesar do resultado adverso, o cenário do emprego na construção civil em Rio Preto é positivo com saldo de 63 contratações a mais que demissões desde o início do ano. A cidade tem um total de 8.530 empregos formais no setor.

Em Catanduva o mercado reagiu com a criação de cinco novas vagas em julho o que representa aumento de 0,40% em relação ao mês anterior. Foi o primeiro resultado positivo desde janeiro. Desde então a cidade registrava apenas demissões. Com isso, o mercado de trabalho da construção civil local registra 1.245 pessoas com carteira assinada.

Números positivos também em Votuporanga onde o saldo entre contratações e demissões resultou em oito novos postos de trabalho o que representa aumento de 0,48% em relação a junho. Foi o segundo mês seguido de alta no emprego o que eleva para 1.682 o total de empregos formais na construção civil local.

Em Fernandópolis foram criados 12 novos postos de trabalho o que representa aumento de 0,91% em relação a junho e eleva para 1.334 o total de empregos formais no setor. Foi o primeiro resultado positivo depois de dois meses anteriores de queda no emprego.

A pesquisa mostra que Araçatuba mantém o posto de segundo mercado imobiliário mais dinâmico do noroeste do Estado. Em julho a cidade criou 64 novas vagas na construção civil o que representa aumento de 2,01% em relação a junho e eleva para 3.252 o total de empregados com carteira assinada. Em 2017, Araçatuba teve saldo positivo de contratações em todos os meses, com exceção de maio e junho.

Andradina elevou para 928 o total de empregos formais no setor depois de registrar a abertura de sete novas vagas em julho o que representa aumento de 0,76% em relação ao mês anterior. Birigui também teve resultado positivo com o aumento de 18 vagas no mercado de trabalho o que representa aumento de 2,21% em relação a junho e eleva para 832 o total de empregos formais na construção civil local.

Brasil

No Brasil, pela primeira vez depois de 33 meses de queda, o nível de emprego na construção civil voltou a subir. Em julho, houve alta de 0,07% na comparação com junho. Com a contratação de 1.677 trabalhadores, o estoque de trabalhadores foi de 2,457 milhões para 2,458 milhões. Em 12 meses, entretanto, a queda é de 10,31% e na comparação com julho de 2016, a redução chega a 12,63%. Ao se desconsiderar os efeitos sazonais*, o emprego registrou queda é de 0,44% em julho na comparação com junho (-10.887), chegando a 34 baixas consecutivas.

Para o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, o número positivo de julho não indica tendência de reversão. "Pontualmente houve alguma melhora em segmentos como preparação de terrenos e obras de infraestrutura, mas a tendência geral do nível de emprego continuará declinante até o final deste ano", afirma. De acordo com Romeu Ferraz, "tanto a atividade da construção imobiliária como a da infraestrutura seguirão em queda em 2017, em função da falta de investimentos públicos e privados em volumes suficientes para reativar de forma robusta o nível de emprego da construção. Com o reaquecimento do mercado imobiliário e a volta de investimentos em infraestrutura, esperamos uma situação melhor em 2018."

Segmentação

Em julho, na comparação com junho, registraram alta os segmentos Infraestrutura (1,04%), Preparação de terreno (0,81%) e Engenharia e Arquitetura (0,77%). Na outra ponta, Obras de instalação e Incorporação de imóveis tiveram baixa de 1,32% e 0,27%, respectivamente. Em 12 meses, todos os segmentos apresentam queda, sendo as maiores baixas em Imobiliário (-13,66%), Obras de acabamento (-11,97%) e Preparação de terreno (-10,55%).

Por regiões

Das cinco regiões do Brasil, três registraram alta: Norte (1,21%), Centro-Oeste (0,97%) e Nordeste (0,05%). Já as regiões Sudeste (-0,16%) e Sul (-0,04%) registraram baixa em julho. No Sudeste, as quedas se concentraram no Rio de Janeiro (-1,98%) e Espírito Santo (0,46%). São Paulo, principal mercado do país, teve alta de 0,09% e Minas Gerais de 0,82%. Na região Norte, houve alta em quase todos os estados, com destaque para o Acre (2,10%), Pará (1,58%) e Rondônia (1,30%). Apenas Roraima e Amapá tiveram baixas, -1,14% e -0,14%, respectivamente.

No Nordeste, os estados do Maranhão (2,45%), Bahia (0,66%) e Rio Grande do Norte (0,38%) puxaram a alta da região. Na outra ponta, Alagoas (-1,29%), Pernambuco (-0,84%), e Ceará (0,56%) impediram que a alta fosse maior. No Centro-Oeste, registraram alta Mato Grosso (3,33%), Goiás (0,73%) e Distrito Federal (0,73%). Mato Grosso do Sul teve queda de 0,86%. Por fim, na região Sul, o Paraná teve queda de 0,53% e puxou o resultado regional para baixo. Santa Catarina teve alta de 0,30% e o Rio Grande do Sul de 0,23%. 

Por Da Redação em 12/09/2017 às 16:08