Cidades

Previous Next

Prefeitura faz recape em ruas sem buraco

Enquanto vias das regiões periféricas estão se deteriorando, ruas e avenidas centrais recebem nova camada de asfalto para implantação de corredores de ônibus

A primeira vista, a cena pode até agradar os motoristas rio-pretenses que estão cansados da epidemia de buracos. São máquinas grandes e dezenas de homens trabalhando nas principais ruas e avenidas da região central. Eles constroem uma nova camada de pavimentação, deixando importantes vias da cidade quase perfeitas – com aparência digna das grandes metrópoles dos países desenvolvidos.

Seria uma ótima notícia, não fossem as demais ruas e avenidas que estão deterioradas pelas intempéries e pelo alto fluxo de veículos. O que incomoda a população contribuinte, de modo geral, é que esse recapeamento está sendo feito – em sua maioria – em vias arteriais (que ligam as diferentes regiões da cidade) cujo atual estado do asfalto é satisfatório. Enquanto isso, multiplicam-se os buracos nas vias coletoras (que dão acesso a outras ruas na mesma região ou às vias arteriais).

Ruas como Antônio de Godoy, Saldanha Marinho e Bernardino de Campos (todas na região central), além de grande parte da avenidaPhiladelpho Gouvêa Neto (que liga o Centro à Zona Norte), são exemplos dessa situação. Todas já receberam grossa camada de pavimentação sobre um asfalto que, apesar de antigo, não apresentava imperfeições como rachaduras e buracos. 

Um contrato para o recapeamento de 70 quilômetros de vias foi licitado no início do ano pela atual administração, mas a ordem de serviço só foi assinada em meados de abril. Na quarta-feira, 17, completou um mês do início dos trabalhos, que vão custar R$ 10,4 milhões aos cofres municipais. “Serão aplicadas aproximadamente 250 toneladas de massa asfáltica diariamente, o que corresponde a três quadras por dia”, afirmou o prefeito Edinho Araújo logo após a assinatura da ordem de serviço.

A assessoria da Prefeitura alega, no entanto, que o recapeamento realizado nas ruas e avenidas do Centro é fruto de outro contrato. Assinado pela gestão Valdomiro Lopes (PSB), o documento prevê um reforço da pavimentação para a construção de corredores de ônibus. Trata-se, então, de mais uma das etapas do Plano de Mobilidade Urbana. Assinado em agosto do ano passado, o contrato para a criação dos nove corredores de ônibus (42 quilômetros) vai custar R$ 53 milhões.

“Uma outra frente de recapeamento, que nada tem a ver com o projeto dos Corredores, está sendo feita pela empresa Noromix nas ruas e avenidas de maior fluxo de trânsito”, afirma trecho da nota da Prefeitura.

Antes e depois

Pelo serviço de localização Google Street View – cujas fotos do quadrilátero central de Rio Preto foram atualizadas em outubro – é possível ver que à época era satisfatório o estado de parte das vias recapeadas agora. Já em ruas periféricas como Major Joaquim Borges de Carvalho (Vila Angélica), Ali Elhadia Ramadan (Castelinho) e na avenidaTarraf (marginal da BR-153) surgem buracos toda semana.

Questionada, a assessoria da Prefeitura não informou se há a previsão de recapeamento nas ruas visitadas pela reportagem da Gazeta. Os nomes dessas ruas não constam no cronograma publicado no site da Prefeitura de Rio Preto. A página prevê, no entanto, a construção de nova camada asfáltica em ruas e avenidas dos bairros Eldorado, Parque Industrial, Esplanada, Boa Vista, Jardim Vetorazzo, Jardim Henriqueta, Vila Borghese, Vila Aeroporto, Vila Nossa Senhora da Paz, Vila Roseana e Vila Diva. O ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) não foi encontrado nesta quinta-feira, dia 17, para comentar o caso.

(Colaborou Ademir Terradas)

 

Por Alex Pelicer em 18/05/2017 às 23:59
JK Essencial Residence