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Tchau, horário de verão! Até novembro!

Michel Temer decide por redução e mudança para início do período neste ano por conta das eleições

Para alegria de uns e tristeza de outros, o horário de verão chegou ao fim no último fim de semana. Dez estados e o Distrito Federal atrasaram seus relógios em uma hora na meia-noite de sábado, dia 17, após o adiantamento dos ponteiros em 2017, no terceiro domingo de outubro, assim como acontecia desde 2008.

Acontecia porque em 2018 será diferente! O horário de verão foi reduzido, passando de outubro, para o primeiro final de semana de novembro deste ano, um fim de semana após o segundo turno das eleições.

A medida foi uma decisão do presidente Michel Temer, após o governo federal analisar abolir o horário de verão, baseado em um levantamento do Ministério de Minas e Energia que apontava uma redução baixa do consumo, contrariando o propósito da criação do horário de verão em 1931, em gerar economia de energia elétrica no país. Mas como o Brasil vive um período de estiagem, a decisão foi por manter o horário de verão, sendo bem-vinda a redução de consumo de qualquer expressão.

Já a decisão pela redução do horário de verão 2018/2019 vem para atender o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, que solicitou o adiamento do período junto a Temer para não haver atrasos nas eleições deste ano.

Desta vez, serão 15 dias a menos de horário de verão, o que faz o tema novamente dividir opiniões. De um lado os que não aprovaram a redução, do outro, os que comemoraram o decreto. “Gosto do horário de verão. Ele poderia durar mais do que quatro meses. Favorece a prática de exercícios ao ar livre.”, afirma a universitária Inarriman Alves, de 19 anos.

Já o empresário Rafael Marques, 33 anos, proprietário de um restaurante de comida saudável, ficou satisfeito com a mudança. Segundo ele, o horário de verão atrapalha o movimento do estabelecimento comercial. “Notamos que as pessoas vêm para o jantar apenas depois que escurece, com isso ficamos algumas horas com um fluxo baixo de clientes”, explica Rafael.

Independentemente do partido que se toma, nenhum dos lados parece estar empenhado em economizar energia. O último horário de verão gerou uma redução apenas de 0,5% no consumo de energia do país. A razão pela baixa economia é que o povo brasileiro mudou os hábitos, tem ligado mais o ar-condicionado, prefere as luzes acessas, e no conforto desses “novos hábitos” acaba se esquecendo do valor da conta ao fim do mês, e do baixo nível dos reservatórios!

Por Kelê Louis em 22/02/2018 às 23:59
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