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Bolsa de Mulher

Um vício chamado celular

Estudo comprova que dependência do uso do celular se assemelha ao vício em drogas

Talvez você ainda não se deu conta, mas é viciado no seu smartphone. A princípio todos negam, mas não é preciso muito para detectar a dependência. Experimente contabilizar quantas vezes ao dia você toca na tela do seu celular. É muito provável que ultrapasse a casa das dezenas, ou até que perca a conta. Outras situações também podem comprovar o vício, como por exemplo, estar com o celular sempre ao lado, seja na hora de dormir ou de acordar.

Características como essas podem indicar a dependência do celular, que segundo um estudo realizado pela Universidade de Seul, na Coreia do Sul, pode ser denominado como vício, já que o seu uso demasiado produz alterações químicas no cérebro, parecidas aos de uso de drogas. A pesquisa aponta ainda quea utilização excessiva traz muitas consequências para os dependentes, como ansiedade e falta de atenção, além de afetar a vida social e relacionamento com familiares e amigos.

Para a psicóloga Patrícia Mateus, o uso excessivo da tecnologia pode prejudicar até mesmo atividades do cotidiano, como a rotina de trabalho, assim como a evolução interior de cada um. “É através do contato real que vamos nos descobrindo, quando a pessoa se distancia disso, ela se afasta de si e acaba se impedindo de refletir sobre ela mesma”, afirma.

No Brasil, o uso em excesso do celular é a terceira maior causa de mortes no trânsito, 54 mil pessoas por ano em média, de acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego.

Não se pode negar as facilidades que um único aparelho é capaz de oferecer, com um simples toque temos o mundo na palma das mãos. Mas todo cuidado é pouco!

O tempo todo as pessoas interrompem o que estão fazendo para olharem para o celular, deixam de viver o real para interagir com o virtual. Quantas vezes o bate papo no WhatsApp substituiu uma boa proza com quem está verdadeiramente ao lado?

A vida passa. As pessoas também. Vai chegar o dia que vamos lamentar o tempo, e sentir que deveríamos ter ficado menos com o celular.

Por Kelê Louis em 25/01/2018 às 23:59