Autoconhecimento

Tarô: um caminho para o autoconhecimento

O Tarô é um dos espelhos do inconsciente e a interpretação das cartas pode ser um caminho interessante para a busca de si mesmo

Um dia fui convidado a abandonar as atividades que realizava em um centro espírita daqui de Rio Preto porque a presidente era contra a minha profissão de terapeuta holístico, onde uso também o tarô como ferramenta de trabalho. Neste centro eu iniciei e coordenei um grupo de apoio com mães que perderam seus filhos. Ali fazíamos o estudo da doutrina e o objetivo era amenizar a dor de cada uma delas com encontros semanais, onde elas tinham espaço para falar de suas lágrimas e feridas de saudade. Obviamente que eu nunca joguei tarô para elas. O tarô é minha profissão. O trabalho no centro era minha caridade e aprendizado. E uma coisa nada tinha a ver com a outra. Deixei aquele trabalho com muita dor no coração, sem nem poder me explicar para aquelas mães. Nunca me manifestei sobre esse assunto.

Hoje em dia, a cada dia que passa, percebo cada vez mais o interesse das pessoas pelo tarô, um dos oráculos mais populares no mundo. Geralmente o cliente chega em busca de previsão de futuro, mas ao longo da consulta acaba percebendo que as cartas do tarô têm um poder muito maior do que simplesmente dizer o que vai acontecer lá na frente. Apesar de ainda ser muito usado como instrumento de sortilégio, o tarô oferece um estudo de si próprio como ferramenta para o autoconhecimento.

Essa forma de usar o tarô como instrumento de autoconhecimento foi objeto de estudo de Carl Gustav Jung, médico psiquiatra e criador da psicoterapia analítica. Um gênio que percebeu que as imagens arquetípicas do tarô estavam ligadas com o nosso inconsciente. Em seguida, na década de 80, um grupo de psicólogos americanos desafiou as linhas mais ortodoxas da profissão, dando início de maneira muito reservada a uma pesquisa que incluía o uso do tarô no tratamento de pacientes. A pesquisa consistia em estimular nos pacientes a escolher uma carta aleatória e, junto com o profissional, fazer uma livre interpretação. A proposta por trás dessa escolha era que houvesse uma conexão inconsciente entre a imagem da carta escolhida e conteúdos reprimidos nos clientes. A experiência foi muito bem-sucedida, sendo possível traçar um perfil muito mais profundo sobre os pacientes e suas histórias.

Desde então, a aplicação terapêutica do tarô se aprimorou e expandiu em outras modalidades. O uso do tarô por terapeutas continuou a ser empregado por muitos profissionais que acreditam que seus símbolos podem ser importantes veículos de comunicação entre o consciente e o inconsciente humano; assim a imagem de cada carta do tarô é capaz de carregar e exteriorizar conteúdos até então escondidos na psique dos próprios pacientes.

Imagine que você está em uma floresta escura e desconhecida. Até consegue reconhecer parte do cenário que lhe cerca, porém não consegue encontrar o atalho que leva a um território seguro. O Tarô funciona aqui como um mapa da floresta, uma fotografia aérea do momento e do local no qual você se encontra. Dessa forma, oferece mais informações para a compreensão dos conflitos, propicia decisões mais conscientes e antecipa os cenários que virão logo à diante. Na minha abordagem terapêutica, as previsões ficam em segundo plano, dando a prioridade para os esclarecimentos. A consulta se transforma em um exercício de ampliação da consciência. A partir dos elementos presentes em cada carta, você reflete sobre os padrões emocionais, expectativas e negligências. Aprende a medir os danos causados pelo medo e pela ansiedade. Entende sobre a verdadeira função dos outros em sua vida, e vice-versa.

As cartas do tarô também são usadas hoje em dia para a indicação de essências florais, que trabalham as emoções. Desse modo é possível utiliza-lo para identificar o momento psicoemocional em que a pessoa se encontra e, através dessa identificação, elaborar a receita floral adequada. Também pode ser usado na meditação e na interpretação de sonhos.

O tarô tem ainda um longo caminho de evolução pela frente: hoje já vemos essa arte como algo mais que um simples oráculo, mas sim como um meio de enxergarmos o futuro, relembrarmos o passado e unir ambos em um autoconhecimento presente.

CARTA DA SEMANA 09 a 16/02

Esta será uma semana de bastante movimento. Muito cuidado com atitudes impulsivas. Use bastante a sua cabeça e pense bem antes de escolher uma saída. Não tome decisões com a cabeça quente. Seja racional neste período. Em breve tudo voltará ao equilíbrio. Não faça promessas quando você estiver alegre. Não responda quando você estiver triste. Não tome decisões quando você estiver zangado. Pense sempre duas vezes. O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes, porque a água que passou nunca passará novamente. Aproveite cada minuto da sua vida. Desejo que você tenha uma ótima semana!

A IMPORTÂNCIA DA TRISTEZA

A tristeza é um convite para olhar para dentro. É um grito por atenção, de desespero, pedindo para o mergulho ser feito para dentro de nós mesmos. São as emoções escondidas, jogadas para debaixo do tapete, implorando para serem sentidas, vividas, choradas e entendidas. E nós fazemos isso? Não. A saída para driblar esta situação é fazer a viagem interior. Olhe para dentro de você. Sinta. Chore. Sorria. Grite. Arranque os cabelos, se necessário. Xingue e peça desculpas depois. Jogue alguma coisa no chão (pague se não for sua). Seja como for, mas sinta. Peça ajuda se perceber que não consegue fazer o mergulho sozinho.

UM POUCO DE OSHO

“Nunca existiu uma pessoa como você antes, não existe ninguém neste mundo como você agora e nem nunca existirá. Veja só o respeito que a vida tem por você. Você é uma obra de arte — impossível de repetir, incomparável, absolutamente única. Estou aqui para dizer-lhes algo que é absolutamente inacreditável: que vocês são deuses e deusas. Vocês se esqueceram disso. Não há necessidade alguma de ter medo. Você pode perder apenas aquilo que tem que ser perdido. E é bom que perca logo – porque quanto mais tempo ficar, mais forte aquilo se torna”. Osho

Por Thiago Guimarães em 08/02/2018 às 23:59
JK Essencial Residence