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A difícil arte de cumprir as metas

Artigo escrito por Juliana Paes Garcia, Coach em Alta Performance e Mudança de Carreira

Estamos entrando em junho, último mês da primeira metade do ano. De tudo o que você se comprometeu a fazer, o quanto já realizou? Quais metas que estabeleceu na virada do ano realmente viraram realidade?

O fato é que com o passar do tempo, a motivação extra que vem com o início do ano vai se arrefecendo, e a tendência é nos acomodarmos na zona de conforto. Em um ano desafiador como este, em que já tivemos uma severa crise, e ainda temos Copa do Mundo e Eleições pela frente, é grave o risco de chegar ao final do ano sem ter realizado nem metade do seu objetivo inicial.

A neurociência já comprovou que os seres humanos atuam na maior parte do tempo de maneira inconsciente, agindo de acordo com padrões pré-estabelecidos. Os hábitos foram uma maneira que o nosso cérebro encontrou para automatizar a maior parte das nossas funções, e assim desperdiçar menos energia pensando e raciocinando antes de agir.

Por isso que mudar literalmente dá trabalho: porque estamos indo contra uma programação já estabelecida no nosso sistema que reforça a tendência de agir sempre da mesma maneira.

Se você quer encontrar um novo emprego, por exemplo, vai precisar fazer coisas diferentes do que tem feito até hoje: atualizar seu currículo, melhorar seu perfil do LinkedIn, ser pró-ativo em fazer networking, desenvolver habilidades para aumentar sua empregabilidade. Mas isso dá trabalho. Seu cérebro vai preferir que você continue no sofá, assistindo Netflix ou deixando tudo para a última hora...e a “última hora”, eventualmente, se transforma em “nunca”.

Como sair desse impasse? Como realmente cumprir as metas que você estabeleceu?

O primeiro passo é ter consciência da importância que essa meta tem para você. Como já vimos, dá trabalho conquistar seus objetivos, então se eles não forem realmente importantes para você, na primeira dificuldade seu cérebro vai te convencer a desistir. A sua meta é importante para você, ou você está fazendo porque alguém ou alguma situação externa te exigiu?

O segundo passo é ter um plano: como você irá atingir essa meta? Quais atividades vai fazer a cada dia, a cada semana, para garantir que está andando na direção desse objetivo? Registre tudo isso em uma agenda semanal (no caderno, computador ou aplicativos de gestão de tarefas) e comprometa-se consigo mesmo a realizar essas atividades.

E o terceiro passo é monitorar constantemente essa meta. Não adianta ter clareza, fazer um plano, mas deixá-lo guardado na gaveta. É importante estabelecer um processo de acompanhamento periódico, para ter certeza que você está avançando, e fazer ajustes quando necessário. Afinal, nenhum plano sobrevive ao campo de batalha.

Colocando em ação essas três dicas simples, porém muito eficientes, suas chances de conquistar a sua meta aumentam exponencialmente. Mudar dá trabalho, mas a vida nova que está te esperando merece todo esse trabalho, não?

Juliana Paes Garcia, Coach em Alta Performance e Mudança de Carreira. Trabalha entre o Brasil e Portugal.

Por Da Redação em 07/06/2018 às 23:00