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Você tem autoestima ou “se acha”

Artigo escrito pelo Life Coach, Fabiano Latham

Tem muita gente confundindo se gostar, se valorizar e se respeitar com o se “achar acima da média”, intocável, como um prêmio a ser alcançado pelo outro. Existe uma grande diferença entre a verdadeira autoestima e o simples fato de “se achar”.

Em tempos de exposição excessiva em redes sociais e na neurótica busca de alcançar padrões inatingíveis de beleza, riqueza, poder e influência, muitas pessoas estão se perdendo no conceito da tão falada autoestima.

Então, vamos por partes! Autoestima é o gostar de si o suficiente para respeitar os próprios limites, para saber valorizar os pontos fortes e lidar bem com as próprias fraquezas. É também cuidar da saúde, da aparência e da boa comunicação dos sentimentos. Autoestima verdadeira é saber dizer sim somente para o que for sim e não para o que realmente for não. Tem autoestima quem não mede os próprios valores pelas opiniões alheias, pelas modinhas e pelas posses que tem. Ou seja: autoestima é o resultado do equilíbrio das emoções, representado pelo discernimento e pelo bom senso.

Já o “se achar” traz consigo uma ponta de prepotência e de uma força que na verdade é muito frágil. Quem “se acha” tem maior propensão a desprezar os valores do outro e toma para si o pedestal mesmo quando não lhe pertence. Em redes sociais como Facebook, Instagram e afins, onde pipocam milhares de fotos e vídeos a cada segundo, sobram exemplos de quem busca atenção e autoafirmação colocando-se como acima da média nos mais diferentes quesitos. Geralmente são pessoas que querem provar a todo custo, para uma audiência que praticamente desconhece, que são felizes, bem-resolvidas, inteligentes, bonitas e desejadas.

Não se trata de condenar quem se “acha”. Todos somos livres e usamos o filtro que mais nos agrada para interpretar a realidade. Mas é praticamente lógico que a superficialidade do “se achar” é uma verdadeira bomba para a concepção da nossa própria existência. A curto prazo, “se achar” preenche o vazio existencial. A longo prazo, esta atitude traz grandes estragos para a trajetória pessoal. Chega uma hora em que esse jogo não funciona mais. É como uma droga que não faz mais efeito e precisa de doses cada vez maiores para satisfazer e resultar em algum prazer. Brotam daí depressões, descompassos entre realidade e fantasia e frustração, muita frustração. Parece exagero, mas tem muita gente errando a mão.

Seremos muito mais saudáveis emocionalmente quando descobrirmos o ponto de equilíbrio entre o amor próprio e o atendimento às exigências da vida pós-moderna. É uma questão de escolha.

Fabiano Latham – Life Coach

Bem-Estar Físico & Emocional

www.fabianolatham.com

Por Da Redação em 09/11/2017 às 23:47
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